Do Terra:

Israelenses creem que é “alta” ou “média” possibilidade de guerra com Irã

27/09/2012

A história persa mostra que, para vencer, nem sempre é necessário pisar no oponente.

Mas colocá-lo a seu lado.

Para quem não sabe, os persas são na verdade, os iranianos (clique aqui).

Do UOL:

Pérsia antiga

Do Reino Medo ao Império dos Aquemênidas

A civilização persa, na realidade, englobou diversos povos que habitaram o Planalto Iraniano desde o 2º milênio a.C. A primeira grande civilização conhecida da região se chamava Elamita, e se localizava ao sul do atual Irã, tendo como capitais Anshan e depois Susa.

Durante o 1º milênio, ondas de invasores arianos (indo-europeus) chegaram ao Planalto Iraniano, e alguns deles acabaram por se fixar na região: os medos (ao norte), os persas (ao sul) e os partos (a leste). Os mais antigos registros históricos conhecidos sobre esses povos arianos são encontrados em textos assírios (Mesopotâmia) do século 9 a.C.

Em 550 a.C., Ciro 2º, um governante persa, venceu a Média e unificou persas e medos, iniciando o Império Persa sob a dinastia dos aquemênidas.

Ciro 2º, conhecido como “o Grande”, deu aos medos a mesma condição política e militar dos persas e, ao dominar os elamitas, transformou sua capital, Susa, na nova capital do império. Assim, ao igualar os poderes entre o sul e o norte do Planalto Iraniano, conseguiu criar uma situação de paz interna e, dessa forma, pôde concluir a conquista sobre a Mesopotâmia e a Anatólia.

Já a história de Israel é bem mais recente. E sua criação ocorreu de maneira bem menos natural.

Até o final da Primeira Guerra, os árabes formavam a maior parte da população, junto com uma minoria de judeus e cristãos.
Com o fim do conflito, em 1918, a Palestina passou a ser controlada pela Inglaterra, que aprovou a Declaração de Balfour, um compromisso de governo inglês em estabelecer na região um Estado judaico (clique aqui).

Em novembro de 1947, as Nações Unidas recomendaram a partição da Palestina em um Estado judeu, um Estado árabe e uma administração direta das Nações Unidas sob Jerusalém (clique aqui).

Quem planta vento… A imagem de 2011 mostra protestos de egípcios após Israel invadir seu território e matar seus policiais

As Nações Unidas, ou melhor os Estados Unidos criaram Israel. E Israel continuou a crescer, sob a asa dos EUA e o ódio de seus vizinhos (que perderam territórios e ainda viram a nova nação recebendo farto apoio internacional).

Ações de terrorismo de Israel (clique aqui) nunca receberam resposta enérgica por parte das potências ocidentais.

Diferentemente das nações muçulmanas, a nação sionista teve liberdade para se armar e atacar os países vizinhos.

Sob o olhar paterno da grande potência norte-americana, os palestinos foram literalmente massacrados por Israel.

E continuam a ser massacrados (clique aqui).

É bom lembrar que o maior líder judeu, Yitzhak Rabin, genuinamente preocupado com o estabelecimento de uma paz duradoura, foi assassinado.

E assassinado pelos seus compatriotas.

Benjamin Netanyahu, que hoje é Premiê de Israel, teve participação decisiva nesta morte (veja aqui).

Porém são os iranianos que, segundo a grande mídia, representam grande ameaça para a paz mundial.

Os iranianos, que vivem entre nós há milhares de anos.

O Eixo do Mal de Bush incluiu o Irã, o Iraque, e a Coreia do Norte (clique aqui).

Outro dia, invadiram e destruiram o Iraque, sob a afirmação de que produzia armas de destruição em massa. Tempos depois, foi constatado que a afirmação não passava de uma mentira (clique aqui).

Enquanto os iranianos chegaram há milhares de anos, o Estado de Israel foi criado logo após a Segunda Guerra Mundial.

E enquanto as armas de destruição em massa do Iraque se tornaram uma grande e comprovada mentira, a verdade é que os palestinos da Faixa de Gaza, que permanecem nas mãos de Israel, seguem morrendo de fome e de sede (clique aqui).

Permanecem sem condições básicas de sobrevivência.

E são impedidos por Israel (clique aqui), de receber ajuda humanitária.

É dessa maneira que a paz é negociada no Oriente Médio.

E será que, dessa maneira, eles encontrarão a paz?

Veja também:

Não é o Irã. Quem assusta o mundo é Israel

Coreia do Norte, Síria e Irã formam o novo ’eixo do mal’, diz Israel

Imagem: http://noticias.terra.com.br

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