A falta de democracia dentro do PSDB possibilita candidatos eternos. Talvez tenhamos que ver o 'revigorado' Serra por mais um milênio...

Às vezes nos faltam forças para continuar discutindo política

Estava chegando em casa ontem, após um dia de trabalho, quando encontrei um vizinho no elevador.

– Olá! Tudo bem?

– Olha, estaria melhor sem a Dilma.

– Mas, sem a Dilma, vamos pensar. Vamos colocar quem no lugar dela?

Talvez Alckmin ou Serra.

E transformar a Petrobras em uma imensa Sabesp.

Competente apenas para tirar dinheiro do cidadão (clique aqui), para depois abandoná-lo sem água.

Talvez Aécio Neves.

E levar ao Governo Federal alguém acusado do desvio de mais de R$ 4 bilhões da saúde em Minas (clique aqui).

Ou do aeroporto em terras de sua família, construído com dinheiro público (clique aqui).

Falei isso mas não discutimos.

Ele deu apenas um sorriso amarelo e deixou o elevador.

Não sei se pensou a respeito.

Espero que tenha pensado.

Não quero sair às ruas para pedir a cabeça de Dilma.

Tampouco quero sair para defendê-la, já que nem a direção de seu partido se mostra muito disposta a fazê-lo.

E vi e vivi tempos em que a militância petista era admirada.

E temida.

Pessoas que saíam às ruas e conversavam com o povão.

E o povão ouvia essas pessoas.

Hoje eu vejo a direção petista distante do povão.

Distante de sua militância.

Hoje eu vejo militantes tristes, abandonados, sem motivação.

Enquanto isso a midia, que faz o papel de militante da oposição, segue mais motivada que nunca.

Dilma apanha diariamente.

O PT apanha diariamente.

Está fácil, muito fácil bater.

E todos culpam Dilma, porque está na moda.

Ela é culpada até pelo que não tem culpa.

Está fácil, muito fácil bater.

Meu vizinho é apenas um retrato da moda.

Vemos isso, diariamente, no Facebook.

Vemos no Whatsapp.

Vemos em todas as redes sociais.

E, tristemente, qual a melhor maneira de rebatê-los?

É perguntar se existe alguma coisa melhor que ela.

E existe???

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