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Qual seria o tamanho da indignação popular?

Caso todos os escândalos do governo FHC tivessem a exposição midiática do chamado “mensalão”…

E não foram poucos. Foram as privatizações, o caso Sivam (clique aqui), o Proer (clique aqui), o caso Marka/FonteCindam (clique aqui) e muitos outros.

Todos convenientemente “esquecidos” pela grande mídia. A mesma mídia que se mostra, há sete anos, TÃO ESCANDALIZADA com o “mensalão”.

Foram sete anos de ataques diários, promovidos pela grande mídia, controlada por quatro poderosas famílias (Marinho da Globo, Frias da Folha, Mesquita do Estadão e Civita da Abril).

Curioso que, no tempo do governo de Fernando Henrique, a mídia era bem mais dócil.

E possibilitou que o governo tucano pudesse “trabalhar” em paz.

Privataria: Serra e Landau seguram o punhal que seria cravado no peito do país

O tempo de FHC é o tempo de Serra (ministro do planejamento), é o tempo de Elena Landau, diretora de desestatização do BNDES no governo FHC e principal responsável pela elaboração do modelo de privatização da Companhia Vale do Rio Doce. Elena logo mostrou quais interesses estava a defender. Tão logo deixou o BNDES, tornou-se diretora do Opportunity (grupo de Daniel Dantas). Essas figuras, dentre outras, causaram um rombo dramáticamente maior que o chamado ‘mensalão’. Segundo o PGR Roberto Gurgel, o mensalão distribuiu R$ 141 milhões em propina, uma miséria perto do que FHC e sua turma tiraram do Brasil (clique aqui).

Só para citar a Vale do Rio Doce, após anos de massiva campanha pela venda da estatal nos anos 90, a Vale foi leiloada em maio de 1997. A primeira polêmica envolveu a cotação da estatal realizada pela corretora Marril Lynch, que a avaliou em R$ 10 bilhões. A empresa foi acusada de sub-avaliar jazidas e o conjunto do complexo industrial da empresa, com patrimônio superior a R$ 100 bilhões.

Mais tarde se descobriu que a corretora era ligada à empresa Anglo American, participante do leilão. A estatal foi vendida por apenas R$ 3,3 bilhões. Para se ter uma idéia, esse valor significa menos do que o lucro da empresa em apenas três meses. No ano em que foi leiloada, o lucro líquido da empresa foi de R$ 12,5 bilhões, mais de três vezes o valor de sua venda (clique aqui).

Enquanto isso a grande mídia jogava tudo para debaixo do tapete…

A mesma mídia, que gosta de trocar afagos financeiros com governos tucanos (clique aqui).

São eles que vão pressionar os ministros do STF (clique aqui e aqui) e que vão decidir quando o cidadão vai ficar indignado.

Eles, que muito ganharam com FHC (tirando do Brasil), tem saudade daqueles tempos. Os ataques raivosos a Lula, a Dilma e aos chamados ‘petralhas’ e ‘mensaleiros’ retratam bem o tamanho da saudade.

Veja também:

A festa dos ex-banqueiros

Dois pesos: Roberto Gurgel acusa PT de distribuir R$ 141 milhões em propina com o mensalão. O Sivan, do governo FHC desviou R$ 1,4 bilhão… E ninguém fica indignado??

Vídeo: Serra mandou FHC vender Vale e
Light

Imagem: conversaafiada.com.br

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Ele diz que foi derrubado por José Dirceu.

Parece estranho que, após sete anos, ele ainda não saiba o que causou sua queda…

O presidente do PTB foi derrubado pelo video onde aparece como gestor de um esquema de propina (clique aqui).

Agora Jefferson, chefe de esquema de propina, se coloca como “salvador do Brasil”.

