O “Mensalão” (segundo o PGR, o caso mais atrevido e escandaloso de corrupção),nada mais é que a parte petista do Valerioduto, o mesmo esquema criado na era FHC, que alimentou Fernando Henrique e o ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo (clique aqui).
Também alimentou o ex-presidente e ministro do STF, Gilmar Mendes (clique aqui).
Causa espanto que somente a parte petista do valerioduto esteja sendo julgada.
A parte tucana, poupada pela grande mídia (que, formadores de opinião, decidem quando e contra quem o povo deve se indignar), permanece impune.
Os 38 indiciados no processo que corre no STF são, na verdade, a ponta de um gigantesco iceberg.
O relatório final da Polícia Federal mostra que o Valerioduto tinha Daniel Dantas, esse sim como fonte pagadora de mensalidades a deputados federais, deputados estaduais, prefeitos, governadores, etc.
Daniel Dantas, curiosamente não entrou na acusação do Procurador Geral da República, Roberto Gurgel (clique aqui).

Segundo a PF, empresas de Dantas injetaram R$ 127 milhões para alimentar o Valerioduto.

Da ÉPOCA:

A anatomia do valerioduto.

  • O banqueiro Daniel Dantas, que participava de uma das mais renhidas e bilionárias disputas societárias do Brasil – e que, para resolver seus problemas, precisava desesperadamente de aliados no Palácio do Planalto –, tentou mesmo garantir o apoio do governo petista por intermédio de dinheiro enviado às empresas de Marcos Valério. Depois de se reunir com Dirceu, então ministro da Casa Civil, Dantas recebeu de Delúbio um pedido especial de ajuda financeira: US$ 50 milhões. Segundo a PF, a propina foi aceita. Pouco antes de o mensalão vir a público, uma das empresas controladas pelo banqueiro fechou contratos fajutos com Valério – apenas para que houvesse um modo legal de depositar o dinheiro. Houve tempo suficiente para que R$ 3,6 milhões fossem repassados ao publicitário. Encaminhou-se esse total a doleiros, mas a PF ainda não descobriu os reais beneficiários do dinheiro;
  • São comprovadamente fajutos os empréstimos que, segundo a defesa de Marcos Valério, explicariam a origem do dinheiro do mensalão. Esses papéis serviram somente para dar cobertura jurídica a uma intrincada operação de lavagem de dinheiro. Apurou-se que houve duas fontes de recursos para bancar o mensalão e as demais atividades criminosas de Marcos Valério. Uma, a principal, qualificada pela PF de “fonte primária”, consistia em dinheiro público, proveniente dos contratos do publicitário com ministérios e estatais. O principal canal de desvio estava no Banco do Brasil, num fundo de publicidade chamado Visanet, destinado a ações de marketing do cartão da bandeira Visa. As agências de Marcos Valério produziam algumas ações publicitárias, mas a vasta maioria dos valores repassados pelo governo servira tão somente para abastecer o mensalão. A segunda fonte de financiamento, chamada de “secundária”, estipulava que Marcos Valério seria ressarcido pelos pagamentos aos políticos por meio de contratos de lobby com empresas dispostas a se aproximar da Presidência da República. Foi o caso do Banco Rural, que tentava obter favores do Banco Central e do banqueiro Daniel Dantas, que precisava do apoio dos fundos de pensão das estatais.

Tudo começou com a revelação da uma fita de vídeo, que mostra o ex-diretor do Departamento de Contratação e Administração de Material dos Correios Maurício Marinho detalhando a dois empresários um esquema de pagamento de propina, supostamente gerido pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), e outro diretor da empresa, Antônio Osório Batista.

O fato gerou a CPI dos Correios (clique aqui).

Depois das denúncias, o deputado Roberto Jefferson ameaçou apontar casos de corrupção supostamente praticados pelo PT.

E Roberto Jefferson, que criou a teoria da “compra de votos feita por Lula” (que permitia o Impeachment), estranhamente passou de bandido para paladino da ética.

Hoje, após as operações Vegas e Monte Carlo da Polícia Federal, em que se pode ver a Veja a serviço de Carlinhos Cachoeira (clique aqui), notamos que a proximidade entre bandidos e jornalistas chega a assustar os incautos.

Por vezes não sabemos qual deles é o bandido…

Vamos acompanhar o julgamento do STF, e esperamos que a justiça faça um julgamento isento.

É o mínimo que podemos esperar.

Veja também:

Dois pesos: Roberto Gurgel acusa PT de distribuir R$ 141 milhões em propina com o mensalão. O Sivan, do governo FHC desviou R$ 1,4 bilhão… E ninguém fica indignado??

Corrupção no Brasil: Quem fala a verdade? Os números ou a grande mídia?

Gurgel: mensalão comprou reformas tributária e da previdência

Imagem: independenciasulamericana.com.br

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