Ou será que ouvem as grandes famílias midiáticas.

Ela, que não gosta de justiça.

Ao menos, aquela justiça que julga de acordo com os autos, e não de acordo com o clamor midiático.

Essa justiça, eles odeiam.

Justiça boa era aquela do sinhozinho, que chamava o capitão-do-mato para perseguir seus escravos.

Sua propriedade.

Até hoje, veículos que tem o controle da grande mídia, acreditam que a opinião popular é sua propriedade.

Fazem da informação, verdadeiro feudo.

“Há a profissão mais alta e mais honrosa do que a de soldado? Há profissão mais baixa e mais degradante do que a de capitão-do-mato?” – Joaquim Nabuco, sessão legislativa, 1887

Os Capitães-do-mato eram em sua imensa maioria pretos e mulatos forros (livres),  caçadores de escravos fugitivos, que capturavam a troco de recompensa, realizavam o  serviço por encomenda de latifundiários ou em busca própria por qualquer escravo que encontrassem em rota de fuga. Foi no Sec. XVII  que a Profissão se desenvolveu (clique aqui).

Hoje, para infelicidade de certos donos de jornais e revistas, não tem mais escravidão.

Porém, existe algo bem próximo disso.

Grandes nomes de nossa justiça podem sofrer influência de uma avalanche midiática.

E, dessa maneira, acabar servindo a seus interesses.

Se portando como verdadeiros capitães-do-mato.

Antes aberração, agora herói: Quem mudou tanto? A Veja? Ou o ministro…

Já parece, no mínimo estranho, o simples fato de fazer o julgamento da AP 470 às portas de uma eleição ou de impedirem seu desmembramento (clique aqui).

Enquanto isso, desmembraram o mensalão mineiro, que envolvia grandes nomes da oposição, como o ex-presidente nacional do PSDB (clique aqui).

O mensalão mineiro, que corre sério risco de prescrição (clique aqui).

A revista de Civita jamais gostou de Joaquim Barbosa (clique aqui), ou do que ele representa.

Jamais gostou da política de cotas para negros em universidade (clique aqui e aqui), jamais gostou das políticas de complemantação de renda, implementadas pelos governos Lula e Dilma (clique aqui).

É bom lembrar que o povo é formado, em sua maioria, por negros, pardos e mulatos.

Esse mesmo povo que deu a Lula uma aprovação popular histórica (clique aqui).

A Veja, que hoje exalta em sua capa Joaquim Barbosa, o herói da moda, outro dia tratava com escárnio a possibilidade da vitória de Barack Obama nas eleições dos Estados Unidos.

Veja:

Cadê o homem branco democrata?

07/01/2008

Que diabo se passa com o Partido Democrata americano, que tem como favoritos uma mulher e um negro com sobrenome islâmico e nenhum homem branco para enfrentá-los?

Para bom entendedor: tomo o par “homem branco” como apelo simbólico à tradição e à conservação de um modelo que, inegavelmente, deu certo e fez a maior, mais importante e mais rica democracia do mundo, que venceu, por exemplo, o embate civilizatório com o comunismo.

A Veja, que hoje exalta Joaquim Barbosa, na prática mostra que figuras como o ministro do STF são verdadeiras aberrações.

Os ‘jornalistas’ não querem ser chamados de preconceituosos. Porém colocam o sucesso da mais rica democracia do mundo no fato de seus líderes serem homens brancos.

Segundo eles, isso não é preconceito.

Então tá…

Veja também:

Por que o mensalão de Azeredo foi desmembrado?

Falta de memória ou sem-vergonhice? Serra critica administração federal no Ceagesp, mas esquece o esquema de corrupção na feirinha do Brás

Imagem: conversaafiada.com.br