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Fica no seu lugar. De onde não deveria ter saido.

Um lugar onde, de preferência, não possa nem ser ouvido.

O povo, para certos grupos políticos e midiáticos, tem que se informar vendo futebol e novelas...

O povo, para certos grupos políticos e midiáticos, tem que se informar vendo futebol e novelas…

Esse é o pensamento daqueles que, em 1964 apoiaram o golpe (clique aqui e aqui).

Esse é o pensamento daqueles que queriam o impeachment de Lula (clique aqui).

Lula que, por duas vezes, foi eleito democraticamente e deixou a presidência sob aprovação popular recorde.

Para eles a vontade popular, manifesta através do voto, não tem o menor valor.

Eles que se esqueceram do mensalão de Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB, e massacraram os réus da AP 470.

São eles que usam o aumento de combustíveis, algo comum nos tempos de FHC (clique aqui) para atacar Dilma e minimizam a redução nas contas de luz, algo inédito.

Porém um país que destina mais da metade de suas despesas para programas sociais (clique aqui), não pode estar distante de povo.

E o povo sabe disso.

Tanto que, depois de perder em 2002, a oposição e a mídia perderam em 2006 e perderam em 2010.

Além de, em 2012, perderem a maior cidade brasileira.

A oposição e a mídia estão sentindo isso.

E precisam fazer alguma coisa para sobreviver.

Da Carta Maior:

Imprensa e toga: a tentação do golpe

03/2/2013

Não deve ser motivo de surpresa que os membros dos dois campos (midiático e jurídico) se vejam empenhados em mudar as regras formais do jogo político, inaugurando uma série de eventos dramáticos com o objetivo último de deslegitimar o governo eleito pelo povo.

O natural para a estrutura midiática é dominar opiniões, vontades e votos.
É a estrutura midiática capaz de fazer o povo votar em representantes das elites.
Fazer o povo votar contra o povo.
Porém, no momento em que isso deixa de ocorrer, torna-se necessária a adesão e o fortalecimento de uma estrutura auxiliar.
Foi o que ocorreu em 1964, quando o partido das elites (a UDN), unido com a estrutura midiática, já não conseguia dominar opiniões, vontades e votos.
Precisavam de uma estrutura auxiliar.
Os militares.
Só não contavam que os militares, de estrutura auxiliar, se tornaria a principal.
Agora, mais uma vez, a estrutura midiática não se mostra capaz de dominar opiniões, vontades e votos.
Não se mostra capaz de fazer o povo votar em representantes das elites.
E, mais uma vez, vemos o partido das elites, unido com a estrutura midiática, buscando uma estrutura auxiliar para exercer o seu domínio.
Porém, dessa vez, não buscarão amparo com os milicos.
Em pleno século XXI, isso seria inconcebível…
Então, já que não podem mais torturar e matar adversários, vão colocar sobre eles todo o peso da lei.
Mesmo que a lei já não represente mais a justiça (clique
aqui).
O julgamento da AP 470 deixou isso bem claro.
Quando as luzes da imprensa e da justiça focalizaram apenas o lado vermelho do valerioduto.
Deixando de lado os verdadeiros criadores do “mensalão” (clique
aqui).
Vão torturar e matar reputações. Vão cassar direitos políticos.
Afinal, eles conseguiram nova estrutura auxiliar.
A estrutura da toga…

Veja também:

Metade dos gastos de Dilma vai para programas sociais

Por que o mensalão de Azeredo foi desmembrado?

Dois pesos e dois mensalões – JANIO DE FREITAS

Imagem: historiabrasileira.com

A condenação deveria sem emblemática.

Ainda mais porque o agressor é um ‘formador de opinião’.

Deveria servir de exemplo para que atos covardes de discriminação não se repitam.

Deveria.

Porém…

Do R7:

Boris Casoy é condenado a pagar R$ 21 mil a gari ofendido

Jornalista afirmou que não foi preconceituoso; Justiça não acreditou em sua versão

O jornalista Boris Casoy e a Band, emissora na qual trabalha, foram condenados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 21 mil de indenização por danos morais ao gari Francisco Gabriel de Lima.

No Natal de 2009, Lima apareceu no Jornal da Band ao lado de um colega de trabalho, desejando felicidades ao povo brasileiro. Assim que o noticiário foi para o intervalo, o microfone de Casoy permaneceu aberto e todo o País ouviu ele dizer: “Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. O mais baixo na escala de trabalho”.

Durante o julgamento, os advogados de Boris disseram que ele “não pretendeu degradar a profissão de varredor de rua” e que “em hipótese alguma foi cometido preconceito de qualquer espécie”.

Ainda de acordo com o documento judicial, ao qual a reportagem do R7 obteve uma cópia, o jornalista Joelmir Betting, colega de Casoy na Band, foi testemunha e defendeu o amigo. Disse que as falas foram “em tom de brincadeira”.