Do Diário do Grande ABC:

Jefferson diz que ‘salvou’ o Brasil de José Dirceu

06/08/2012

Presidente nacional do PTB e um dos 38 réus no processo do mensalão, Roberto Jefferson afirmou ter “salvado” o Brasil do ex-ministro José Dirceu, foco do seu ataque nas denúncias sobre a existência de um esquema de corrupção no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

“A minha luta era com o José Dirceu. Ele me derrubou, mas eu salvei o Brasil dele. Isso para mim é satisfatório. Ele não foi, ele não é e não será presidente do Brasil. Caímos os dois. Não tenho no coração nenhum ódio, nenhum ressentimento contra ele”, afirmou.

Roberto Jefferson, que foi abastecido pelo valerioduto, que dançou no video onde Maurício Marinho, ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios detalha a dois empresários um esquema de pagamento de propina gerido por Jefferson (clique aqui).
Que foi acuado e se sentindo abandonado pelo governo Lula (clique
aqui), partiu para o ataque ao cunhar (em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo de junho de 2005) a expressão “mensalão” (clique aqui).

Ladrão, mau-caráter ou herói nacional? O deputado cassado criou a expressão “mensalão” e, segundo ele mesmo “salvou o Brasil”

O termo “mensalão”, se tornou sucesso de mídia e Jefferson, antes gestor de esquena de propinas, agora aparecia como “gente boa”.

Ele foi transformado pela mídia, de bandido para herói nacional, em um passe de mágica.

Herói ou bandido: Na política e na mídia não é questão de mérito, mas de oportunidade…

Agora esse senhor dá entrevistas, falando que “salvou o Brasil de José Dirceu”.

Ele salvou o Brasil?

Então é ele, Roberto Jefferson, o MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS!!!

Em tempo: Roberto Jefferson recebeu alta neste domingo, após cirurgia e internação no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio (clique aqui). É curioso ver que o homem que, durante anos mamou nas tetas do dinheiro público pôde se submeter a cirurgia e tratamento, sem ser alvo de campanhas pedindo seu tratamento pelo SUS (clique aqui).

Na verdade é difícil saber o que é mais repulsivo, a impunidade completa ou a indignação seletiva…

Veja também:

Dois pesos: Roberto Gurgel acusa PT de distribuir R$ 141 milhões em propina com o mensalão. O Sivan, do governo FHC desviou R$ 1,4 bilhão… E ninguém fica indignado??

Marinho admite propina nos Correios e diz que “agrados” acontecem
desde 2002

Roberto Gurgel, em sua acusação, se esquece do maior financiador do “mensalão”… Daniel Dantas

Imagem: band.com.br

O “Mensalão” (segundo o PGR, o caso mais atrevido e escandaloso de corrupção),nada mais é que a parte petista do Valerioduto, o mesmo esquema criado na era FHC, que alimentou Fernando Henrique e o ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo (clique aqui).
Também alimentou o ex-presidente e ministro do STF, Gilmar Mendes (clique aqui).
Causa espanto que somente a parte petista do valerioduto esteja sendo julgada.
A parte tucana, poupada pela grande mídia (que, formadores de opinião, decidem quando e contra quem o povo deve se indignar), permanece impune.
Os 38 indiciados no processo que corre no STF são, na verdade, a ponta de um gigantesco iceberg.
O relatório final da Polícia Federal mostra que o Valerioduto tinha Daniel Dantas, esse sim como fonte pagadora de mensalidades a deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, governadores, etc.
Daniel Dantas, curiosamente não entrou na acusação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel (clique aqui).

Segundo a PF, empresas de Dantas injetaram R$ 127 milhões para alimentar o Valerioduto.

Da ÉPOCA:

A anatomia do valerioduto.

