Archive for janeiro, 2012


Sustentabilidade.

Será que o consumidor é o grande vilão?

E quem, durante anos, ganhou dinheiro produzindo embalagens que agridem o meio ambiente?

Pouco se tem feito, na esfera pública, em defesa da natureza. 

Será que, em meio à tanta fumaça, veremos algo de bom? 

Da Revista Globo Rural: 

Projeto quer proibir uso de garrafas PET

15/05/2011

Proposta condiciona o uso do material a um estudo prévio de impacto ambiental e necessidade de licença do Ibama

por Agência Câmara

 Shutterstock

Ameaça ao meio-ambiente:

garrafas PET demoram até 800 anos para desaparecer da natureza

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 418/11, do deputado Eli Correa Filho (DEM-SP), que proíbe a venda de refrigerantes e bebidas alcoólicas em garrafas plásticas conhecidas como PET, sem estudo prévio de impacto ambiental, licença do Ibama e registro no Ministério da Agricultura.
PET é um polímero que possui propriedades termoplásticas, isto é, pode ser reprocessado diversas vezes. Quando aquecidos a temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser  moldados de novo. Essas garrafas podem permanecer na natureza por até 800 anos.

Ameaça ambiental
O autor argumenta que o grande número dessas garrafas em circulação tem representado uma ameaça ao meio ambiente porque não são facilmente degradáveis e se acumulam nas ruas, causando alagamentos durante o período de chuvas.
Segundo o parlamentar, cada vez mais, a indústria tem substituído as latas por garrafas pet nas embalagens de bebidas. Essa medida, segundo ele, reduz os custos de produção, mas provoca problemas ambientais muitos graves. O objetivo da medida do parlamentar é estabelecer regras de responsabilidade ambiental para o uso desse tipo de embalagem.

 Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Leia a íntegra da proposta clicando aqui .

Aprovado por unanimidade o parecer na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC ), agora segue para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS ), depois para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC )

Ou seja, vai demorar.

A proposta é boa, mas não basta.

Enquanto a indústria ganha dinheiro e o poder público não dá a devida atenção ao meio ambiente, a maior parte do trabalho fica para a sociedade civil.

O reaproveitamento de óleos vegetais e o reaproveitamento das garrafas PET entre outros, não fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas.

Não aparecem na TV. Não são incampadas pelo Estado.

O Estado, quando aparece, surge de forma truculenta.

E o consumidor? Ele vai continuar pagando o pato?

E a conta.

Da Jovem Pan On Line:

Procon quer garantir oferta gratuita de sacolas

30/01/12

Sem sacolinhas plásticas, consumidores sofrem nos supermercados de São Paulo

Com a norma que determina a retirada das sacolinhas plásticas dos supermercados paulistas completando cinco primeiros dias, muitos consumidores sofrem, ou porque desconhecem o acordo entre a associação de classe e o Procon, ou pelo esquecimento: sem levar outras sacolas ou caixas de papelão, ficam à mercê dos lojistas, que cobram R$ 0,19 por unidade das embalagens feitas a partir do milho, que são biodegradáveis.
Isso vai acabar, garante Renata Perobelli: após constatar o problema, o Procon decidiu multar os supermercados que não oferecerem alguma alternativa de sacolinha gratuita durante todo o dia. Paulo Arthur Góes, diretor-executivo da entidade, confirmou após os problemas do final de semana que, caso sinta-se lesado, o consumidor deve fazer a denúncia, que levará à investigação por parte dos fiscais e, se o problema for constatado, à eventual punição.

1 facebook.comredessociais.smo.seo

Imagem: facebook.comredessociais.smo.seo

O consumidor que sempre ajuda, pagando pesados tributos, também quer ajudar, com iniciativas realmente efetivas.

Quer ver resultados efetivos!

Quer ver o governo, a indústria e os meios de comunicação fazendo esforços pelo meio ambiente.

Senão, o que deixaremos para as futuras gerações?

Uma enorme pilha de dinheiro?

Ou uma terrível pilha de lixo.

Que levará séculos para se decompor…

Poderíamos, ao menos, deixar um legado de respeito.

Veja também:

”Vamos tirar o Planeta do Sufoco”: Em São Paulo a APAS e a prefeitura ignoram decisão judicial e firmam acordo para extinguir sacolinha

 Brasil descarta 53% de garrafas PET na natureza

Sem sacola, preço do saco de lixo já começa a subir

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Eles se cadastraram para receber leite!!

“Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, integrantes da base do PSDB nas regiões leste e sul, concentrados em bairros de baixa renda, ignoravam a condição de filiados”.