‘Tom de brincadeira…’

Quer dizer que “em tom de brincadeira” está liberado?

Se hoje tolerarmos esse tipo de “brincadeira”, amanhã vamos nos acostumar com o quê?

Moradores de rua ou índios incendiados? (clique aqui e aqui)

Homossexuais sendo covardemente assassinados? (clique aqui)

E todos os agressores e assassinos também poderão dizer que ‘estavam brincando’.

E, enquanto isso, vamos permanecer vendo um ‘dejeto moral’ a repetir na TV, magnanimamente, que tudo ‘É UMA VERGONHA’.

E pior, ainda teremos que concordar com ele…

Veja também:

O “defeito” em lombadas eletrônicas e a safadeza governamental: Em SP cidadão pode pagar por infração não cometida

Investimento em educação? Por aqui não tem isso não!! Parlamentares barram repasse dos royalties do petróleo para educação. Veja aqui seu representante

Imagem: blogmolotov.blogspot.com

E tem gente torcendo por isso.

Já pensou se ele resolve falar?

Cachoeira ficou calado em depoimento à justiça (clique aqui e aqui), também se calou diante da CPMI (clique aqui).

Se ele resolve falar, veremos muita gente acompanhando o contraventor na prisão.

Mesmo com o contraventor calado, tem muita gente se enrolando (clique aqui e aqui).

Gente da política e também gente grande da imprensa (clique aqui).

Do Terra:

Juiz do TRF-1 determina soltura de Carlinhos Cachoeira

15/10/2012

decisão do TRF-1 não deve tirar Carlinhos Cachoeira da prisão. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O juiz Tourinho Neto, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1), concedeu, nesta segunda-feira, liminar em favor de Carlos Augusto Ramos Cachoeira, o Carlinhos Cachoeira. A decisão monocrática determina a imediata soltura do réu – se por outro motivo não estiver preso, o que não é o caso. Cachoeira também está preso por acusações contidas da Operação Saint Michel, do Ministério Público do Distrito Federal.

Não é a primeira vez que Tourinho Neto decide à favor de Cachoeira (clique aqui).

Ele também concedeu habeas corpus para que a atual mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, visite o contraventor.

Isso após Andressa tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal (clique aqui).

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), instaurada para apurar a extensão das ligações do crime organizado com a política e a mídia, corre sério risco de terminar de forma melancólica (clique aqui).

Pelo jeito, o Brasil não verá todos os parceiros de Cachoeira.

Não verá sequer uma pequena fração deles.

Veja também:

Cachoeira e Demóstenes agiam em nome de Perillo, diz revista

As polêmicas de Tourinho Neto

Luis Nassif: O quebra-cabeças CivitaCachoeira

Ou será que ouvem as grandes famílias midiáticas.

Ela, que não gosta de justiça.

Ao menos, aquela justiça que julga de acordo com os autos, e não de acordo com o clamor midiático.

Essa justiça, eles odeiam.

Justiça boa era aquela do sinhozinho, que chamava o capitão-do-mato para perseguir seus escravos.

Sua propriedade.

Até hoje, veículos que tem o controle da grande mídia, acreditam que a opinião popular é sua propriedade.

Fazem da informação, verdadeiro feudo.

“Há a profissão mais alta e mais honrosa do que a de soldado? Há profissão mais baixa e mais degradante do que a de capitão-do-mato?” – Joaquim Nabuco, sessão legislativa, 1887

Os Capitães-do-mato eram em sua imensa maioria pretos e mulatos forros (livres),  caçadores de escravos fugitivos, que capturavam a troco de recompensa, realizavam o  serviço por encomenda de latifundiários ou em busca própria por qualquer escravo que encontrassem em rota de fuga. Foi no Sec. XVII  que a Profissão se desenvolveu (clique aqui).

Hoje, para infelicidade de certos donos de jornais e revistas, não tem mais escravidão.

Porém, existe algo bem próximo disso.

Grandes nomes de nossa justiça podem sofrer influência de uma avalanche midiática.

E, dessa maneira, acabar servindo a seus interesses.

Se portando como verdadeiros capitães-do-mato.

Antes aberração, agora herói: Quem mudou tanto? A Veja? Ou o ministro…

Já parece, no mínimo estranho, o simples fato de fazer o julgamento da AP 470 às portas de uma eleição ou de impedirem seu desmembramento (clique aqui).

Enquanto isso, desmembraram o mensalão mineiro, que envolvia grandes nomes da oposição, como o ex-presidente nacional do PSDB (clique aqui).

O mensalão mineiro, que corre sério risco de prescrição (clique aqui).

A revista de Civita jamais gostou de Joaquim Barbosa (clique aqui), ou do que ele representa.

