Quando as autoridades responsáveis pela Segurança Pública tratam perdas humanas como “um a mais”, é porque a situação se tornou caótica.

Morte de italiano é mais uma na escalada da violência, diz Secretário de Segurança (clique aqui).

“É um a mais que ocorre na capital. A gente lamenta, o DHPP [Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa] e o Deic [Departamento de Investigações Contra o Crime Organizado] estão fazendo todas as investigações para elucidar esse crime. Mas isso ocorre lá [no Itaim Bibi], ocorre na Cidade Tiradentes, ocorre em Itaquera. Lamentavelmente é a escalada da violência.”

Isso não é uma escalada, é um pouco mais, na verdade a violência cresce de forma assustadora.

E o estado mais rico da Federação, o que mais arrecada impostos e pedágios. Porém, na hora de dar retorno à população, eles entregam números (no lugar de trabalho)

No contexto nacional, com 38,19% do total,  São Paulo é o estado que mais arrecada impostos (clique aqui).

Ou seja, o problema de São Paulo não é falta de dinheiro para investir.

Ao que parece, o problema é quem decide onde o dinheiro deve ser empregado.

Porém enquanto discutimos o assunto, as pessoas seguem sendo mortas em SP.

Do Estadão:

Com 4 homicídios por dia, SP registra aumento de 47% nas mortes em junho

Capital volta a ter violência em níveis epidêmicos, conforme taxa da OMS; avanço nos assassinatos ocorre após ataque a PMs pelo PCC

26/07/2012

Os casos de homicídio na cidade de São Paulo cresceram 47% no mês de junho e lideraram a piora generalizada nas taxas criminais na capital em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 122 ocorrências, que vitimaram 139 pessoas na capital no período – mais de 4 por dia.

A capital, que desde o ano passado vinha conseguindo se manter abaixo do patamar de 10 homicídios por 100 mil habitantes (taxa que a Organização Mundial de Saúde, a OMS, considera como epidemia), registrou em junho 13 casos por 100 mil habitantes. A segurança pública na capital viveu um período atípico no mês passado, marcado pela tensão provocada pelo assassinato de seis policiais militares a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Nos dias que se seguiram aos crimes, moradores de bairros da periferia de São Paulo, como Capão Redondo e Parque Bristol, na zona sul, reclamaram da ocorrência de execuções suspeitas de jovens.

Os índices de homicídio, no entanto, já vinham crescendo desde março. Tanto que o semestre também registra alta acumulada de 21,4%. Nos seis primeiros meses do ano, foram registrados 585 assassinatos na capital, taxa de 10,3 casos por 100 mil habitantes.

O aumento do total de conflitos é reforçado pelo crescimento das tentativas de assassinato, que saltaram 89% em junho, com 144 registros na capital paulista.

Latrocínios e resistência. Os casos de homicídios dolosos divulgados pela Secretaria de Segurança Pública não levam em consideração os mortos em confronto com a Polícia Militar nem os latrocínios, mortes resultantes de assaltos.

De “um a mais” em “um a mais”, ocorrem “muitas mortes a mais ” em São Paulo.

Enquanto isso o cidadão permanece votando no mesmo partido.

O mesmo que está no governo há quase vinte anos.

E permanece enterrando seus familiares e amigos. 

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Imagem: blogdoabdul.wordpress.com

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