Category: ditadura


Fica no seu lugar. De onde não deveria ter saido.

Um lugar onde, de preferência, não possa nem ser ouvido.

O povo, para certos grupos políticos e midiáticos, tem que se informar vendo futebol e novelas...

O povo, para certos grupos políticos e midiáticos, tem que se informar vendo futebol e novelas…

Esse é o pensamento daqueles que, em 1964 apoiaram o golpe (clique aqui e aqui).

Esse é o pensamento daqueles que queriam o impeachment de Lula (clique aqui).

Lula que, por duas vezes, foi eleito democraticamente e deixou a presidência sob aprovação popular recorde.

Para eles a vontade popular, manifesta através do voto, não tem o menor valor.

Eles que se esqueceram do mensalão de Eduardo Azeredo, ex-presidente nacional do PSDB, e massacraram os réus da AP 470.

São eles que usam o aumento de combustíveis, algo comum nos tempos de FHC (clique aqui) para atacar Dilma e minimizam a redução nas contas de luz, algo inédito.

Porém um país que destina mais da metade de suas despesas para programas sociais (clique aqui), não pode estar distante de povo.

E o povo sabe disso.

Tanto que, depois de perder em 2002, a oposição e a mídia perderam em 2006 e perderam em 2010.

Além de, em 2012, perderem a maior cidade brasileira.

A oposição e a mídia estão sentindo isso.

E precisam fazer alguma coisa para sobreviver.

Da Carta Maior:

Imprensa e toga: a tentação do golpe

03/2/2013

Não deve ser motivo de surpresa que os membros dos dois campos (midiático e jurídico) se vejam empenhados em mudar as regras formais do jogo político, inaugurando uma série de eventos dramáticos com o objetivo último de deslegitimar o governo eleito pelo povo.

O natural para a estrutura midiática é dominar opiniões, vontades e votos.
É a estrutura midiática capaz de fazer o povo votar em representantes das elites.
Fazer o povo votar contra o povo.
Porém, no momento em que isso deixa de ocorrer, torna-se necessária a adesão e o fortalecimento de uma estrutura auxiliar.
Foi o que ocorreu em 1964, quando o partido das elites (a UDN), unido com a estrutura midiática, já não conseguia dominar opiniões, vontades e votos.
Precisavam de uma estrutura auxiliar.
Os militares.
Só não contavam que os militares, de estrutura auxiliar, se tornaria a principal.
Agora, mais uma vez, a estrutura midiática não se mostra capaz de dominar opiniões, vontades e votos.
Não se mostra capaz de fazer o povo votar em representantes das elites.
E, mais uma vez, vemos o partido das elites, unido com a estrutura midiática, buscando uma estrutura auxiliar para exercer o seu domínio.
Porém, dessa vez, não buscarão amparo com os milicos.
Em pleno século XXI, isso seria inconcebível…
Então, já que não podem mais torturar e matar adversários, vão colocar sobre eles todo o peso da lei.
Mesmo que a lei já não represente mais a justiça (clique
aqui).
O julgamento da AP 470 deixou isso bem claro.
Quando as luzes da imprensa e da justiça focalizaram apenas o lado vermelho do valerioduto.
Deixando de lado os verdadeiros criadores do “mensalão” (clique
aqui).
Vão torturar e matar reputações. Vão cassar direitos políticos.
Afinal, eles conseguiram nova estrutura auxiliar.
A estrutura da toga…

Veja também:

Metade dos gastos de Dilma vai para programas sociais

Por que o mensalão de Azeredo foi desmembrado?

Dois pesos e dois mensalões – JANIO DE FREITAS

Imagem: historiabrasileira.com

Será que “maus tratos” se deve a maneira como o caso foi tratado pelo TJ?

Partindo dessa linha de raciocínio, sem dúvida, a justiça foi vítima de “maus tratos”.

Com relação ao caso Herzog, a diferença entre maus tratos e tortura é abissal.

Assim como a diferença entre PODER JUDICIÁRIO e JUSTIÇA…

Ditabranda: Decisão do TJ, lembra artigo da Folha de São Paulo…

Do UOL:

Justiça retifica registro de óbito e reconhece que Herzog morreu por “maus-tratos” na ditadura

25/09/2012

O juiz Márcio Martins Bonilha Filho, da 2ª Vara de Registros Públicos do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), determinou nesta segunda-feira (24) a retificação do atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog, para fazer constar que sua “morte decorreu de lesões e maus-tratos sofridos em dependência do II Exército – SP (Doi-Codi)”.

Fica claro que o “suicídio” de Herzog surgiu para encobrir as reais causas da morte daquele que foi convocado e compareceu, por livre e espontânea vontade, para prestar um simples depoimento (clique aqui) e acabou vítima de odioso crime.