Jamais gostou da política de cotas para negros em universidade (clique aqui e aqui), jamais gostou das políticas de complemantação de renda, implementadas pelos governos Lula e Dilma (clique aqui).

É bom lembrar que o povo é formado, em sua maioria, por negros, pardos e mulatos.

Esse mesmo povo que deu a Lula uma aprovação popular histórica (clique aqui).

A Veja, que hoje exalta em sua capa Joaquim Barbosa, o herói da moda, outro dia tratava com escárnio a possibilidade da vitória de Barack Obama nas eleições dos Estados Unidos.

Veja:

Cadê o homem branco democrata?

07/01/2008

Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco para enfrentá-los?

Para bom entendedor: tomo o par “homem branco” como apelo simbólico à tradição e à conservação de um modelo que, inegavelmente, deu certo e fez a maior, mais importante e mais rica democracia do mundo, que venceu, por exemplo, o embate civilizatório com o comunismo.

A Veja, que hoje exalta Joaquim Barbosa, na prática mostra que figuras como o ministro do STF são verdadeiras aberrações.

Os ‘jornalistas’ não querem ser chamados de preconceituosos. Porém colocam o sucesso da mais rica democracia do mundo no fato de seus líderes serem homens brancos.

Segundo eles, isso não é preconceito.

Então tá…

Veja também:

Por que o mensalão de Azeredo foi desmembrado?

Falta de memória ou sem-vergonhice? Serra critica administração federal no Ceagesp, mas esquece o esquema de corrupção na feirinha do Brás

Imagem: conversaafiada.com.br

Embora de importância crucial para a identificação de vítimas e infratores, a Papiloscopia ainda é desconhecida dentro da sociedade.

Dentro das polícias…

E, quem sofre os danos de tamanha ignorância, é o cidadão.

Do PERITOS DE FATO:

Papiloscopia: Não sabe o que é isso? E injustiça? Você sabe o que é?

25/09/2012

“Os policiais não perceberam a falsidade da identificação e não chegaram a colher as impressões digitais do indivíduo preso.”

Esse trecho da reportagem abaixo foi decisivo na vida de um cidadão brasileiro.

Ou melhor, na destruição de sua vida…

Do portal ETHOS:

9 anos depois de ser condenado, vigia que teve RG falsificado comprova sua inocência

25/09/2012
No último dia 31 de julho, Rafael da Silva finalmente teve sua inocência reconhecida. Após cerca de 9 anos, ele provou ter sido vítima de erro do sistema criminal. Desde 2003, havia sido condenado pelo crime de porte ilegal de arma, após o verdadeiro culpado utilizar documentos falsos em seu nome. Durante esse período, chegou a cumprir integralmente sua pena em regime aberto.

Sua absolvição foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP), após a Defensoria Pública de SP interpor um recurso de revisão criminal em seu favor.

O caso
Em janeiro de 2001, uma pessoa foi presa em flagrante por policiais militares pelo delito de porte ilegal de arma, na Rodovia dos Imigrantes. O caso foi registrado no 97º Distrito Policial da Capital. O acusado identificou-se como Rafael da Silva – e apresentou documentos falsos, contendo sua foto. O verdadeiro Rafael havia perdido seu RG alguns anos antes.
Os policiais não perceberam a falsidade da identificação e não chegaram a colher as impressões digitais do indivíduo preso.
O “falso Rafael” foi solto posteriormente, após obter liberdade sob fiança. E o inquérito continuou a tramitar, sob o nome do verdadeiro Rafael.
Ele descobriu que respondia a um processo criminal apenas em fevereiro de 2003, quando já estava condenado em primeira instância. Desde então, tentava comprovar sua inocência: como os policiais não colheram as impressões digitais da pessoa presa em flagrante, a Justiça não aceitava retirar seu nome do processo.Exames grafotécnicos também se revelaram inconclusivos, porque a pessoa presa não havia deixado mais do que algumas rubricas. Em 2005, Rafael foi condenado em segunda instância a uma pena privativa de liberdade em regime aberto.

A ignorância do policial que fez a abordagem do criminoso que utilizava um documento adulterado.

E mais.

A ignorância do delegado que indiciou o criminoso, sem uma avaliação pericial, acerca de sua real identidade.

Não suspeitaram estar indiciando um criminoso, com o nome de um inocente?

Um outro fato, bastante grave, não teve grande visibilidade.

UM CRIMINOSO DE VERDADE SE APROVEITOU DO PÉSSIMO TRABALHO PRESTADO PELO ESTADO PARA SE SAFAR.

Com tantos policiais envolvidos no caso, será que nenhum deles nunca ouviu falar na palavra FRAUDE?

Há tempos, o trabalho do Papiloscopista Policial (especialista em identificação humana, através de impressões e fragmentos de impressões digitais) é negligenciado.

Muitos policiais não conhecem o trabalho de um Papiloscopista Policial.