  • O banqueiro Daniel Dantas, que participava de uma das mais renhidas e bilionárias disputas societárias do Brasil – e que, para resolver seus problemas, precisava desesperadamente de aliados no Palácio do Planalto –, tentou mesmo garantir o apoio do governo petista por intermédio de dinheiro enviado às empresas de Marcos Valério. Depois de se reunir com Dirceu, então ministro da Casa Civil, Dantas recebeu de Delúbio um pedido especial de ajuda financeira: US$ 50 milhões. Segundo a PF, a propina foi aceita. Pouco antes de o mensalão vir a público, uma das empresas controladas pelo banqueiro fechou contratos fajutos com Valério – apenas para que houvesse um modo legal de depositar o dinheiro. Houve tempo suficiente para que R$ 3,6 milhões fossem repassados ao publicitário. Encaminhou-se esse total a doleiros, mas a PF ainda não descobriu os reais beneficiários do dinheiro;
  • São comprovadamente fajutos os empréstimos que, segundo a defesa de Marcos Valério, explicariam a origem do dinheiro do mensalão. Esses papéis serviram somente para dar cobertura jurídica a uma intrincada operação de lavagem de dinheiro. Apurou-se que houve duas fontes de recursos para bancar o mensalão e as demais atividades criminosas de Marcos Valério. Uma, a principal, qualificada pela PF de “fonte primária”, consistia em dinheiro público, proveniente dos contratos do publicitário com ministérios e estatais. O principal canal de desvio estava no Banco do Brasil, num fundo de publicidade chamado Visanet, destinado a ações de marketing do cartão da bandeira Visa. As agências de Marcos Valério produziam algumas ações publicitárias, mas a vasta maioria dos valores repassados pelo governo servira tão somente para abastecer o mensalão. A segunda fonte de financiamento, chamada de “secundária”, estipulava que Marcos Valério seria ressarcido pelos pagamentos aos políticos por meio de contratos de lobby com empresas dispostas a se aproximar da Presidência da República. Foi o caso do Banco Rural, que tentava obter favores do Banco Central e do banqueiro Daniel Dantas, que precisava do apoio dos fundos de pensão das estatais.

Tudo começou com a revelação da uma fita de vídeo, que mostra o ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho detalhando a dois empresários um esquema de pagamento de propina, supostamente gerido pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), e outro diretor da empresa, Antônio Osório Batista.

O fato gerou a CPI dos Correios (clique aqui).

Depois das denúncias, o deputado Roberto Jefferson ameaçou apontar casos de corrupção supostamente praticados pelo PT.

E Roberto Jefferson, que criou a teoria da “compra de votos feita por Lula” (que permitia o Impeachment), estranhamente passou de bandido para paladino da ética.

Hoje, após as operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, em que se pode ver a Veja a serviço de Carlinhos Cachoeira (clique aqui), notamos que a proximidade entre bandidos e jornalistas chega a assustar os incautos.

Por vezes não sabemos qual deles é o bandido…

Vamos acompanhar o julgamento do STF, e esperamos que a justiça faça um julgamento isento.

É o mínimo que podemos esperar.

Veja também:

Dois pesos: Roberto Gurgel acusa PT de distribuir R$ 141 milhões em propina com o mensalão. O Sivan, do governo FHC desviou R$ 1,4 bilhão… E ninguém fica indignado??

Corrupção no Brasil: Quem fala a verdade? Os números ou a grande mídia?

Gurgel: mensalão comprou reformas tributária e da previdência

Imagem: independenciasulamericana.com.br

R$ 1,4 bilhão!!
Sem licitação!!
E saiu do seu bolso, caro contribuinte.
O curioso é que o golpe (extratosféricamente maior que o chamado “mensalão do PT”) não gerou indignação no país…
Foi há dez anos, o presidente brasileiro ainda era o tucano FHC.

tucano alckmin ladrão

Da Folha:

Sem conclusão, CPI do Sivam termina hoje

28/05/2002

O primeiro grande escândalo do governo Fernando Henrique Cardoso, que derrubou um ministro e dois assessores presidenciais, dá seus últimos suspiros. O enterro está marcado para hoje, data da última sessão da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Sivam, instalada para apurar acusações de corrupção e tráfico de influência no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do Sistema de Vigilância da Amazônia.
“Fizemos um serviço de Sherlock Holmes. Procuramos, procuramos, mas não achamos nada de novo”, declarou o deputado Confúcio Moura (PMDB-RO), relator da comissão.
Em suas conclusões, Moura limitou-se a encaminhar cópia de seu trabalho -um resumo de informações requentadas- ao Ministério Público Federal, que acompanha o caso desde 96 e não denunciou ninguém.
“O governo usou sua maioria e conseguiu mais uma vez abafar esse escândalo”, declarou o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), responsável pelo requerimento que, em 1996, aprovou a instalação da CPI.