“Quando a sentença rejeita a tese do suicídio exclui logicamente a tese do enforcamento e, então, a afirmação de enforcamento – que se transportou para o atestado e para a certidão de óbito – encobre a real causa da morte, a qual, segundo os depoimentos colhidos em juízo indicam que foi decorrente de maus tratos durante o interrogatório no DOI-Codi”, diz o parecer da comissão. (Com Agência Brasil)

Lendo a transcrição a seguir, logo vamos perceber que Vlado sofre bem mais que simples “maus tratos”.

A transcrição não foi baseada nos depoimentos dos torturadores. Segundo eles, Vlado cometeu suicídio.

25 de outubro de 1975, Rua Tutóia, cidade de São Paulo. Nas dependências do DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), um homem é torturado com pancadas e choques elétricos. Seus companheiros, na sala ao lado ouvem seus gritos.
O homem recusa-se a assinar um suposto depoimento por não admitir que as informações constantes naquele pedaço de papel sejam verdadeiras. Ele não escrevera nenhuma palavra daquilo. Em um ato de indignação, rasga o papel. E num ato de maior indignação ainda, mesclado a ira, seu torturador o esbofeteia. Os amigos, na outra sala, não ouvem mais seus gritos.
Algumas horas mais tarde, dentro de uma cela no mesmo departamento, uma foto do homem morto, amarrado por uma tira de pano em um pequeno pedaço de ferro no alto da cela. O Inquérito Policial Militar, IPM dá como causa da morte suicídio por enforcamento.

Clique aqui e veja a matéria completa.

Veja e tenha sua própria opinião.

Vladimir Herzog e muitos outros deram suas vidas, para que pudéssemos ter esse direito.

Veja também:

São Paulo e o abandono: Hoje tem o dia sem carro. Já os outros, todos, são dias sem transporte público, sem educação, sem saúde… São dias sem governo

Copa do Mundo no Brasil: Um país que nunca teve infraestrutura, precisará ter até 2014

Imagem: acertodecontas.blog.br

Assim como em vários países vizinhos, no Brasil os chamados “anos de chumbo” da ditadura militar, coincidiram com os anos de “guerra fria”.

Para impedir que a União Soviética pudesse invadir seu quintal, os norte-americanos sacrificaram a Democracia em nosso país e em muitos outros.

E, para tanto, contou com a canalhice de determinados grupos estratégicos.

Os Estados Unidos, sob o pretexto de combater a ameaça do Bloco Socialista, sob a hegemonia soviética, deu apoio logístico militar e financeiro para diversos regimes de terror na América Latina (clique aqui).

Comandado por militares, ao lado de políticos civis da UDN (que queriam o poder de forma ilegal) e com o decisivo apoio norte-americano, o Brasil viveu vinte e um anos de seu pior pesadelo.

Adotada em dezembro de 1948 pela ONU, a A Declaração Universal dos Direitos Humanos deve estar dentro de alguma gaveta, juntos com alguns corpos…

Agora os EUA, que armaram os assassinos, podem ajudar a apontá-los.

 

Do Terra:

 

EUA podem ajudar Brasil a abrir ‘caixa de Pandora’ da ditadura

16 /05/2012

Os Estados Unidos devem ajudar o Brasil a abrir a “caixa de Pandora” do seu regime militar, contribuindo com a Comissão da Verdade que inicia os seus trabalhos nesta quarta-feira, disse à BBC Brasilum especialista americano em obter acesso a arquivos confidenciais históricos.

Peter Kornbluh, diretor de documentação sobre o Brasil no National Security Archive (Arquivo Nacional de Segurança), uma organização sem fins lucrativos vinculada à Universidade George Washington, acredita que o Brasil deu um passo histórico com a criação da Comissão, após o qual será impossível retroceder. “Uma vez que a caixa de Pandora do passado for aberta, será muito difícil fechar a tampa novamente”, diz, referindo-se aos segredos que podem ser revelados pela primeira vez, e que dariam início a um segundo debate no País, desta vez sobre justiça.

Kornbluh, um especialista em “abrir caixas de Pandora” usando a lei de acesso à informação americana, crê que as informações guardadas nos EUA podem ser valiosas principalmente diante da relutância das Forças Armadas brasileiras em abrir seus arquivos.

Sob pressão para ajudar no trabalho de comissões da verdade na região, ele diz, o governo americano tem liberado evidências ainda que atestem suas “políticas externas desabonadoras, reprováveis e imorais do passado”, afirma Kornbluh.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – O que o sr. acha da criação de uma Comissão da Verdade no Brasil? Peter Kornbluh –É um momento significativo, de reconhecimento da história brasileira. Apesar de a Comissão em si não poder processar ninguém – o que é uma grande concessão aos militares – a verdade que será desenterrada por ela pode ser muito poderosa. Uma vez que a caixa de Pandora do passado for aberta, será muito difícil fechar a tampa novamente. Estou otimista que a Comissão levará à Justiça ao desvendar os crimes contra os direitos humanos cometidos durante o regime militar.