Porém, a ausência do trabalho de um especialista em identificação humana tem efeito trágico sobre o resultado da justiça.

Um papiloscopista não tem o reconhecimento pela sociedade ou a valorização profissional de um delegado, do um promotor, de um juiz…

Mas seu trabalho na identificação científica de autores de delitos é vital para o bom trabalho policial.

É vital para o bom trabalho judicial.

Caso contrário, após todo trabalho de policiais, promotores e juízes, tudo acaba indo por terra.

Um cidadão não pode se tornar vítima de um Estado irresponsável.

O Estado existe para servir o cidadão.

Mas, o que fazer quando ele já não serve mais?

Deve-se jogá-lo fora?

Ou deve-se consertá-lo…

Veja também:

PL 5649/09. Investimento em Segurança Pública

Com base em um vestígio, peritos papiloscópicos conseguem elucidar sequestros

Será que “maus tratos” se deve a maneira como o caso foi tratado pelo TJ?

Partindo dessa linha de raciocínio, sem dúvida, a justiça foi vítima de “maus tratos”.

Com relação ao caso Herzog, a diferença entre maus tratos e tortura é abissal.

Assim como a diferença entre PODER JUDICIÁRIO e JUSTIÇA…

Ditabranda: Decisão do TJ, lembra artigo da Folha de São Paulo…

Do UOL:

Justiça retifica registro de óbito e reconhece que Herzog morreu por “maus-tratos” na ditadura

25/09/2012

O juiz Márcio Martins Bonilha Filho, da 2ª Vara de Registros Públicos do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), determinou nesta segunda-feira (24) a retificação do atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog, para fazer constar que sua “morte decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do II Exército – SP (Doi-Codi)”.

Fica claro que o “suicídio” de Herzog surgiu para encobrir as reais causas da morte daquele que foi convocado e compareceu, por livre e espontânea vontade, para prestar um simples depoimento (clique aqui) e acabou vítima de odioso crime.

“Quando a sentença rejeita a tese do suicídio exclui logicamente a tese do enforcamento e, então, a afirmação de enforcamento – que se transportou para o atestado e para a certidão de óbito – encobre a real causa da morte, a qual, segundo os depoimentos colhidos em juízo indicam que foi decorrente de maus tratos durante o interrogatório no DOI-Codi”, diz o parecer da comissão. (Com Agência Brasil)

Lendo a transcrição a seguir, logo vamos perceber que Vlado sofre bem mais que simples “maus tratos”.

A transcrição não foi baseada nos depoimentos dos torturadores. Segundo eles, Vlado cometeu suicídio.

25 de outubro de 1975, Rua Tutóia, cidade de São Paulo. Nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), um homem é torturado com pancadas e choques elétricos. Seus companheiros, na sala ao lado ouvem seus gritos.
O homem recusa-se a assinar um suposto depoimento por não admitir que as informações constantes naquele pedaço de papel sejam verdadeiras. Ele não escrevera nenhuma palavra daquilo. Em um ato de indignação, rasga o papel. E num ato de maior indignação ainda, mesclado a ira, seu torturador o esbofeteia. Os amigos, na outra sala, não ouvem mais seus gritos.
Algumas horas mais tarde, dentro de uma cela no mesmo departamento, uma foto do homem morto, amarrado por uma tira de pano em um pequeno pedaço de ferro no alto da cela. O Inquérito Policial Militar, IPM dá como causa da morte suicídio por enforcamento.

Clique aqui e veja a matéria completa.

Veja e tenha sua própria opinião.

Vladimir Herzog e muitos outros deram suas vidas, para que pudéssemos ter esse direito.

Veja também:

São Paulo e o abandono: Hoje tem o dia sem carro. Já os outros, todos, são dias sem transporte público, sem educação, sem saúde… São dias sem governo

Copa do Mundo no Brasil: Um país que nunca teve infraestrutura, precisará ter até 2014

Imagem: acertodecontas.blog.br

Quando o assunto é relação de consumo, todos sabem quem sempre leva a pior.

A posição de inferioridade do consumidor em face ao poder econômico do fornecedor é um verdadeiro drama (clique aqui).

E quando o fonecedor é um WalMart?

Uma verdadeira potência econômica…

Como fica o consumidor?

Da Band:

Sacolinhas de graça acabam neste domingo

12/09/2012

A novela das sacolinhas plásticas vai ganhar mais um capítulo neste domingo. A partir do dia 16, os supermercados não serão mais obrigados a distribuir as embalagens gratuitamente.

A decisão foi tomada no dia 8 de agosto pelo desembargador Torres de Carvalho, da Câmara Reservada ao Meio Ambiente do TJ (Tribunal de Justiça) do Estado de São Paulo, ao analisar um recurso do grupo WalMart.

Os supermercados, que continuam com aquele discursinho hipócrita de preservação do meio ambiente, se esquecem que comercializam produtos embalados em plástico.