Do Estadão:

SP: ‘filiados’ do PSDB desconhecem o partido

29 de janeiro de 2012

Entre os filiados tucanos aptos a votar nas prévias que definirão o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo há pessoas que sequer conhecem o partido e que dizem ter passado seus dados eleitorais a entidades das quais recebiam leite distribuído pelo governo estadual, administrado pela legenda.Até simpatizantes do PT estão na lista oficial tucana.

Tucano que não é tucano: É tudo enganação!!

Militante político é aquele que luta pelos ideais do partido.

E este é um partido grande…

Mas, será que crescer dessa maneira é saudável?

O expediente lembra atletas que, para aumentar seu rendimento, consomem substâncias proibidas.

Se eles colocam na legenda tucanos que não são tucanos, quando eles disserem que são honestos, quem vai acreditar??

Isso aí pode matar!!

Depois, não saberão a razão do partido ter morrido…

Veja também:

Até ontem para o Governo de SP, Ditadura era revolução… E criminoso? O que é??

Covardia em São Paulo: Após 14 anos de serviços prestados, policial é morta junto com o pai

Imagem: petilola.com

Quem consegue sexo mediante força é estuprador.

E quem consegue poder? É herói?

Enquanto em outros países, ditadores golpistas são tratados como são realmente (ou seja, criminosos e assassinos), por aqui tais tipos tem tratamento respeitoso.

Na Argentina (clique aqui), no Chile (clique aqui e aqui), e até mesmo na pequena Guatemala (clique aqui) ditadores são julgados e presos.

Por lá existe justiça.

Existe memória.

Há tempos o Governo do Estado de São Paulo envergonha seus cidadãos, revenciando torturadores e assassinos.

Da Folha:

Governo de SP trata golpe militar como ‘revolução’ em site oficial

27/01/2012

Em uma passagem da história da segurança pública de São Paulo, o governo estadual tratou o golpe militar de 1964 como “Revolução de Março” e afirmou que ela foi “desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart”.

A informação estava na página da Secretaria da Segurança Pública na internet até às 19h desta sexta-feira, quando foi suprimido. A Folha havia questionado a secretaria sobre o assunto pouco antes.

Empresa retira placa na USP que chama golpe de ‘revolução de 64’
Placa na USP chama golpe militar de ‘revolução de 1964’

Reprodução/Ssp.sp.gov.br

Site da Secretaria da Segurança de SP chama golpe militar de 1964 de 'Revolução de Março

Site da Secretaria da Segurança de SP chama golpe militar de 1964 de ‘Revolução de Março’

Por meio da secretaria, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que “o texto relacionado ao ano de 1964 não reflete o pensamento da Secretaria da Segurança Pública e foi retirado do site”.

“Em 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio da Silva Quadros renunciou a seu mandato. Em 31 de março de 1964 iniciou-se a Revolução, desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart. Força Pública e Guarda Civil puseram-se solidárias às autoridades e ao povo”, afirmava página que estava na seção “Institucional – Histórico” da Polícia Militar.

O termo “revolução” é usado por grupos que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.

O brasão da Polícia Militar tem 18 estrelas que representam “marcos históricos” da corporação. Uma delas refere-se ao golpe militar como “revolução”.

Cidadãos que foram torturados e mortos, são desrespeitados diariamente.

Seus familiares, amigos e compatriotas também o são.

Homens, que em outros países seriam presos, aqui são tratados por heróis.

Ou seja, a mensagem é clara: “Por aqui, o crime compensa”.

Golpistas, que tomaram um país por refém durante 20 anos, são homenageados até hoje (clique aqui, aqui e aqui).

Dão seu nome à rodovias, pontes e até mesmo à cidades.

Se eles foram os heróis, quem foram os vilões? 

Veja também:

 Secretário de Alckmin fala sobre a Cracolândia e decreta: A culpa é do PT!!

Covardia em São Paulo: Após 14 anos de serviços prestados, policial é morta junto com o pai

Imagem: Ssp.sp.gov.br

Blogueiro protesta, policial obedece.

Simples assim.

Bucha de canhão!! Ganham mal, trabalham sob forte estress.

Policiais não são reconhecidos. Ao contrário, são odiados! Odiados, por terem a incumbência de aparecer, quando o Estado falha. E, ultimamente, o Estado tem falhado demais.

Falhado e se escondido.

Eles obedecem. TEM QUE OBEDECER!

A desobediência do policial é encarada pelo Estado como falha gravíssima.

Mais que isso, desobediência é crime (clique aqui).