BBC Brasil – O que, na sua opinião, pode potencialmente ser revelado pela primeira vez a partir dos trabalhos da Comissão? Kornbluh –No trabalho de historiadores e pesquisadores de direitos humanos, você não sabe o que não sabe. Embora pareça que muitos dos crimes durante as operações militares sejam conhecidos, se a Comissão da Verdade fizer valer a nova legislação de liberdade de acesso à informação e usar a cláusula desta lei para liberar documentos relativos aos direitos humanos, pode mudar a forma como a sociedade brasileira percebe o seu próprio passado.

BBC Brasil – O sr. mencionou a concessão feita de saída pela Comissão da Verdade no Brasil no sentido de não processar ninguém. Mas a comissão do Chile também começou com várias concessões e, mais tarde, houve condenações de militares no país. Kornbluh –A Comissão da Verdade também teve as mesmas restrições, vamos chamar assim, da brasileira. Estava significativamente restrita pela sombra da ditadura de Pinochet e pela ameaça de uma violência renovada por parte dos militares.

Só foi estabelecida após Pinochet deixar claro que ela não poderia identificar perpetradores de crimes contra os direitos humanos. Mas o relatório extraordinário de dois volumes da Comissão se tornou base para uma discussão nova no Chile, sobre a busca pela verdade. E no fim, como todos sabem, o próprio Pinochet foi indiciado por crimes contra os direitos humanos.

Levou anos, foi preciso muita paciência, mas como uma sociedade civilizada, o Chile caminhou da verdade para a Justiça. Os brasileiros também têm sido pacientes. O poder da informação que a Comissão brasileira gerar pode levar a um novo movimento por reconhecimento, prestação de contas e justiça.

BBC Brasil – Como o sr. acha que as informações contidas nos arquivos americanos podem ajudar nessa tarefa? Kornbluh –Um dos resultados mais claros do envolvimento americano em países latino-americanos na época é que os EUA tinham muitos conselheiros de contrainsurgência na região.

As autoridades americanas documentaram o papel do Brasil contra a esquerda – não apenas brasileira, mas argentina, uruguaia , chilena – e o papel do Brasil na Operação Condor, uma colaboração liderada pelo regime de Augusto Pinochet no Chile com todos os regimes do Cone Sul.

Entre os documentos de rotina do Departamento de Defesa, deve haver relatórios sobre a infraestrutura e as unidades das forças de segurança brasileira que podem ajudar a relacionar quem eram os responsáveis por determinadas regiões onde ocorreram abusos de direitos humanos.

Além disso, pode haver relatórios operacionais detalhados e específicos sobre operações de contrainsurgência, operações como a do Araguaia, que reportem a repressão que ocorreu.

BBC Brasil – Há disposição dos EUA para abrir esses arquivos? Kornbluh –Os documentos da natureza que estamos falando não são abertos rotineiramente. Os que são considerados altamente confidenciais – que são baseados em fontes dentro do regime militar brasileiro, ou os relatórios de inteligência preparados pela CIA – não são liberados rotineiramente e é preciso uma petição baseada na lei de acesso à informação.

Mas hoje, apesar de todo o apoio dos EUA aos regimes autoritários da América Latina na época, a política americana para a região é de fortalecimento de instituições de direitos humanos e da democracia. Os EUA já ajudaram outros países – Guatemala, Peru, Equador – que tiveram comissões da verdade, praticando aquilo que eu chamo de “diplomacia dos documentos”, revendo e liberando rapidamente os arquivos em seu poder para uso dessas comissões.

BBC Brasil – O sr. acredita que o mesmo ocorreria no caso brasileiro? Kornbluh –Nossa organização espera trabalhar com a Comissão da Verdade brasileira para formular requerimentos detalhados junto ao governo americano de documentos cruciais, da mesma forma que assistimos comissões no Peru, Equador, Guatemala, El Salvador, etc.

BBC Brasil – Esses processos de revisão do passado podem levar a alguma autocrítica dos EUA sobre o seu envolvimento nos regimes autoritários latinoamericanos? Kornbluh –Preciso lembrá-lo que o governo americano tem liberado documentos e evidências de seu envolvimento em políticas externas desabonadoras, reprováveis e imorais do passado.

Depois que o general Pinochet foi preso em Londres (em 1998), o governo Clinton, sob pressão de organizações como a nossa, e organizações de direitos humanos e de vítimas no Chile, concordou em liberar muitos documentos, incluindo centenas de registros operacionais da CIA para derrubar o governo de Salvador Allende e ajudar Pinochet a consolidar o seu regime.