A preservação ambiental de mentira: Vendo a quantidade de produtos embalados em plástico e comercializados pelos supermercados notamos que a única preocupação deles é o lucro fácil

É o arroz, o feijão, o macarrão, o papel higiênico…

Além dos refrigerantes vendidos em garrafas PET.

Eles, na teoria, se preocupam tanto com o meio ambiente, a ponto de entrar na justiça contra seus consumidores.

Se eles REALMENTE DESEJASSEM preservar a natureza, já não teriam teriam liderado um boicote aos produtos embalados em plástico?

Pois se os supermercados usam seu poder econômico para perseguir seus consumidores, ao invés de cobrar medidas ecológicas de seus fornecedores, então passou da hora de eles sentirem o gosto de um boicote de verdade.

Veja também:

Abaixo-assinado: Vamos retirar TODAS as embalagens plásticas dos supermercados!!

O CDC e a necessidade de tutelar a relação de consumo

Geralmente vemos recall de peças de automóveis (clique aqui), de aparelhos de TV (clique aqui), de lava-louças (clique aqui)…

Vemos recall de diversos produtos de uso em nosso cotidiano.

Porém, certos produtos foram criados para não apresentar falhas.

E, para tanto, devem ser submetidos a rigorosos padrões de qualidade.

Sua TV, seu lava-louças e até seu carro podem quebrar.

Daí você envia para o conserto.

Mas, e quando o preservativo “quebra”?

O que fazer??

Do Terra:

Recall: 625 mil camisinhas correm risco de ter micro furos

24/08/2012

Camisinhas podem conter "micro furos", de acordo com a fabricante

O recall que envolve 624,8 mil camisinhas da fabricante Olla foi convocado porque as unidades podem conter “micro furos”, que tornam o preservativo impróprio para uso, uma vez que reduzem a eficácia na prevenção de gravidez e na transmissão de doenças. Segundo informações comunicadas pela Hypermarcas, responsável pela Olla, nesta sexta-feira, o recolhimento das camisinhas é preventivo.

Mais cedo, o Procon-SP notificou a empresa para que mudesse, em 24h, o texto do comunicado de recall porque a empresa não havia detalhado a expressão “desvio de qualidade”, usada para comunicar a necessidade de troca dos produtos. Segundo o órgão, sem informar o defeito apresentado, o recall não cumpriu com as exigências da legislação.

Além de apresentar problemas com seu produto, a Hypermarcas, responsável pela Olla, também apresentou problemas em comunicar o real problema para o seu consumidor.

Na verdade, eles só esclareceram o consumidor, após a notificação abaixo.

Da FUNDAÇÃO PROCON SP:

Recall Olla

24/08/2012

Fundação Procon-SP, notifica, nesta sexta-feira (24/8), a empresa Hypermarcas para que regularize, em 24 horas, o texto do comunicado de recall de lotes do preservativo Olla, divulgado pela imprensa. No texto, a empresa não detalha o que diz ser “desvio de qualidade”, conforme exige a legislação vigente.

“É inadmissível que um comunicado dessa importância não traga informações claras sobre o defeito do produto e os riscos aos quais os consumidores estão expostos”, diz o diretor executivo da Fundação Procon-SP, Paulo Arthur Góes.

A Hypermarcas informou que identificou um possível desvio de qualidade nos lotes J12A0534, J12A0535, J12A0599, J12B0083, J12B0087 do preservativo Olla lubrificado promocional leve 8 pague 6 que pode tornar o produto impróprio para o uso e, por este motivo, está tirando o mesmo de circulação.

No comunicado a empresa orienta que em caso o consumidor localize algum produto destes lotes não utilizá-lo, guardar sua embalagem e entrar em contato com o SAC pelo telefone 0800 0126888 ou pelo email atendimento@olla.com.br, para realizar a troca ou reembolso do produto.

O Procon-SP orienta os consumidores sobre seus direitos e acompanha atentamente convocações desse tipo, como procedimento incorporado à sua dinâmica de trabalho. A empresa deverá apresentar os esclarecimentos que se fizerem necessários, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, inclusive com informações claras e precisas sobre os riscos para o consumidor.

Oquedizalei

O Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 10, estabelece que: “O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.

§ 1º O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários”.

Os consumidores que já passaram por algum acidente causado pelo defeito apontado poderão solicitar, por meio do Judiciário, reparação por danos morais e patrimoniais, eventualmente sofridos.

Fazer recall de preservativos é o fim da picada…

Os acidentes causados pelo defeito apontado podem ser, na melhor das hipóteses, uma gravidez.

Foi exatamente o que ocorreu, com os problemas com os anticoncepcionais Microvlar.

Porém o laboratório Schering teve que reparar danos causados a seus consumidores (clique aqui).

