Se você ainda acha que o tucano é o ‘mais preparado’ para administrar São Paulo, precisa se informar um pouco mais.

Vamos contribuir com um pouco de informação.

Do Estadão:

Obra do Rodoanel desaba sobre rodovia Régis Bittencourt em SP

Três vigas de sustentação caíram sobre um caminhão e dois carros, deixando ao menos três pessoas feridas

13/11/2009

Pelo menos três pessoas ficaram feridas na noite desta sexta-feira, 13, após a queda de vigas de sustentação de um viaduto em construção no trecho sul do Rodoanel Mário Covas, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O governador de São Paulo, José Serra, esteve no local, onde se disse aliviado por não haver vítimas fatais.

TCU

Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), entre maio e julho de 2008, apontou alterações no projeto básico da obra. Para reduzir os custos, as empresas contratadas alteraram métodos construtivos, com redução no número de vigas usadas em pontes, substituição de estacas metálicas por pré-moldadas e troca de areia por brita em muros de contenção. “Assim, usaram menos material de construção, mas receberam o mesmo dinheiro”, explica o relatório do Tribunal.

O documento do TCU aponta as irregularidades como “graves” e passíveis de resultar numa “combinação altamente danosa às finanças” da União e do Estado. “O desdobramento do processo pode gerar repactuação contratual, anulação do contrato e ressarcimento de valores.”

Fura-fila

Integra o consórcio responsável pelo lote 5 a empresa Carioca. Trata-se da mesma empresa responsável pela obra do viaduto do Fura-Fila que caiu na Vila Prudente, em 1º de abril de 2008. O lote 5, com 35 pontes e viadutos, tem 18,6 km de extensão e representa 19,7% da obra.

Da ISTOÉ:

Contratado para acelerar obra, Paulo Preto desprezou a qualidade

Para cumprir prazo, ex-diretor da Dersa antecipa pagamentos a empreiteiras, que teriam passado a usar materiais inferiores em trecho do Rodoanel que desabou sobre carros

25/10/2010

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O ex-diretor da Dersa – empresa responsável pela manutenção das rodovias paulistas – Paulo Vieira de Souza permitiu que a empreiteira que construía o trecho sul do Rodoanel na grande São Paulo fizesse alterações no projeto, o que incluiu o uso de materiais mais baratos. O acordo foi feito para que a obra fosse entregue em um prazo menor. O objetivo era terminar o trecho até abril deste ano, quando o então governador do Estado José Serra iria deixar o cargo para concorrer à Presidência da República. Paulo Preto teria sido admitido na Dersa justamente com a missão de impedir que o atraso na obra prejudicasse a imagem do candidato.

A queda das vigas do Rodoanel já foi bastante grave, porém tinha coisa ainda pior.

Cidadãos perderam a vida, porque alguém queria aumentar seus lucros.

Eles tinham nomes:

Reinaldo Aparecido Leite

Wescley Adriano da Silva

Valéria Alves Marmit

Márcio Rodrigues Alambert

Abigail Rossi de Azevedo

Francisco Sabino Torres

Cícero Agostinho da Silva

Tinham família.

Porém foramesquecidos pelo Governo de São Paulo (clique aqui).

Da Folha:

Omissão do Metrô provocou cratera, afirma promotor

30/03/2010

Três anos depois do maior acidente nas obras do metrô de São Paulo, o Ministério Público ingressou com uma ação civil na qual aponta a omissão da companhia como o principal fator para a tragédia que deixou sete mortos em janeiro de 2007 no canteiro de obras em Pinheiros (zona oeste de SP).

Pelos danos materiais e morais provocados contra a população paulista, a Promotoria quer que a Justiça condene seis funcionários do Metrô ao pagamento de uma indenização de quase R$ 240 milhões.

Na ação, o Consórcio Via Amarela (CBPO [grupo Odebrecht], OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Alstom), que constrói a linha 4 do metrô, também é apontado como responsável pelo acidente.

Para o promotor Saad Mazloum, além da série de problemas, como até erro de cálculos, o Metrô permitiu que as empresas fizessem uma economia irregular na obra, em detrimento da segurança, e que essa redução dos custos foi a forma que as empresas encontraram para ganhar mais dentro do modelo “turn key” (chave na mão, numa tradução livre).

“Essas empresas, objetivando aumentar os lucros, reduziram os custos –já que era um contrato fechado, que previa um determinado valor”, disse o promotor.

“A única maneira de aumentar a gordura dos lucros era reduzindo os custos. Para isso, as empresas não se constrangeram em adotar esse tipo de procedimento: economizando em material, economizando em pessoas, em profissionais, até em tecnologia”, afirmou Mazloum na ação.

O promotor disse que esse modelo de contratação não isenta o metrô de fiscalizar a execução da obra, pelo contrário, é um dever legal. “Ele [metrô] simplesmente abdicou dessa importante missão que lhe é deferida por lei”, disse o promotor.

O Consórcio Via Amarela, que tentou aumentar seu lucro reduzindo custos, divulgou um laudo culpando rocha pelo acidente (clique aqui) .

Culpar a rocha é o mesmo que culpar a faca pela facada…

É uma piada…

E de péssimo gosto.

Até quando teremos leis que beneficiam a prática de crimes?

Até quando os infratores serão tratados como CIDADÃOS, e as vítimas como COISAS?

Até quando teremos uma justiça, que julga olhando a capa de Veja.

Ou o Jornal Nacional.

E, tem gente que ainda bate palmas para esses caras…

Veja também:

Parentes de vítimas da cratera do Metrô são barrados na entrada da estação Pinheiros

Cratera do Metrô: Quem te mata continua impune… Até quando??

Ele vai ter coragem? Vereadores eleitos da base kassabista exigem que Serra, no segundo turno, carregue o pesado prefeito nas costas…

Buraco em Pinheiros é o 12º acidente das obras da linha 4