Não é como se tivéssemos autoridades americanas tentando esconder o papel dos EUA no passado. Mas sejamos claros, não é esse o objetivo da Comissão (brasileira) nesse momento. Não é expor o papel dos EUA no golpe no Brasil em 1964: é reunir documentos que possam descrever a repressão durante o período militar.

BBC Brasil – Há algum episódio ao qual o sr. particularmente gostaria de ter acesso? Kornbluh –Eu pessoalmente gostaria de ver todas as comunicações telegráficas americanas no caso (da morte do jornalista) Vladimir Herzog e os relatórios do Departamento de Defesa sobre as operações de contrainsurgência e repressão contra os militantes da guerrilha do Araguaia.

Há também muito mistério sobre como o ex-presidente João Goulart morreu, na Argentina, em 1976. Mas o mais importante é que o Brasil está respondendo a um processo ante a Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre o caso do Araguaia e, para cumprir as exigências da Corte como uma sociedade moderna, precisa não deixar pedra sobre pedra.

Uma destas pedras é a falta de cooperação das Forças Armadas brasileiras. Há no Brasil um setor militar resistente, que se recusa a abrir seus arquivos, dizendo repetidamente que destruiu toda a documentação que seria útil à Comissão da Verdade. Eu, pessoalmente, não acredito nisso. Na experiência de outros países, onde houve afirmações semelhantes, os documentos terminaram reaparecendo. E certamente se os documentos não reaparecerem, alguns documentos americanos devem prover informação valiosa.

Agora, em pleno regime democrático, existem pessoas que querem impedir que a verdade possa ser conhecida de forma integral.

De 1964 a 1985 apenas um lado da História foi contada em nossas escolas.

O outro lado, setores das Forças Armadas afirmam que foi perdido.

Uma afirmação bastante cômoda…

Permitir que a História seja violentada, é voltar aos tempos do terror.

Veja também:

ANTES NÃO TINHA, AGORA TEM: Empresário troca imóvel por alvará com diretor de Kassab

A IMPRENSA ACENDE A LUZ no Caso Carlinhos Cachoeira: Veja parte para o ataque! Será porque eles não tem defesa?

Imagem: osjovensnahistoria.blogspot.com

Na versão oficial dos militares, Drumond teria sido atropelado após fuga do DOI-Codi e do cerco policial (cliqueaqui).

Mentira que se manteve de 1976 até 2012.

Ou seja, durante 36 anos a família teve que conviver com a versão preparada pelos assassinos.

No caso de Drumond, a verdade foi resgatada.

Do BOL:

Justiça muda certidão de óbito feita na ditadura

18/04/2012

A Justiça mandou retificar a certidão de óbito do dirigente do PC do B João Batista Franco Drumond, determinando que conste no documento que ele foi assassinado no DOI-Codi (órgão de repressão da ditadura militar) em São Paulo, após ser preso e torturado, em 1976. A decisão, inédita, contradiz a versão da ditadura de que Drumond tentou fugir e acabou sendo atropelado na avenida 9 de Julho. O pedido judicial foi feito pela família. Além dos testemunhos dos outros presos, uma decisão de 1993 da Justiça Federal já havia reconhecido que houve tortura no caso. Drumond tinha sido preso próximo a uma casa no bairro da Lapa, onde morreram outros dois militantes –no que ficou conhecido como “o massacre da Lapa”. A decisão foi dada na segunda-feira pelo juiz Guilherme Madeira Dezem. A sentença determina que conste como local da morte as “dependências do DOI-Codi II Exército, em São Paulo”. No campo “causa da morte”, o “traumatismo craniano encefálico” deve dar lugar à expressão “decorrente de torturas físicas”.

A “informação” veiculada na época, dava conta que Drumond teria sido atropelado na fuga… (na foto em destaque Pedro Pomar, morto e enterrado com nome falso)

O título mostra que o país torturou e matou.

Na verdade, o Brasil mata seus filhos diariamente.

Mata, quando mantém o nome de ditadores em suas ruas, avenidas, estradas, escolas.

Quando mantém o nome de ditadores em suas cidades (clique aqui, aqui e aqui).

Mata a cada dia 31 de março comemorado.

O simples fato de, até hoje, considerá-los como “presidentes”, já soa como insulto.

Levamos 36 anos para retificar uma mentira.

Quanto tempo levaremos para encontrar dignidade?

Veja também:

Anulação de escutas: Pedido de advogado é quase uma confissão de Demóstenes…

A indústria das multas em SP: 1.625 multas nas calçadas. Enquanto isso, como estão nossas ruas??

Imagem: webgeral.net

Para quem não sabe, 31 de março marca o Golpe de Estado no Brasil em 1964.

Ou seja, há 48 anos atrás, o cidadão perdeu o direito de escolher seus governantes.