No caso dos preservativos Olla, além de uma possível gravidez, doenças bastante sérias também podem ser transmitidas, com o uso do produto defeituoso.

Ou seja, a Hypermarcas está mudando drásticamente a vida de seu consumidor.

E tudo porque ele comprou um simples preservativo.

O caso pode ser ainda mais grave que o dos anticoncepcionais.

Esperamos, realmente, que não.

Porém empresas sérias não podem sobreviver de esperanças.

Esse tipo de falha não pode ocorrer.

Mas já que ocorreu…

Medidas sérias devem ser adotadas, para que isso jamais se repita.

Veja também:

Esse é do povo: Serra vai à zona leste de São Paulo… DE HELICÓPTERO!!

Policiais federais, que humilharam e prejudicaram brasileiros, agora se dizem “preocupados” com provável mudança na segurança da Copa

Imagem: economia.terra.com.br

O salário acima é o que pretende um delegado ou perito da Polícia Federal, em início de carreira.

Para pagar tal salário, tomando por base o salário mínimo (R$622,00), seriam necessários mais de três anos de salário mínimo para pagar um único salário desses senhores.

O salário é maior que os R$ 19,8 mil recebidos pela presidenta Dilma Rousseff (clique aqui).

O governo Federal decidiu mostrar vencimentos e propostas ao público, em resposta à intransigência dos policiais federais, que estão travando serviços importantes e prejudicando cidadãos.

 

A imagem do caos: Reivindicações, mesmo que justas, não podem servir de razão para pegar o povo e fazê-lo refém…

Os funcionários deveriam agradecer ao governo pois, dessa forma, podem mostrar à sociedade o quanto são “injustiçados”.

Do ÚLTIMO SEGUNDO:

O governo federal decidiu retrucar o endurecimento nas negociações por parte dos grevistas da Polícia Federal (PF), que nesta quinta-feira (16) realizaram operação-padrão em aeroportos do País , e que nesta quarta-feira teriam se recusado a ouvir a proposta de aumento salarial que o Ministério do Planejamento havia elaborado.

A resposta do Planalto veio com o vazamento das cifras que até agora estavam sendo tratadas apenas entre o secretário de relações do trabalho do Planejamento, Sérgio Mendonça, e a liderança sindical da PF.

Para agentes, escrivães e papiloscopistas o pedido de aumento varia entre 109,38% e 151,27%. A categoria quer que o governo eleve o salário inicial dessas três carreiras de R$ 7.514,33 para R$ 18.881,44. Já para profissionais no final de carreira, o pedido é para que o vencimento suba de R$ 11.879,08 para R$ 24.873,01.

Os delegados e peritos federais também pedem aumento. Para a categoria o reajuste pleiteado pela liderança sindical oscila entre 71,24% e 35,53%. Com esses percentuais, o piso saltaria de R$ 13.368,68 para 22.891,91.

Enquanto o vencimento em final de carreira passaria de R$ 19.699,82 para R$ 26.700,00 (próximo ao que ganha um ministro do Supremo Tribunal Federal, cujo vencimento bruto mensal de R$ 26.723,13 serve de teto para todo o funcionalismo público).

Funcionários que deveriam agradecer ao governo, por exibir salários de servidores ao povo, na verdade preferem fazer barulho em público, e deixar seus salários no anonimato…

Da GAZETA DO POVO:

Funcionalismo vai à Justiça contra divulgação de salários

29/06/2012

A divulgação dos salários dos servidores públicos na internet aumentou a tensão no funcionalismo. A Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB) anunciou na quinta-feira (2) que pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) a retirada dos dados, disponíveis desde anteontem à noite no Portal da Transparência.

A justiça já se pronunciou sobre funcionários que gritam por melhores salários, mas não querem a divulgação para que a sociedade possa avaliar se o seu salário, realmente, é ruim (clique aqui).

Também já se pronunciou, em decisão liminar, sobre a legitimidade de uma paralização que prejudique a coletividade (clique aqui).

Falando em coletividade, será que ficaríamos TÃO TRISTES em receber salário igual ao desses senhores?

Veja também:

Entidades protestam após divulgação de salários de servidores na internet

STF libera divulgação dos salários dos servidores

PORTAL DA TRANSPARÊNCIA do Governo Federal

Imagem: noticias.r7.com

Eu já sabia! E, assim como eu, muita gente que não baseia suas opiniões em publicações de Veja/Cachoeira, Globo e demais lixos midiáticos.

Gente que gosta de ver provas materias, antes de sair julgando e destruindo pessoas…

Em 2011, conforme publicação do Portal R7, Jeferson já havia declarado que o “mensalão” não existiu (clique aqui).

