O candidato tucano, que foi ao Ceagesp posar para fotos, aproveitou para causar polêmica.

Do Terra:

Serra acusa governo federal de ‘loteamento político’ da Ceagesp

05/10/2012

O candidato carregou um carrinho om frutas durante a visita à Ceagesp. Foto: Renan Truffi/Terra

O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, visitou no início da manhã desta sexta-feira a Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), onde também funciona o Centro Estadual de Abastecimento (Ceasa) de São Paulo. O tucano aproveitou a visita para pedir a transferência da administração para o governo do Estado e para a prefeitura da capital paulista, já que atualmente o entreposto pertence ao governo federal. De acordo com ele, a administração do centro é usada para “loteamento político”.

“Precisaria melhorar a administração, chegando a administração mais próxima do governo, da prefeituras e dos comerciantes. A prefeitura não tem poder nenhum aqui, e não é problema de poder político. Pior, a diretoria tende a ser loteada entre partidos políticos e entre facções do mesmo partido que é o PT”, complementou.

É curioso ver Serra falando em melhorar a administração da Ceagesp, quando a prefeitura paulistana (nas mãos de seu ‘filhote político’ Kassab) sequer foi capaz de tirar a feirinha do Brás das mãos de bandidos.

Do R7:

Boxes em feirinha do Brás são vendidos por até R$ 200 mil em esquema ilegal

12/04/2011

Boxes em uma área de expansão da tradicional feirinha do Brás, na região central de São Paulo, estão sendo vendidos por até R$ 200 mil em um esquema de corrupção descoberto pelo Jornal da Record.

Quatro meses após a Prefeitura de São Paulo assumir a administração da feira – no final de 2010, depois de uma série de denúncias feitas pelo JR -, a reportagem da Record constatou que a coordenação do maior “camelódromo” do país continua nas mãos de uma quadrilha. Entres os chefes do esquema, estaria um empresário afastado da administração do centro comercial em 2010 pelo Ministério Público de São Paulo.

Além do dinheiro da venda dos novos boxes, os 4.000 comerciantes que atualmente trabalham no Brás também pagam à quadrilha uma taxa de R$ 300 de condomínio. Em 2010, o JR revelou que o comercio da área estava sob o comando de uma milícia armada que usava até uma sala de torturas para punir quem desrespeitasse as regras impostas pelos criminosos.

Não bastasse a cobrança ilegal, ainda tinha uma sala de torturas para quem não concordasse com a prática criminosa.

Barra pesada, hein?

A prefeitura assumiu a feirinha, somente após denúncias mostradas na Record. E, segundo a última reportagem, não mudou muita coisa.

Mas, como a feirinha é administrada pela gestão Kassab e não pelo ‘famigerado PT’, então o Serra não diz uma única palavra…

Não é estranho isso?

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