Perdeu, até mesmo, o direito de reclamar por seus direitos.

Quem reclamou foi perseguido, torturado…

Foi covardemente assassinado (clique aqui).

Vladimir Herzog – Jornalista da TV Cultura de SP, suicidado pela ditadura militar

Do BLOG DO SAKAMOTO:

30.03.2012

O 31 de Março deveria ser feriado nacional

Deveríamos transformar o 31 de Março em feriado nacional. Talvez assim possamos garantir que esse dia nunca seja encarado por nós e, principalmente, pelas gerações que virão como um grande Primeiro de Abril, como se o golpe de 1964 nunca tivesse existido.

Cicatriz que não deveria ser escondida mas permanecer como algo incômodo, à vista de todos, funcionando como um lembrete. Não vivemos três décadas de piada, apesar da elite militar e parte da elite econômica do país terem rido muito às custas de quem pedia liberdade e democracia nos Anos de Chumbo.

Pouco me importa o que pensam os verde-oliva da reserva que tomam seu uísque nos Clubes Militares enquanto, saudosos, lançam confetes ao Dia da Revolução (sic). Demonstrações de afeto a um período autoritário são peça de museu, então que fiquem, democraticamente, com quem faz parte do passado. Mas eles precisam saber que, desta vez, a História não vai ficar com a versão dos golpistas. E que o mundo que eles ajudaram a construir, mais cedo ou mais tarde, vai embora com eles. Não por vingança, mas por Justiça.

Em nome de uma suposta estabilidade institucional, o passado não resolvido permanece nos assombrando. Seja através de um olhar perdido da mãe de um amigo que, da janela, permanece a esperar o marido que jaz no fundo do mar, lançado de helicóptero. Seja adotando os métodos desenvolvidos por eles para garantir a ordem e o progresso.

Durante a ditadura, os militares armaram uma farsa para encobrir o assassinato do jornalista Vladimir Herzog. A explicação trazida à público, de suicídio na cela, não convenceu e a morte de Vlado tornou-se símbolo na luta contra o regime. Mas fez escola.

Tempos atrás, aqui em São Paulo, um homem de 39 anos foi encontrado enforcado pouco mais de duas horas depois de ter sido preso. Supostamente, era traficante e transportava cocaína. Supostamente, teria se enforcado usando um cadarço de sapato. Questionado por jornalistas se não é praxe da polícia retirar os cadarços de sapatos de presos, um policial afirmou que o acusado usou um pedaço de papelão para arrastar um cadarço que estava fora da cela. Seria cômica se não fosse ofensiva uma justificativa dessas.

Como aqui já disse, o impacto de não resolvermos o nosso passado se faz sentir no dia-a-dia dos distritos policiais, nas salas de interrogatórios, nas periferias das grandes cidades, em manifestações, nos grotões da zona rural, com o Estado aterrorizando ou reprimindo parte da população (normalmente mais pobre) com a anuência da outra parte (quase sempre mais rica). A verdade é que não queremos olhar para o retrovisor não por ele mostrar o que está lá atrás, mas por nos revelar qual a nossa cara hoje.

Lembrar é fundamental para que não deixemos certas coisas acontecerem novamente. Que o governo tenha a decência de instalar urgentemente a Comissão da Verdade que, mesmo esvaziada na versão em que foi aprovada, trará um pouco de luz às trevas. Que o Supremo Tribunal Federal considere que crimes contra a humanidade, como a tortura, não podem ser anistiados, nunca. Que a história dos assassinatos sob responsabilidade da ditadura seja conhecida e contada nas escolas até entrar nos ossos e vísceras de nossas crianças e adolescentes a fim de que nunca esqueçam que a liberdade do qual desfrutam não foi de mão beijada.

Mas custou o sangue, a carne e a saudade de muita gente.

Cinco generais foram empossados presidentes, porém não foram eleitos.

Dar a presidência de um país para alguém que o tomou à força, é o mesmo que dar em casamento uma criança que acabou de ser estuprada (clique aqui).

E ainda tem gente que chama o golpe de “Revolução Democrática” (clique aqui).

E você? Chama de quê?

Veja também:

Tudo gente boa: Colega de Kassab será julgado por trabalho escravo

DIADELUTO

Imagem: blogln.ning.com

É nisso que dá não punir criminosos…

Quando não são punidos, começam a acreditar na justiça através do crime.

Eles agora vão comemorar o aniversário do golpe militar (clique aqui).

Será que os órgãos de imprensa, que apoiaram a ditadura, estarão por lá?

Quando se fala em punição por crimes da ditadura, eles são esquecidos.

Senhores que lucraram em cima da desgraça alheia…

Eles não serão responsabilizados?

Grupos como a Rede Globo, que nasceu sob o amparo militar.

Que cresceu, recebendo apoio ilegal de grupos internacionais.

