Category: Entretenimento


No Brasil, se indignar está na moda.

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E as pessoas se revoltam por qualquer coisa.

Agora estou vendo pessoas indignadas com a postura da Fifa diante dos prejuízos com as arenas construídas para a Copa do Mundo no Brasil.

Mas, se a gente parar para pensar, o Brasil é um fracasso em coibir a violência nos estádios.

O Brasil é um fracasso em gerenciar seus principais espetáculos futebolísticos, colocando estes à mercê do gosto de uma emissora de TV.

E a tal emissora manipula os horários dos jogos, sem se importar com os torcedores ou com os atletas ou com nada. Apenas com sua grade de programação (clique aqui).

O que acaba afastando torcedores dos estádios.

O Brasil é um fracasso em educar seus cidadãos, que depredam arenas (clique aqui, aqui e aqui), agridem outros cidadãos (clique aqui e aqui), entram em luta com a polícia (clique aqui) e chegam ao ponto de tirar a vida de outros cidadãos (clique aqui e aqui).

Será que podemos culpar a Fifa?

Mesmo depois de tantos fracassos brasileiros?

Ao que questionada sobre o grave problema, a Fifa adotou uma posição bastante firme:

“O Brasil que se vire com suas arenas vazias” (clique aqui e aqui).

Será que estão tão errados assim?

Não chegou o momento de nossas autoridades mostrarem um pouco de serviço?

Acho que devemos protestar sim.

Mas não contra qualquer coisa, senão corremos o risco de nos perdermos.

Ainda mais…

Veja também:

 Raio-X do futebol brasileiro: País convive com estádios vazios

CBF vai votar em Blatter na eleição da Fifa

Imagem: www.itaberabanoticias.com.br

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A condenação deveria sem emblemática.

Ainda mais porque o agressor é um ‘formador de opinião’.

Deveria servir de exemplo para que atos covardes de discriminação não se repitam.

Deveria.

Porém…

Do R7:

Boris Casoy é condenado a pagar R$ 21 mil a gari ofendido

Jornalista afirmou que não foi preconceituoso; Justiça não acreditou em sua versão

O jornalista Boris Casoy e a Band, emissora na qual trabalha, foram condenados pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a pagar R$ 21 mil de indenização por danos morais ao gari Francisco Gabriel de Lima.

No Natal de 2009, Lima apareceu no Jornal da Band ao lado de um colega de trabalho, desejando felicidades ao povo brasileiro. Assim que o noticiário foi para o intervalo, o microfone de Casoy permaneceu aberto e todo o País ouviu ele dizer: “Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto de suas vassouras. O mais baixo na escala de trabalho”.

Durante o julgamento, os advogados de Boris disseram que ele “não pretendeu degradar a profissão de varredor de rua” e que “em hipótese alguma foi cometido preconceito de qualquer espécie”.

Ainda de acordo com o documento judicial, ao qual a reportagem do R7 obteve uma cópia, o jornalista Joelmir Betting, colega de Casoy na Band, foi testemunha e defendeu o amigo. Disse que as falas foram “em tom de brincadeira”.

‘Tom de brincadeira…’

Quer dizer que “em tom de brincadeira” está liberado?

Se hoje tolerarmos esse tipo de “brincadeira”, amanhã vamos nos acostumar com o quê?

Moradores de rua ou índios incendiados? (clique aqui e aqui)

Homossexuais sendo covardemente assassinados? (clique aqui)

E todos os agressores e assassinos também poderão dizer que ‘estavam brincando’.

E, enquanto isso, vamos permanecer vendo um ‘dejeto moral’ a repetir na TV, magnanimamente, que tudo ‘É UMA VERGONHA’.

E pior, ainda teremos que concordar com ele…

Veja também:

O “defeito” em lombadas eletrônicas e a safadeza governamental: Em SP cidadão pode pagar por infração não cometida

Investimento em educação? Por aqui não tem isso não!! Parlamentares barram repasse dos royalties do petróleo para educação. Veja aqui seu representante

Imagem: blogmolotov.blogspot.com

Hebe, ao lado do povo, procurou exaltar aqueles que melhoraram sua vida.

Exaltou também a importância histórica de um país, ainda machista, ser governado por uma mulher.

Porém Serra, ao que parece, pensava diferente…

Tanto que, visivelmente constrangido, abandonou o programa da diva, antes de seu término.

Do Estadão:

Com tucanos na plateia, Hebe elogia Dilma e pede palmas para Dirceu

02/03/2011


Diante de uma plateia formada por tucanos, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-governador José Serra (PSDB), a apresentadora afirmou que esperava encontrar a mulher “brava” e “séria” da campanha eleitoral, mas que se deparou com um “amor de pessoa”. “Acho que ela vai fazer coisas muito boas. Ela é uma gracinha!”, afirmou.

A gravação teve a participação de, aproximadamente, 500 convidados na plateia, entre eles, o ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu (PT-SP), réu do processo do mensalão. Além de cumprimentar Serra e Alckmin, Hebe anunciou a presença de Dirceu, que havia sentado numa mesa ao canto do estúdio. “Podem bater palmas para ele”, pediu a apresentadora ao público, que se mostrou inibido com a presença dele.

Se Dirceu gostou dos elogios a Dilma, o ex-governador de São Paulo preferiu não acompanhar toda a gravação. Na metade do programa, Serra levantou-se, deixou a mulher Mônica Serra à mesa que ocupavam, cumprimentou o ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado do PT de São Paulo e não foi mais visto até o fim da gravação.

José Serra está acostumado a ver outro tipo de tratamento sendo dispensado a seus opositores.

Está acostumado ao pré julgamento.

Serra, ao lado da grande mídia, promoveu o linchamento moral de Dirceu e, em meio ao linchamento, não pôde admitir uma voz que se levante em apoio ao inimigo.

Ele se esquece do mensalão pago por ele à veiculos de mídia, que hoje se empenham em protegê-lo, atacando seus opositores (clique aqui).

Também se esquece do mensalão mineiro, envolvendo tucanos de destaque (clique aqui). 

Mensalão que não será julgado, de forma política, às portas de uma eleição.

Também se esquece do mensalão, pago pelo governo FHC, em troca de sua reeleição (clique aqui).

A indignação seletiva de Serra, largamente veiculada pela mídia, não era compartilhada por Hebe.

Ela estava acima disso.

Ela tinha opiniões próprias. 

Veja também:

Serra deu R$ 34 milhões à editora que publica a revista Veja quando era governador de SP

A compra de votos para a reeleição de FHC