Quem hoje acusa o PT, há dez anos tratava de jogar a sujeira debaixo do tapete.

E com a ajuda de sua bancada aliada.

Continuando…

O escândalo do Sivam estourou em 1995, com o vazamento de gravações, feitas pela Polícia Federal, de conversas entre o embaixador Júlio César Gomes dos Santos e o empresário José Afonso Assumpção. Nos diálogos gravados, ambos defendiam os interesses da empresa americana Raytheon, que arrematou, sem licitação, o contrato de US$ 1,4 bilhão do Sivam.

R$ 1,4 bilhão. Quase dez vezes o que Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, alega que o PT tenha pago no chamado “mensalão” (clique aqui).

Continuando…

As suspeitas sobre irregularidades no Sivam começaram antes mesmo do grampo da PF. A empresa Esca, selecionada também sem licitação para gerir a rede de softwares do Sivam, fraudou guias de recolhimento do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Afastada do projeto, a Esca faliu logo depois. Mas seus funcionários formaram uma outra companhia, a Atech, e voltaram a integrar o Sivam.
“A Atech, nacional, foi contratada sem licitação por uma questão de segurança, porque é ela quem vai centralizar as informações colhidas pelos equipamentos. Essa CPI não poderia acabar sem conhecermos as verdadeiras relações dessa empresa com a americana Raytheon”, declarou o deputado Chinaglia, que por duas vezes tentou prorrogar os trabalhos da comissão, mas não conseguiu por falta de quórum na sessão.
O fato é que a CPI, esvaziada, não investigou nada relacionado a empresas, sob o argumento de que o Ministério Público e o Tribunal de Contas da União já haviam feito esse trabalho -apesar dessa atuação ainda não ter gerado nenhuma consequência prática para os personagens envolvidos no caso.

Agora vemos a mesma mídia, que foi tão compreensiva e permissiva com o governo FHC .

Que também costuma ser compreensiva e permissiva com governos tucanos, como o de SP (envolvido em escândalos monstruosos como o da

CDHU e o da Alstom).

Mas esses não aparecem no Jornal Nacional…

Gritar por justiça é muito bom.

Desde que a justiça seja PARA TODOS!!

Veja também:

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Governador Alckmin impede investigação sobre corrupção em São Paulo

Alckmin proíbe ações do Estado contra amigo de Covas

Imagem: geraldoalckminpsdb.blogspot.com

Gilberto Kassab, que encampou o projeto ‘cidade limpa’, não conseguiu limpar seu governo.

Quando deputado, Kassab operou caixa dois de R$ 27,4 milhões nas eleições de 2002 (clique aqui). Já como prefeito alugou tablets PC, pelo valor de R$ 138,9 milhões, valor equivalente a cinco vezes o custo para compra do modelo mais caro comercializado atualmente no mercado nacional (clique aqui).

Kassab, que nomeou para o conselho de empresas municipais seus aliados políticos e paga R$ 6 mil a cada um deles por uma única reunião mensal de duas horas (clique aqui).

O mesmo Kassab que permite uma verdadeira farra em seu governo, como os escândalos da Controlar (clique aqui) ou do Aprov (clique aqui).

E, quando o assunto é ganhar dinheiro sujo, nem mesmo a morte escapou…

Da Band:

SP: Funcionários da Prefeitura estão vendendo urnas funerárias usadas no Crematório da Vila Alpina

19/06/2012

Urnas funerárias “de segunda-mão” são reaproveitadas e vendidas ilegalmente por funcionários da Prefeitura de São Paulo, dentro do Crematório da Vila Alpina.
Para serem reutilizadas, as caixas de cobre são esvaziadas e as cinzas dos corpos, que estavam recolhidas, são “jogadas” no próprio terreno do crematório.
De acordo com uma funcionária que participa do esquema, as urnas funerárias reutilizadas são vendidas por R$90 e “não são nem lavadas”.

A falta de respeito é total.