Eles passaram por cima da Constituição (clique aqui).

Tv Tupi, a concerrente da Globo foi tirada do ar, cassada, em julho de 1980 pelo governo militar

Tv Tupi, a concerrente da Globo foi tirada do ar, cassada, em julho de 1980 pelo governo militar

Com apoio ilegal, a Globo pôde concorrer com as demais emissoras de modo desigual.

Enquanto suas concorrentes TV Excelsior e TV Tupi foram perseguidas e cassadas pelo governo militar, a Globo só fazia crescer.

TV Excelsior, tirada do ar pelo regime militar em outubro de 1970

TV Excelsior, tirada do ar pelo regime militar em outubro de 1970

Em contrapartida, a Globo apoiava o regime torturador e assassino.

Eles, com suas novelas e noticiários, entravam nas casas e influenciavam o pensamento popular.

A democracia chegou, retirando poder dos militares.

Mas o poder da mídia, construído durante a ditadura, permanece intocável.

Eles até hoje tem grande influência, e beneficiam seus ‘eleitos’.

O que dizer do benefício de um, diante da destruição dos demais?

O que dizer ao ver uma emissora, que foi a voz da ditadura, até hoje falando alto?

O Brasil é mesmo um país diferente…

Por aqui, torturadores e assassinos tem liberdade, até mesmo para ameaçar o governo.

E, até quando vão ameaçar?

Veja também:

Tupi: a TV cassada na ditadura faria 61 anos

Insubordinados, militares farão festa pelo golpe de 64

DIA DE LUTO

Imagem: sampaonline.com.br/historiadatv.blogspot.com

Quem consegue sexo mediante força é estuprador.

E quem consegue poder? É herói?

Enquanto em outros países, ditadores golpistas são tratados como são realmente (ou seja, criminosos e assassinos), por aqui tais tipos tem tratamento respeitoso.

Na Argentina (clique aqui), no Chile (clique aqui e aqui), e até mesmo na pequena Guatemala (clique aqui) ditadores são julgados e presos.

Por lá existe justiça.

Existe memória.

Há tempos o Governo do Estado de São Paulo envergonha seus cidadãos, revenciando torturadores e assassinos.

Da Folha:

Governo de SP trata golpe militar como ‘revolução’ em site oficial

27/01/2012

Em uma passagem da história da segurança pública de São Paulo, o governo estadual tratou o golpe militar de 1964 como “Revolução de Março” e afirmou que ela foi “desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart”.

A informação estava na página da Secretaria da Segurança Pública na internet até às 19h desta sexta-feira, quando foi suprimido. A Folha havia questionado a secretaria sobre o assunto pouco antes.

Empresa retira placa na USP que chama golpe de ‘revolução de 64’
Placa na USP chama golpe militar de ‘revolução de 1964’

Reprodução/Ssp.sp.gov.br

Site da Secretaria da Segurança de SP chama golpe militar de 1964 de 'Revolução de Março

Site da Secretaria da Segurança de SP chama golpe militar de 1964 de ‘Revolução de Março’

Por meio da secretaria, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que “o texto relacionado ao ano de 1964 não reflete o pensamento da Secretaria da Segurança Pública e foi retirado do site”.

“Em 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio da Silva Quadros renunciou a seu mandato. Em 31 de março de 1964 iniciou-se a Revolução, desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart. Força Pública e Guarda Civil puseram-se solidárias às autoridades e ao povo”, afirmava página que estava na seção “Institucional – Histórico” da Polícia Militar.

O termo “revolução” é usado por grupos que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.

O brasão da Polícia Militar tem 18 estrelas que representam “marcos históricos” da corporação. Uma delas refere-se ao golpe militar como “revolução”.

Cidadãos que foram torturados e mortos, são desrespeitados diariamente.

Seus familiares, amigos e compatriotas também o são.

Homens, que em outros países seriam presos, aqui são tratados por heróis.

Ou seja, a mensagem é clara: “Por aqui, o crime compensa”.

Golpistas, que tomaram um país por refém durante 20 anos, são homenageados até hoje (clique aqui, aqui e aqui).

Dão seu nome à rodovias, pontes e até mesmo à cidades.

Se eles foram os heróis, quem foram os vilões? 

Veja também:

 Secretário de Alckmin fala sobre a Cracolândia e decreta: A culpa é do PT!!

Covardia em São Paulo: Após 14 anos de serviços prestados, policial é morta junto com o pai

Imagem: Ssp.sp.gov.br

VERGONHA!! Quem chamava Dilma de "terrorista", sequer, mostrou o rosto*

E nem lembrará.

Apesar das atrocidades praticadas, eles serão esquecidos. Este é o legado dos medíocres.

Eles lutaram para calar sua voz, para curvar seu corpo…

Lutaram para baixar sua cabeça. E caso sua cabeça não baixasse, cortavam-na fora.

