Hebe, ao lado do povo, procurou exaltar aqueles que melhoraram sua vida.

Exaltou também a importância histórica de um país, ainda machista, ser governado por uma mulher.

Porém Serra, ao que parece, pensava diferente…

Tanto que, visivelmente constrangido, abandonou o programa da diva, antes de seu término.

Do Estadão:

Com tucanos na plateia, Hebe elogia Dilma e pede palmas para Dirceu

02/03/2011


Diante de uma plateia formada por tucanos, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-governador José Serra (PSDB), a apresentadora afirmou que esperava encontrar a mulher “brava” e “séria” da campanha eleitoral, mas que se deparou com um “amor de pessoa”. “Acho que ela vai fazer coisas muito boas. Ela é uma gracinha!”, afirmou.

A gravação teve a participação de, aproximadamente, 500 convidados na plateia, entre eles, o ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado José Dirceu (PT-SP), réu do processo do mensalão. Além de cumprimentar Serra e Alckmin, Hebe anunciou a presença de Dirceu, que havia sentado numa mesa ao canto do estúdio. “Podem bater palmas para ele”, pediu a apresentadora ao público, que se mostrou inibido com a presença dele.

Se Dirceu gostou dos elogios a Dilma, o ex-governador de São Paulo preferiu não acompanhar toda a gravação. Na metade do programa, Serra levantou-se, deixou a mulher Mônica Serra à mesa que ocupavam, cumprimentou o ex-chefe da Casa Civil e ex-deputado do PT de São Paulo e não foi mais visto até o fim da gravação.

José Serra está acostumado a ver outro tipo de tratamento sendo dispensado a seus opositores.

Está acostumado ao pré julgamento.

Serra, ao lado da grande mídia, promoveu o linchamento moral de Dirceu e, em meio ao linchamento, não pôde admitir uma voz que se levante em apoio ao inimigo.

Ele se esquece do mensalão pago por ele à veiculos de mídia, que hoje se empenham em protegê-lo, atacando seus opositores (clique aqui).

Também se esquece do mensalão mineiro, envolvendo tucanos de destaque (clique aqui). 

Mensalão que não será julgado, de forma política, às portas de uma eleição.

Também se esquece do mensalão, pago pelo governo FHC, em troca de sua reeleição (clique aqui).

A indignação seletiva de Serra, largamente veiculada pela mídia, não era compartilhada por Hebe.

Ela estava acima disso.

Ela tinha opiniões próprias. 

Veja também:

Serra deu R$ 34 milhões à editora que publica a revista Veja quando era governador de SP

A compra de votos para a reeleição de FHC

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