Mais que justo.Natural…

Leonel Brizola (*1922 /+2004) era governador do Rio Grande do Sul quando da renúncia do presidente Jânio Quadros, em agosto de 1961. Foi ele quem comandou a resistência civil às pretensões golpistas dos militares e segmentos conservadores e oligárquicos da classe política de impedir a posse do vice-presidente constitucionalmente reeleito, pelo voto legítimo popular, João Goulart, ocasião em que corajosamente deflagrou a chamada “Campanha da Legalidade”.

Quando ocorreu o golpe militar de 1964,Brizola tentou organizar uma resistência ao golpe a partir do Rio Grande do Sul, para onde se dirigiu João Goulart no dia 2 de abril de 1964; Jango preferiu não ouvir os conselhos de Brizola e general Ladário Telles, que desejavam a luta armada e preferiu sair do Brasil rumando para o exílio no Uruguai. Sem apoio, Brizola também foi para lá, onde viveu alguns anos, até ser perseguido naquele país, por intervenção do regime militar brasileiro. Seu nome estaria na primeira lista de cassados pelo Ato Institucional Número Um, em 10 de abril de 1964, junto com 102 pessoas, incluindo João Goulart, Jânio Quadros, Luís Carlos Prestes e Celso Furtado.

Bastante prejudicado pela grande mídia,Brizola conseguiu denunciar um esquema de fraude eleitoral as eleições de 1982.O episódio ficou conhecido como “Caso Proconsult” e envolveria diretamente as Organizações Globo.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=283ASP005

Enquanto muitos fugiam da poderosa mídia,capaz de destruir vidas e reputações em segundos.Brizola sempre esteve no front de batalha.

Muitos o chamariam ‘louco’.Talvez…

Ele não tinha a inclusão digital para contrapor à grande mídia.As grandes redes sociais não existiam na época.

Lutar contra um império,praticamente desarmado…De fato parece loucura.

Coisa de louco.Ou de GUERREIRO!