Eles tiveram  todo o aparato militar para massacrar pessoas. 

Essas pessoas tiveram direito a ampla defesa??

Muitos, sequer foram encontrados.

Para as famílias a tortura não acabou.

Do mais forte vem a covardia, do mais fraco a coragem...

Hoje podemos criticar governantes. É o legado daqueles que, como Dilma, lutaram pela Democracia.

Os covardes envelheceram, alguns já morreram.

Mas, não se enganem. Eles continuam covardes.

Talvez esqueçamos os monstros.

Mas nunca vamos esquecer a monstruosidade.

Ao menos, não deveríamos esquecer…

*A foto foi tirada em novembro de 1970, quando a hoje presidente da República tinha 22 anos. Após 22 dias de tortura, ela respondia a um interrogatório na sede da Auditoria Militar do Rio de Janeiro.
A vida quer coragem (Editora Primeiro Plano), do jornalista Ricardo Amaral, chega às livrarias na primeira quinzena de dezembro. A foto inédita, está no livro que conta a trajetória de Dilma Rousseff da guerrilha ao Planalto. Revista Época 

Veja também:

Corrupção: Dilma está fazendo uma limpeza. Enquanto isso…

DIA DE LUTO

Imagens:mepr.org.br, batucadasehistoria.blogspot.com

A inclusão digital chegou. Chegou para nos possibilitar o exercício mais pleno de algo importantíssimo.

A cidadania.

Bater no mais fraco, como costuma fazer a grande mídia, não é informação.

Muito menos cidadania.

Afinal, criticar um país pequeno como Venezuela ou Bolívia parece fácil (clique aqui e aqui).

Tão fácil como ser covarde.

Mas, e quando se fala de uma das maiores potências mundiais, como a China?

Do Terra:

China fecha sites que denunciavam corrupção no país

Sites que denunciavam corrupção na China foram fechados e declarados ilegais por falta de registro, informou o portal de notícias “Renminwang” (Rede do Povo, em livre tradução).

Os criadores dos portais chineses, que já somam mais de dez e ganharam muita fama, denunciaram o caso à imprensa. Eles reconhecem a falta de registro e justificavam a postura para preservar o anonimato e o temor de perseguição.

Se indignar parece ser reação normal, diante de algo errado ou injusto.

Porém, o que parece normal é, na verdade, prerrogativa somente de alguns ‘afortunados’.

Os outros, que vejam novela.

Ou futebol…

Veja também:

 

2Blogprog e Lula: “Agora ficou chic ser brogueiro”

 

 

Governo x bombeiros: Da invasão do quartel à prisão irregular

 

 

 

*

‘Ditabrandas’ são ditaduras que ‘babam um ovo’ para o governo norte-americano.Caso,por exemplo,do Brasil (1964/1985) e do Egito (1981/…).

Até mesmo o Iraque de Saddam Hussein,foi considerado uma ‘ditabranda’, tanto que recebeu o apoio dos Estados Unidos.

 O termo, publicado pelo jornal ‘Folha de São Paulo’,mostra bem que os barões da mídia não tem compromisso com a cidadania ou a vida. 

E,em nada se diferem de nefastos ditadores…

O povo,acostumado a ser explorado,torturado e morto,quando se rebela é chamado ‘terrorista’.

No Egito,o povo foi ousado e saiu às ruas. Foram quatro dias de vigorosos protestos em todo o país exigindo a saída de Hosni Mubarak.

O saldo até aqui já chega a ao menos 30 mortos, segundo a agência de notícias Reuters – outras fontes, no entanto, citam números vindos de outras partes do país, além da capital, e falam em até 50.

O ‘todo poderoso do Egito’,no poder há 30 anos,simplesmente demitiu o premiê do país.Também saiu todo o gabinete de ministros.(no Egito,tanto o primeiro-ministro,quanto o gabinete são nomeados por Mubarak).

Foi uma tentativa de calar os protestos populares (clique aqui).

E as redes sociais (a mais nova expressão da Democracia) tem mostrados força,neste momento histórico.

Acabamos de ver o final uma ditadura de 23 anos na Tunísia. Estamos para ver o mesmo ocorrendo no Egito.

E a ‘ditadura da mídia’? Quando veremos seu final?

Veja também:

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Tortura: Na Argentina existe,no Brasil é ficção…

(*) Egito em novembro de 2010.Fraude eleitoral e protesto popular.

Eles foram armados para defender a sua pátria.

A nossa pátria!

E o que fizeram?

Os homens que deveriam proteger nossa soberania,durante mais de 20 anos violentaram nossa cidadania.

Violentaram,torturaram e mataram o maior patrimônio do Brasil.

O brasileiro.

As demais instituições brasileiras parecem ter,até hoje,PÂNICO quando o assunto é militar.