“Silêncio absoluto para a petição de Roberto Jefferson ao STF, ontem, dizendo que não houve mensalão! Isso mesmo, declarado por seus advogados de defesa com todas as letras: não houve o “fato” mensalão, foi só “retórica”. Entenderam? Mensalão foi “modo de dizer”. Não teve. Ou seja: todas as acusações, sem provas, não eram fatos, eram factóides. Eram manipulações, mentiras.”

Porém o ódio de Jefferson por José Dirceu, aliado ao ódio da oposição e dos grandes grupos midiáticos, que tentaram derrubar Lula em 2005 (ao estilo Fernando Lugo) e fracassaram, tentaram emplacar Alckmin em 2006 e fracassaram, tentaram emplacar Serra em 2010 e fracassaram…

Roberto Jefferson: Sua mentira “salvou o Brasil”

Eles insistiram com o “mensalão”, publicaram matérias difamatórias e entraram nas casas e nas mentes de milhões de brasileiros, e agora dirão o quê?

Que, com todo seu poder econômico, não foram capazes de produzir provas robustas para condenação?

Ou que, para variar, o julgamento vai terminar em mais uma pizza?

É bem provável que a segunda opção seja a escolhida.

E mais uma vez o STF pagará o preço de uma ação patrocinada pelo ódio e pelo desejo de vingança.

O ódio de Jefferson por Dirceu possibilitou a ação de oportunistas. Na foto o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) pedindo o impeachment de Lula

Patrocinada por sentimentos que causam a cegueira.

Do CorreiodoBrasil:

Mensalão foi mentira de Roberto Jefferson para derrubar José Dirceu, admite advogado

12/08/2012

O julgamento da Ação Penal 470, apelidado de ‘mensalão’ pela mídia conservadora, sofrerá nesta segunda-feira a sua maior reviravolta. Advogado do deputado cassado Roberto Jefferson, autor da denúncia de compra de votos por parte de um esquema audacioso, montado para que o Partido dos Trabalhadores (PT) permanecesse indefinidamente no poder, segundo a tese do ‘mensalão’, Luiz Francisco Corrêa Barbosa dirá à Superma Corte que tudo não passou de uma mentira, de uma invencionice de seu cliente. Os recursos entregues pelo PT ao PTB, no total de R$ 4 milhões, eram, na verdade, o cumprimento de um acordo para financiamento de campanhas municipais em 2004.

Agora veremos blogueiros pagos pela grande mídia, mais uma vez sem assunto, apelando para ataques rasteiros para tentar tirar o foco do assunto principal (clique aqui).

Veremos, mais uma vez, o ódio tomando espaço do debate democrático.

Afinal, quem não tem argumentos sólidos, precisa do ódio para sobreviver politicamente.

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Qual seria o tamanho da indignação popular?

Caso todos os escândalos do governo FHC tivessem a exposição midiática do chamado “mensalão”…

E não foram poucos. Foram as privatizações, o caso Sivam (clique aqui), o Proer (clique aqui), o caso Marka/FonteCindam (clique aqui) e muitos outros.

Todos convenientemente “esquecidos” pela grande mídia. A mesma mídia que se mostra, há sete anos, TÃO ESCANDALIZADA com o “mensalão”.

Foram sete anos de ataques diários, promovidos pela grande mídia, controlada por quatro poderosas famílias (Marinho da Globo, Frias da Folha, Mesquita do Estadão e Civita da Abril).

Curioso que, no tempo do governo de Fernando Henrique, a mídia era bem mais dócil.

E possibilitou que o governo tucano pudesse “trabalhar” em paz.

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O tempo de FHC é o tempo de Serra (ministro do planejamento), é o tempo de Elena Landau, diretora de desestatização do BNDES no governo FHC e principal responsável pela elaboração do modelo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Elena logo mostrou quais interesses estava a defender. Tão logo deixou o BNDES, tornou-se diretora do Opportunity (grupo de Daniel Dantas). Essas figuras, dentre outras, causaram um rombo dramáticamente maior que o chamado ‘mensalão’. Segundo o PGR Roberto Gurgel, o mensalão distribuiu R$ 141 milhões em propina, uma miséria perto do que FHC e sua turma tiraram do Brasil (clique aqui).

Só para citar a Vale do Rio Doce, após anos de massiva campanha pela venda da estatal nos anos 90, a Vale foi leiloada em maio de 1997. A primeira polêmica envolveu a cotação da estatal realizada pela corretora Marril Lynch, que a avaliou em R$ 10 bilhões. A empresa foi acusada de sub-avaliar jazidas e o conjunto do complexo industrial da empresa, com patrimônio superior a R$ 100 bilhões.

Mais tarde se descobriu que a corretora era ligada à empresa Anglo American, participante do leilão. A estatal foi vendida por apenas R$ 3,3 bilhões. Para se ter uma idéia, esse valor significa menos do que o lucro da empresa em apenas três meses. No ano em que foi leiloada, o lucro líquido da empresa foi de R$ 12,5 bilhões, mais de três vezes o valor de sua venda (clique aqui).

