Falando sobre o tema “machismo e família”, estava comentando sobre isso hoje.

E a conversa ficou interessante.

Falava com uma amiga sobre a criminalidade e sobre o elevado número de jovens e adolescentes mortos na guerra das drogas.

Daí eu comentei:

Me lembro que, há tempos atras, o pai saia para trabalhar e garantir o sustento da família.

Ele era o provedor da casa.

E, enquanto isso, a mãe tinha a responsabilidade de estar ao lado dos filhos.

De cuidar deles.

De orientá-los.

Uma abribuição mais importante até que, simplesmente, trazer dinheiro.

Era um sistema machista, mas funcionava para educar os filhos.

Havia muito menos criminalidade.

Pois, com o avanço do feminismo, aliado com uma queda de rendimento do pai (o velho provedor) através das décadas, vimos que a mulher também passou a sair para trabalhar.

Profissionalmente foi muito bom para ela.

Mas e para os filhos?

Com o pai fora o dia todo, com a mãe fora o dia todo, quem é que cuida dessa criança?

A realidade mostra quem é que cuidou.

Quem agradece (e muito) é o tráfico.

O tráfico que, graças à vida (e à morte) de nossas crianças, só fez crescer.

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Deixando um pouco de lado machismos e feminismos, essa situação é dramática.

E só tende a piorar.

Precisamos da ação do Poder Público.

Não para construir mais presídios ou para armar a polícia.

Fazer isso é como enxugar gelo.

O Poder Público precisa investir em EDUCAÇÃO.

Mais escolas e melhores escolas precisam ser construídas.

Precisamos investir em ensino em tempo integral.

Assim a criança e o adolescente terão uma ocupação saudável.

A criança estuda pela manhã, depois fica na escola praticando esportes.

E com a supervisão de profissionais sérios e qualificados.

Podemos, nas escolas, formar bons nadadores, ginastas, velocistas…

Podemos transformar o Brasil em uma potência olímpica.

Principalmente, estaremos formando bons cidadãos.

Com isso, não será mais tão necessário construir presídios ou armar a polícia.

Enquanto houver embates e discussões entre homens e mulheres, entre machistas e feministas, ninguém sairá vitorioso.

Antes de brigar, devemos cobrar a contribuição do Poder Público.

Cadê a nossa educação de qualidade?

Cadê a contrapartida dos altos impostos pagos?

Precisamos do Poder Público como aliado.

Se não está ao nosso lado, precisa ser substituído.

Como um produto quebrado.

Quem dá educação básica?

Não são as prefeituras?

E quem dá educação à nivel médio?

Não são os governos estaduais?

Então vamos à luta!

Pois, se não cobrarmos (e muito), todos nós.

Homens e mulheres.

Machistas e feministas.

Papais e mamães.

Se não mostrarmos a nossa força (e os nossos dentes) enfrentando o que deve ser enfrentado, jamais teremos uma sociedade saudável.

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