O STF mostrou este fato,de forma bastante clara,ao considerar válida uma autoanistia.Em 1979 ninguém teria coragem de peitar a ditadura,exigindo justiça (em 2010 também não tiveram).

Nossa falta de coragem,colocou nosso país no cenário mundial (e de uma maneira vergonhosa).

Lei de Anistia: Decisão do STF leva Brasil à primeira condenação internacional por crimes na ditadura

Por essa razão,a fala da ministra Maria do Rosário tenta resgatar um pouco de dignidade,diante de uma verdadeira aberração.

Ministra quer que FHC esclareça declarações sobre arquivos da ditadura

A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse na noite de sexta-feira (27), em Porto Alegre, que o governo está empenhado em abrir os documentos do período da ditadura militar no País (1964-1985) mas que esbarra, principalmente, em questões referentes à legislação e organização. “Nós estamos trabalhando para abrir”, garantiu ela, durante participação na solenidade do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (a qual compareceu também a presidente da República, Dilma Rousseff).

A ministra criticou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a quem atribuiu a construção de uma legislação impeditiva em relação à abertura dos arquivos, e informou que cobrará o ex-presidente a respeito de suas declarações recentes. “Ele disse que alguns documentos nem deveriam mais existir. Quero perguntar se ele tem alguma informação sobre a destruição de arquivos, porque nós não temos”, assinalou Maria do Rosário.

Veja o que ele disse:

Temos de abrir os arquivos da ditadura“, diz FHC

“Temos de abrir os arquivos da ditadura”, diz FHC

Ex-presidente afirma que dificuldade será encontrar os documentos

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou na última terça-feira (25) ser a favor da abertura de todos os arquivos da época do regime militar. Ele disse, no entanto, que a dificuldade será encontrar todos os documentos.

– Eu mesmo falei com eles [os militares] quando era presidente e eles insistem que não há documentos.

O ex-presidente disse também ser contra a ideia de prolongar por mais 50 anos o sigilo sobre os arquivos militares, definida no decreto 4.554/02.

– Eu fui acusado de ter proibido a abertura de arquivo por 50 anos. Aquilo ocorreu no meu último dia [de governo] e alguém colocou um papel para assinar lá […] Eu sou contra isso. Temos sim de abrir os arquivos.

As palavras do ex-presidente aterrorizam apoiadores de seu governo e oposicionistas.

Aterrorizam a todos!

Como pode ‘alguém’ colocar um papel diante do PRESIDENTE DE UMA NAÇÃO e ele ASSINAR SEM LER?!

TODOS os arquivos devem ser abertos!!

Desse modo poderemos dizer que vivemos,de fato,em uma DEMOCRACIA.

E não em uma mentira…

Veja também:

Superior Tribunal Militar dá acesso à Folha aos arquivos de Dilma…E os arquivos dos torturadores? Cadê??

DIA DE LUTO

Se o forte for muito forte,nossa mídia fica cega...

 

O governo Lula foi fortemente criticado pela grande mídia,pelo apoio dado ao direito do Irã de Ahmadinejad,em ter acesso a tecnologia nuclear.

Mesmo que para fins pacíficos.

E qual a diferença entre Irã e China?

Ambos tem o mesmo respeito a liberdade do cidadão… NENHUM!!

Clique aqui e veja como um cidadão,NOBEL DA PAZ,é tratado na China.

Por Wálter Fanganiello Maierovitch (em 11/11/2010)

Ele está está preso e condenado à pena de 11 anos de reclusão.Condenado por delito de opinião por sentença de 25 de dezembro de 2009. Isto porque divulgou escritos favoráveis à introdução na China de um sistema político democrático.

Porém a China é uma das maiores potências de nosso planeta. Tanto no campo econômico,quanto em armamentos.

Diante disso,fica mais fácil atacar países como Irã,Venezuela e Bolívia…

Isso não é justiça! Isso é hipocrisia (clique e veja um exemplo de hipocrisia covarde).

Nossa mídia hipócrita,que ataca Lula,não ataca Israel (com a proteção norte americana).

Tampouco ataca a China. 

Um país valoriza tanto as liberdades,a ponto de permitir que um criminoso conhecido e reconhecidamente perigoso,possa (ainda que preso) receber visita íntima e comunicar-se com o mundo exterior. Podendo assim,organizar atos criminosos e terroristas,como os que vimos em São Paulo (em 2006) e no Rio (este ano).

Um país que tanto valoriza liberdades,a ponto de colocar em risco seus cidadãos,não merece ter uma mídia tão hipócrita!

Pois é isso o que vemos no Brasil!!

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Maria Rita Kehl: “Fui demitida por um ‘delito’ de opinião

A que ponto chegamos…Policial em São Paulo é quase bandido…