Extraído do blog PERITOS DE FATO:

 

A difamação e o dano moral, quando produzidos por um veículo de comunicação, é algo mais sério do que se pode imaginar…

Afinal, são estes senhores, os responsáveis por INFORMAR o leitor/cidadão brasileiro.

E qual é a qualidade da informação oferecida? Veja o triste exemplo (Revista Época, edição n° 692, de 22/08/2011, página 41).

Alegria a caminho

Há um novo trem da alegria pronto para votação no Senado. Trata-se do projeto de lei que transforma os identificadores de impressões digitais da Polícia Federal, conhecidos como papiloscopistas, em peritos oficiais. Atualmente, a categoria é considerada de nível intermediário. Se o projeto virar lei, 600 funcionários poderão reivindicar a promoção para o nível superior e passar a ganhar em dobro, sem ser obrigados a fazer concurso público.

E onde está a mentira?

Vamos lá. Os “ identificadores de impressões digitais da Polícia Federal, conhecidos como papiloscopistas”, que para a Época tem nível intermediário tem, na verdade, nível superior (veja no site da Polícia Federal).

O SCD 244/2009, referente ao PL 5649/2009 (de autoria da ex-senadora e agora ministra Ideli Salvatti), trata a PERÍCIA OFICIAL, assunto que a revista Época sequer chegou perto (veja a explicação do projeto na TV CAMARA ).

Afinal, quem tem feito, até hoje, perícias dactiloscópicas e Necropapiloscópicas?

E, o que seria do Brasil, se todos os presos condenados, com base em Laudos Dactiloscópicos fossem soltos?

Seria o caos.  Porém é o que ocorre, caso o laudo não seja considerado pericial.

Será que a Época sabe?

Ou melhor, será que se preocupou em saber?

Um email foi enviado à direção de jornalismo da revista.

25/08/2011

Com respeito à matéria da edição n° 692, de 22/08/2011, intitulada “alegria a caminho”, algumas considerações devem ser feitas.

Os profissionais, tratados por esta revista como “identificadores de impressões digitais” são, na verdade, especialistas em identificação humana.

E especialistas são, de fato, PERITOS ( dicionário Michaelis).

Veículos de jornalismo, tais como o CorreioBraziliense, a Abril e a Agência de NotíciasReuters, entre muitos outros exaltam a importância dessa atividade, na elucidação de crimes.

“Em junho de 2001, Timothy James McVeigh foi executado em Indiana. Executado por matar 168 pessoas com uma bomba em Oklahoma.

Executado através de um laudo de um “identificadores de impressões digitais”.Duas impressões digitais. Uma num recipiente contendo nitrato de amônia – a mesma substância utilizada na fabricação da bomba – encontrado em sua casa e outra deixada na caminhoneta que explodiu na frente do prédio em Oklahoma.”

Tratar como “trem da alegria” algo de vital importância para a Segurança Pública, para a Justiça e, principalmente, para o bem estar de milhões de cidadãos brasileiros…

Isto não é, sem dúvida, jornalismo.

Conto com o bom senso daqueles que tem o dever de ouvir todos os lados da notícia.

Atenciosamente.

Antonio Gumauskas Junior

Papiloscopista Policial IIRGD/SP

http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=perito

http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/historia/impressao-digital-assinatura-crime-434121.shtml

http://www.reuters.com/article/2008/09/05/us-crime-fingerprints-idUSL441239720080905

Esperamos um breve retorno e, dessa vez, com a verdade.

Veja também:

Sequestro e estupro no DF: Mais um crime elucidado!

PERITOS DE FATO: Polícia científica paulista reconhece, há tempos a papiloscopia.

Imagem: agecom.df.gov.br

 

Anúncios