Em plena temporada de caça, aberta pelos bandidos, o Comando da PM de São Paulo elabora carta para tranquilizar policiais.

Elabora carta? Enquanto os policiais são mortos?

Da Folha:

Comando da PM elabora carta para tranquilizar policiais após ataques

22/06/2012

O Comando Geral da Polícia Militar de São Paulo passou a última noite redigindo uma carta para ser distribuída aos cerca de cem mil policiais militares do Estado.

Até quando veremos derramado o sangue de quem trabalha?

O cidadão está farto da insegurança, patrocinada por governos fracos.

Governos que escrevem cartas, no lugar de melhorar as condições de trabalho daquele que dá segurança nas ruas.

Nós cidadãos já fomos vítimas da onda de sequestros relâmpagos (clique aqui).

Já fomos vítimas da onda de assaltos a caixa eletrônico (clique aqui).

Ultimamente somos vítimas da onda de assaltos a bares e restaurantes (clique aqui).

Agora os bandidos inauguram uma nova onda. E bem diante dos olhos daqueles que foram eleitos para cuidar de São Paulo.

A novidade são policiais sendo literalmente caçados por bandidos (clique aqui e aqui).

Policiais que, em virtude dos salários baixos, acabam tendo que recorrer ao chamado ‘bico’.

Os homens que devem dar um atendimento de excelência ao cidadão, na verdade estão exaustos, pois trabalham em jornadas múltiplas.

Policiais que não tem tempo para suas famílias, que mal tem tempo para dormir.

E tendo sono, fica difícil estar alerta…

A onda de policiais mortos, na verdade, é a reprise de um acontecimento triste.

Triste e vergonhoso.

Em 2006 a facção criminosa PCC ordenou a morte de policiais e agentes penitenciários (clique aqui).

O PCC naquela oportunidade humilhou o governo estadual, que teve que negociar o fim dos ataques com os bandidos.

Da Folha:

PCC ordena fim dos ataques; ônibus voltam a circular em SP

16/05/2006

Os ataques promovidos pelo PCC diminuíram, e os moradores de São Paulo tentam voltar à vida normal. Nesta terça, um dia depois de a cúpula da facção criminosa ordenar o fim dos ataques e rebeliões no Estado, o comércio abriu e os ônibus voltaram a circular na capital. O rodízio de veículos está suspenso na cidade.

Segundo o que a Folha apurou, o preso Orlando Mota Júnior, 34, o Macarrão, foi um dos principais interlocutores do governo. Ele e outros líderes do PCC deram a ordem de cessar os atentados. Reportagem publicada pela Folha Online no domingo já indicava a negociação entre o governo e presos. Na ocasião, a Secretaria da Administração Penitenciária negou qualquer acordo.
Nas conversas com representantes da Secretaria da Administração Penitenciária, a facção condicionou o fim dos ataques a benefícios a presos transferidos para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km de SP). Entre as reivindicações estão a visita íntima e televisores para os presos em RDD (Regime Disciplinar Diferenciado). O sistema mais rígido proíbe esses dois benefícios.

Naquela época Geraldo Alckmin, que era governador e deixou o cargo pouco antes dos ataques para disputar a presidência, fugiu covardemente de sua responsabilidade.

E agora? Será que o governador que manda cartas e brinca com os números da Segurança Pública, vai começar a falar sério?

Veja também:

Os números da Segurança Pública: Quando eles vão dizer a verdade??

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Imagem: folha.uol.com.br

 

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