Enquanto isso a grande mídia jogava tudo para debaixo do tapete…

A mesma mídia, que gosta de trocar afagos financeiros com governos tucanos (clique aqui).

São eles que vão pressionar os ministros do STF (clique aqui e aqui) e que vão decidir quando o cidadão vai ficar indignado.

Eles, que muito ganharam com FHC (tirando do Brasil), tem saudade daqueles tempos. Os ataques raivosos a Lula, a Dilma e aos chamados ‘petralhas’ e ‘mensaleiros’ retratam bem o tamanho da saudade.

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Imagem: conversaafiada.com.br

O “Mensalão” (segundo o PGR, o caso mais atrevido e escandaloso de corrupção),nada mais é que a parte petista do Valerioduto, o mesmo esquema criado na era FHC, que alimentou Fernando Henrique e o ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo (clique aqui).
Também alimentou o ex-presidente e ministro do STF, Gilmar Mendes (clique aqui).
Causa espanto que somente a parte petista do valerioduto esteja sendo julgada.
A parte tucana, poupada pela grande mídia (que, formadores de opinião, decidem quando e contra quem o povo deve se indignar), permanece impune.
Os 38 indiciados no processo que corre no STF são, na verdade, a ponta de um gigantesco iceberg.
O relatório final da Polícia Federal mostra que o Valerioduto tinha Daniel Dantas, esse sim como fonte pagadora de mensalidades a deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, governadores, etc.
Daniel Dantas, curiosamente não entrou na acusação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel (clique aqui).

Segundo a PF, empresas de Dantas injetaram R$ 127 milhões para alimentar o Valerioduto.

Da ÉPOCA:

A anatomia do valerioduto.

  • O banqueiro Daniel Dantas, que participava de uma das mais renhidas e bilionárias disputas societárias do Brasil – e que, para resolver seus problemas, precisava desesperadamente de aliados no Palácio do Planalto –, tentou mesmo garantir o apoio do governo petista por intermédio de dinheiro enviado às empresas de Marcos Valério. Depois de se reunir com Dirceu, então ministro da Casa Civil, Dantas recebeu de Delúbio um pedido especial de ajuda financeira: US$ 50 milhões. Segundo a PF, a propina foi aceita. Pouco antes de o mensalão vir a público, uma das empresas controladas pelo banqueiro fechou contratos fajutos com Valério – apenas para que houvesse um modo legal de depositar o dinheiro. Houve tempo suficiente para que R$ 3,6 milhões fossem repassados ao publicitário. Encaminhou-se esse total a doleiros, mas a PF ainda não descobriu os reais beneficiários do dinheiro;
  • São comprovadamente fajutos os empréstimos que, segundo a defesa de Marcos Valério, explicariam a origem do dinheiro do mensalão. Esses papéis serviram somente para dar cobertura jurídica a uma intrincada operação de lavagem de dinheiro. Apurou-se que houve duas fontes de recursos para bancar o mensalão e as demais atividades criminosas de Marcos Valério. Uma, a principal, qualificada pela PF de “fonte primária”, consistia em dinheiro público, proveniente dos contratos do publicitário com ministérios e estatais. O principal canal de desvio estava no Banco do Brasil, num fundo de publicidade chamado Visanet, destinado a ações de marketing do cartão da bandeira Visa. As agências de Marcos Valério produziam algumas ações publicitárias, mas a vasta maioria dos valores repassados pelo governo servira tão somente para abastecer o mensalão. A segunda fonte de financiamento, chamada de “secundária”, estipulava que Marcos Valério seria ressarcido pelos pagamentos aos políticos por meio de contratos de lobby com empresas dispostas a se aproximar da Presidência da República. Foi o caso do Banco Rural, que tentava obter favores do Banco Central e do banqueiro Daniel Dantas, que precisava do apoio dos fundos de pensão das estatais.

Tudo começou com a revelação da uma fita de vídeo, que mostra o ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho detalhando a dois empresários um esquema de pagamento de propina, supostamente gerido pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), e outro diretor da empresa, Antônio Osório Batista.

O fato gerou a CPI dos Correios (clique aqui).

Depois das denúncias, o deputado Roberto Jefferson ameaçou apontar casos de corrupção supostamente praticados pelo PT.

E Roberto Jefferson, que criou a teoria da “compra de votos feita por Lula” (que permitia o Impeachment), estranhamente passou de bandido para paladino da ética.

Hoje, após as operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, em que se pode ver a Veja a serviço de Carlinhos Cachoeira (clique aqui), notamos que a proximidade entre bandidos e jornalistas chega a assustar os incautos.

Por vezes não sabemos qual deles é o bandido…

Vamos acompanhar o julgamento do STF, e esperamos que a justiça faça um julgamento isento.

É o mínimo que podemos esperar.

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