Já que as urnas não são lavadas, nem dá para usar a expressão “lavou tá nova”.

E “segunda mão” é bondade do repórter…

As urnas podem até ser de “terceira” ou “quarta mão”.

As pessoas ali foram pais, mães, esposos, filhos. Mas não importa!

Por R$ 90 as cinzas são simplesmente descartadas como lixo.

Veja também:

ACM e Marco Maciel com Fernando Henrique, Sarney e Collor com Dilma, Maluf com Haddad… Qual é a diferença?
Primeiro Hussain Aref Saab, agora Aurélio Miguel: Vereador que tentou barrar estádio corinthiano é acusado de achacar shoppings

Imagem: carlosscoelho.blogspot.com

O governo goiano falou bem grosso, ao dizer que iria processar a revista Carta Capital, pelas recentes denúncias.

Engraçado…

O senador Demóstenes, que acabou de se desligar do DEM (clique aqui), também falava grosso.

Tucano na gaiola: Um espécime raro…

Do Terra:

Cachoeira repassou operações da PF para aliado de Perillo, diz relatório

04/04/2012

Um relatório da Polícia Federal afirma que Eliane Pinheiro, chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu do empresário Carlinhos Cachoeira informações sigilosas sobre operações policiais, que prejudicaram investigações. A denúncia foi feita no jornal Folha de S. Paulo desta quarta-feira.

Pinheiro teria tomado conhecimento de informações sobre os alvos da Operação Apate, que investigou, em 2011, supostas fraudes tributárias em prefeituras do interior goiano. Cachoeira teria trocado uma série de telefonemas e mensagens de texto com a chefe da gabinete, que seria, de acordo com conclusão da Polícia Federal, a responsável por informar o prefeito Geraldo Messias (PP), de Águas Lindas de Goiás, que é aliado de Perillo. Eliane teria, ainda, utilizado uma linha Nextel habilitada nos Estados Unidos, acreditando estar imune aos grampos da PF.

Com a divulgação das escutas envolvendo o governo de Goiás, através de sua chefe de gabinete, podemos perceber que o círculo de influência de Carlinhos Cachoeira é bastante vasto.

Mas Eliane Pinheiro afirma que a Eliane que aparece nas gravações não é ela (clique aqui).

Então, se sua afirmação é verdadeira, por que o governo de Goiás aceitou seu pedido de exoneração?

Se ela é de fato inocente, o governador Perillo não deveria estar ao seu lado?

A mesma covardia protagonizada pelo governo de Goiás, também se viu na direção do DEM, que tratou de preparar o processo de expulsão de Demóstenes (clique aqui).

Ao dizer que o partido fez “prejulgamento público” (clique aqui), o senador Demóstenes Torres (GO) mostra claramente o comportamento do político no Brasil.

Todos tão respeitáveis.

Até o momento em que o primeiro desmorona.

Daí, é um SALVE-SE QUEM PUDER…

Veja também:

Reciprocidade: Tem espanhol chamando o Brasil de “racista”… Mas, e eles? Não são racistas?

Governo tucano de Goiás tenta calar Carta Capital na justiça. Eles tem medo do quê?

 Imagem: batista65.blogspot.com

Nós, que pagamos altos salários aos nossos parlamentares, não merecemos coisa melhor?

O deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), em uma demostração explícita de “cidadania”,  já chamou policial negro de ‘macaco’ e o mandou ‘procurar um pau para subir’ (clique aqui).

Agora o parlamentar tucano está de volta às manchetes…

Do Estadão:

Deputado tucano fez negócios com Cachoeira

01/04/2012

Segundo a PF, Carlos Alberto Leréia recebeu R$ 100 mil da organização que explorava jogos ilegais; outros 5 parlamentares também foram denunciados