O policial obedece, e paga um alto preço.

Do R7:

Policial Militar é morta durante tentativa
de assalto na Grande São Paulo

Após descobrir profissão, os bandidos atiraram contra ela e o pai, que também morreu

Há tempos a população não confia polícia (clique aqui).

Há tempos o crime não respeita a polícia (clique aqui e aqui).

Há tempos os governos, um após o outro, não respeitam a polícia (clique aqui).

Utilizar a força policial contra dependentes químicos na Cracolândia, não foi bom (clique aqui).

Assim como não foi bom ver a força policial sendo usada contra estudantes (clique aqui).

Usada em reintegrações de posse, como o caso do Pinheirinho (clique aqui).

A Polícia Militar foi utilizada, até mesmo, contra a Polícia Civil (clique aqui).

Foi um episódio sem precedentes.

Naquele instante, os policiais civis protestavam.

Queriam melhores condições de trabalho.

Queriam valorização profissional.

Não foram, sequer, ouvidos.

Governos que não dialogam. Ao jogar as polícias no fogo, eles mostram toda a sua fragilidade.

Toda a sua covardia.

Os policiais, que na maioria do tempo servem a população (ou morrem tentando), não serão valorizados.

Logo virão novos policiais.

Esta moça e este pai, logo serão esquecidos.

Esta é a realidade, triste realidade.

Até quando??

Veja também:

 

“Vamos Tirar o Planeta do Sufoco”: Em São Paulo a APAS e a prefeitura ignoram decisão judicial e firmam acordo para extinguir sacolinha

 

Secretário de Alckmin fala sobre a Cracolândia e decreta: A culpa é do PT!!

 

Todos queremos “Tirar o Planeta do Sufoco”.

Mas gostaríamos de ser ouvidos.

E respeitados.

Imagem do desgoverno: Cadê a reciclagem de lixo em São Paulo

Após ver a lei proibindo sacolinhas plásticas derrubada pela justiça (clique aqui), a prefeitura de SP adotou um “plano B”.

Em parceria com a APAS (Associação Paulista de Supermercados), a prefeitura resolveu empurrar sua decisão goela abaixo do cidadão.

Afinal, em São Paulo, não importa qual o problema…

O responsável é você!!

É você o culpado pelo caos no trânsito. Afinal, para quem foi feito o rodízio estadual e municipal de veículos?

Para quem foi feita a inspeção do Controlar?

Uma administração que pouco investiu em transporte público, há tempos onera o cidadão que precisa chegar ao trabalho.

Com as sacolas plásticas, não está sendo diferente…

Da Folha:

Veto a sacolinha eleva venda de saco de lixo

27/08/2011

Cidades que proibiram ou firmaram acordos com o comércio para desestimular a distribuição de sacolas plásticas –comumente reutilizadas em lixeiras domésticas– registraram um aumento nas vendas de sacos de lixo.

Em Belo Horizonte, que aboliu as sacolas plásticas do comércio em abril deste ano, a venda de sacos de lixo cresceu 15% em média, conforme estimativa da Associação Mineira de Supermercados.

As vendas também cresceram em Jundiaí (a 58 km de São Paulo), que retirou as sacolas plásticas convencionais de circulação após um acordo entre Apas (Associação Paulista de Supermercados), comerciantes e prefeitura, em agosto do ano passado.

A associação estima que, por mês, 80 toneladas de sacolas plásticas convencionais deixaram de ser enviadas para aterros sanitários. Por outro lado, o consumo de sacos de lixo no município aumentou em 20 toneladas.

Os números causam impacto direto no bolso do consumidor. Nos supermercados, um pacote com 30 unidades de saco de lixo de 30 litros pode custar entre R$ 15 e R$ 25, a depender da marca.

Para carregar as compras, o consumidor deve usar sacolas biodegradáveis (R$ 0,19 a unidade) ou retornáveis (a partir de R$ 3).

Acha que só as vendas vão subir? Espere para ver o preço (clique aqui).

Sob o pretexto de cuidar do planeta, alguém vai ganhar bastante dinheiro…

Enquanto isso, o que faz o poder público?

Do G1:

Moradores sofrem com a falta de coleta de lixo em bairro de Jundiaí, SP

05/01/2012

Segundo moradores, os lixos ficaram espalhados pelo bairro desde o dia 28.
Um caminhão de coleta esteve no local nesta quinta-feira (05).

