Embora de importância crucial para a identificação de vítimas e infratores, a Papiloscopia ainda é desconhecida dentro da sociedade.

Dentro das polícias…

E, quem sofre os danos de tamanha ignorância, é o cidadão.

Do PERITOS DE FATO:

Papiloscopia: Não sabe o que é isso? E injustiça? Você sabe o que é?

25/09/2012

“Os policiais não perceberam a falsidade da identificação e não chegaram a colher as impressões digitais do indivíduo preso.”

Esse trecho da reportagem abaixo foi decisivo na vida de um cidadão brasileiro.

Ou melhor, na destruição de sua vida…

Do portal ETHOS:

9 anos depois de ser condenado, vigia que teve RG falsificado comprova sua inocência

25/09/2012
No último dia 31 de julho, Rafael da Silva finalmente teve sua inocência reconhecida. Após cerca de 9 anos, ele provou ter sido vítima de erro do sistema criminal. Desde 2003, havia sido condenado pelo crime de porte ilegal de arma, após o verdadeiro culpado utilizar documentos falsos em seu nome. Durante esse período, chegou a cumprir integralmente sua pena em regime aberto.

Sua absolvição foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-SP), após a Defensoria Pública de SP interpor um recurso de revisão criminal em seu favor.

O caso
Em janeiro de 2001, uma pessoa foi presa em flagrante por policiais militares pelo delito de porte ilegal de arma, na Rodovia dos Imigrantes. O caso foi registrado no 97º Distrito Policial da Capital. O acusado identificou-se como Rafael da Silva – e apresentou documentos falsos, contendo sua foto. O verdadeiro Rafael havia perdido seu RG alguns anos antes.
Os policiais não perceberam a falsidade da identificação e não chegaram a colher as impressões digitais do indivíduo preso.
O “falso Rafael” foi solto posteriormente, após obter liberdade sob fiança. E o inquérito continuou a tramitar, sob o nome do verdadeiro Rafael.
Ele descobriu que respondia a um processo criminal apenas em fevereiro de 2003, quando já estava condenado em primeira instância. Desde então, tentava comprovar sua inocência: como os policiais não colheram as impressões digitais da pessoa presa em flagrante, a Justiça não aceitava retirar seu nome do processo.Exames grafotécnicos também se revelaram inconclusivos, porque a pessoa presa não havia deixado mais do que algumas rubricas. Em 2005, Rafael foi condenado em segunda instância a uma pena privativa de liberdade em regime aberto.

A ignorância do policial que fez a abordagem do criminoso que utilizava um documento adulterado.

E mais.

A ignorância do delegado que indiciou o criminoso, sem uma avaliação pericial, acerca de sua real identidade.

Não suspeitaram estar indiciando um criminoso, com o nome de um inocente?

Um outro fato, bastante grave, não teve grande visibilidade.

UM CRIMINOSO DE VERDADE SE APROVEITOU DO PÉSSIMO TRABALHO PRESTADO PELO ESTADO PARA SE SAFAR.

Com tantos policiais envolvidos no caso, será que nenhum deles nunca ouviu falar na palavra FRAUDE?

Há tempos, o trabalho do Papiloscopista Policial (especialista em identificação humana, através de impressões e fragmentos de impressões digitais) é negligenciado.

Muitos policiais não conhecem o trabalho de um Papiloscopista Policial.

Porém, a ausência do trabalho de um especialista em identificação humana tem efeito trágico sobre o resultado da justiça.

Um papiloscopista não tem o reconhecimento pela sociedade ou a valorização profissional de um delegado, do um promotor, de um juiz…

Mas seu trabalho na identificação científica de autores de delitos é vital para o bom trabalho policial.

É vital para o bom trabalho judicial.

Caso contrário, após todo trabalho de policiais, promotores e juízes, tudo acaba indo por terra.

Um cidadão não pode se tornar vítima de um Estado irresponsável.

O Estado existe para servir o cidadão.

Mas, o que fazer quando ele já não serve mais?

Deve-se jogá-lo fora?

Ou deve-se consertá-lo…

Veja também:

PL 5649/09. Investimento em Segurança Pública

Com base em um vestígio, peritos papiloscópicos conseguem elucidar sequestros

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