Diálogos interceptados pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, revelam que o deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) também negociava com a organização comandada pelo contraventor Carlos Alberto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. O tucano, segundo as investigações, recebeu depósitos bancários e bens – inclusive imóveis – obtidos com atividades ilícitas.
Leréia é aliado do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e, a exemplo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), também usava um telefone da marca Nextel, habilitado nos Estados Unidos, cedido por Cachoeira para dificultar grampos nas comunicações do grupo.
Ele é um dos seis parlamentares relacionados até agora como alvos do inquérito criminal aberto no Supremo Tribunal Federal (STF), a pedido da Procuradoria-Geral da República. Os outros são os deputados Jovair Arantes (PTB), Rubens Otoni (PT) e Sandes Júnior (PP), todos de Goiás, além de Stepan Nercessian (PPS-RJ), que confirmou ter recebido R$ 175 mil de Cachoeira, segundo a edição de ontem do jornal Folha de S. Paulo. Ainda ontem Stepan pediu, por meio de nota, licença temporária do PPS e de todos os cargos e funções que ocupa no partido.
Entre os valores destinados ao deputado tucano e já rastreados estão um depósito de R$ 100 mil, feito na conta de uma empresa comandada supostamente por laranjas – a Linkmidia Tecnologia da Informação e Editoração Ltda – e uma sociedade com Cachoeira em terreno avaliado em R$ 800 mil, em um condomínio de luxo em Goiânia.

Leréia informou pela assessoria que só vai se manifestar sobre as acusações depois que tiver pleno acesso aos autos do inquérito.
A empresa Linkmidia fica em Formosa (GO), a 80 quilômetros de Brasília, e está registrada em nome de Hugo Teixeira, mas pertence de fato ao pai, Leônidas Teixeira, segundo apurou a PF.

Grampos

Em diálogo grampeado em 22 de junho de 2009, na Operação Vegas, Leréia instrui o contraventor Wladimir Garcez Henrique a depositar R$ 100 mil na conta da Linkmídia. Wladimir foi denunciado pelo Ministério Público como um dos membros do esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Cachoeira, desmantelado em 29 de fevereiro pela Operação Monte Carlo.
O deputado, segundo a PF, tinha o hábito de conferir cada real depositado em seu favor e, dois dias depois, em novo contato com o contraventor, reclamou que o valor combinado estava incompleto. “Eu liguei pro rapaz lá, falou que só fizeram um depósito daquele lá, entendeu? Podia verificar isso aí.” Wladimir garante: “Foi feito ontem o outro… foram os dois”.
Leréia aceita a resposta, mas com desconfiança: “Tá bom, então tá, um abraço, certeza, né?” E Wladimir encerra a conversa com uma ponta de vacilo: “Certeza, só se o cara tá mentindo, né? Ele não mentiria, não… Foram os dois”. Horas depois, a desconfiança de Leréia se confirma num contato de Wladimir com um subalterno, Geovani.
“O Leréia ligou, você olhou aquele negócio, tá confirmado ou não tá?”, indaga o chefe. “É… tá faltando… 25 que… é… segundo ele aqui vai conseguir fazer só amanhã. Então, quer dizer que foi (depositado) só 75”, responde Geovani. “Fala que amanhã vai entrar os outros 25.”
Nesse mesmo dia 24 de junho, em outro diálogo interceptado, Cachoeira, provavelmente acionado por Leréia, ligou para Geovani para tomar satisfações sobre os 25 mil que faltavam.
Os diálogos, aos quais o Estado teve acesso, foram travados entre 17 de junho e 3 de julho de 2009, na Operação Vegas, que antecedeu a Operação Monte Carlo, que desbaratou, em 29 de fevereiro passado, a organização criminosa chefiada por Cachoeira.

Deputados e senadores, que recebem altos vencimentos e ajudas de custo, não deveriam ser pêgos nesse tipo de situação.

Isso mostra que a corrupção não tem relação com os salários pagos aos servidores.

Tem, e muito, a ver com a oportunidade, com a natureza ruim das pessoas e principalmente com a impunidade.

E até quando teremos que ver impunidade gerando frutos?

Veja também:

Estão pagando promessa? O assunto da semana é o Demóstenes, porém a Veja publica uma capa com Jesus…

Comemoração de 31 de março: Um país que cultua torturadores e assassinos merece ser considerado sério??

Imagem: http://contextolivre.blogspot.com.br