O município de São Paulo que oficialmente quer preservar o planeta, na verdade não investe muito nisso…

Da Veja:

Reciclagem em São Paulo é um lixo, mas há soluções

Apenas 1% das 15 000 toneladas de lixo produzidas diariamente na cidade passa pela coleta seletiva da prefeitura. Se levássemos em conta somente os detritos domiciliares que podem ser reaproveitados, esse número subiria para 7%. Muito pouco.

Quando comparado com os sistemas de coleta seletiva de capitais como Curitiba e Porto Alegre, que existem há duas décadas e atendem 100% da população, o atual programa paulistano, vigente desde 2003, é vergonhoso. “Acho lastimável que a metrópole que mais produz lixo na América do Sul não tenha políticas públicas de administração de resíduos sólidos compatíveis com o século XXI”, afirma Elisabeth Grimberg, coordenadora de ambiente urbano do Instituto Pólis, ONG que atua na área. “É inadmissível que apenas 1,5% dos 760 milhões de reais do orçamento anual da Secretaria de Serviços para o lixo seja destinado à coleta seletiva.”

O poder público em São Paulo é, sequer, capaz de fiscalizar os poucos depósitos de reciclagem que temos.

No lugar de materiais recicláveis, recebemos lixo hospitalar (clique aqui).

Do Agora São Paulo:

Lixo reciclável é desperdiçado em São Paulo

Da Folha: 

Coleta seletiva falha e lixo se acumula em diversos pontos de SP

A administração pública, que deveria proteger seu município e seu cidadão, em São Paulo protege quem?

Enquanto você é fiscalizado e punido, quem fiscaliza o poder público?

A incompetência da administração pública fica encoberta, como se estivesse sob toneladas de lixo reciclável.

Lixo que jamais será reciclado!

A menos que seja reciclado por você, cidadão.

Você paga pesadas taxas e multas.

Você trabalha pesado (isso quando consegue chegar ao trabalho).

Você conhece bem seus problemas.

E seus “governantes problema”, você conhece??

Veja também:

Lixo: foi você quem jogou?

Sem sacola, preço do saco de lixo já começa a subir

Imagem: vejasp.abril.com.br

Poderia ser pior. Ele poderia ter dito que a culpa é sua.

Parece estranho, mas a Cracolândia chegou na década de 90 (clique aqui), juntamente com a organização criminosa PCC.

Nesse período, quem chegou ao governo estadual?

Chegou e ali permanece até hoje.

A Secretaria de Segurança Pública é atribuição de quem?

Do PT?

Ao que parece, o secretário é mal informado.

Ou mal intencionado…

cracolandia Terra de ninguém, sem quase ninguém

Do Terra:

Jornal: secretário de Alckmin diz que PT ‘consolidou’ crack em SP

17/01/2012

Matéria divulgada nesta terça-feira pelo jornal Folha de S.Paulo traz a declaração dada pelo pré-candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo Andrea Matarazzo, secretário estadual de Cultura, que responsabilizou o PT pela disseminação do crack na cidade. “O governo do PT consolidou o crack na região central”, disse. “O crack foi consolidado no governo do PT e foi crescendo e crescendo.” A reportagem afirma que, em sua declaração, Matarazzo se referia indiretamente à gestão da petista Marta Suplicy na prefeitura da capital (2001-04).

A declaração foi dada pouco antes do segundo debate entre os concorrentes à chapa tucana, em uma universidade em Santo Amaro. O secretário estadual de Energia e pré-candidato, José Aníbal, também aproveitou a polêmica sobre a operação da Polícia Militar na cracolândia para criticar o governo federal. “Hoje o SUS não financia o tratamento dos dependentes químicos”, disse. Já o presidente municipal do PSDB, Júlio Semeghini, secretario estadual de Planejamento, fez um balanço da ação da PM e defendeu Alckmin.”A operação pode ter alguns desvios, mas o objetivo é único, resgatar as pessoas.”

Um problema tão complexo, precisa de uma solução estudada e conjunta.

É problema de segurança, de saúde pública. É problema de assistência social.

De fato, ter governos municipais e estaduais opositores, pode acabar engessando a adminstração pública.

Após Marta Suplicy e a partir de 2004, tivemos Serra na cidade de São Paulo. 

Serra logo saiu para, em 2006 assumir o governo do estado, deixando na prefeitura seu vice e aliado Kassab.

Chegamos em 2012 e não vimos, na questão da Cracolândia, progressos feitos pelos governos aliados.

Wálter Fanganiello Maierovitch, desembargador aposentado do Tribunal de Justiça de São Paulo e ex-titular da Secretaria Nacional Anti-Drogas é reconhecido como uma das maiores autoridades do Brasil no assunto.

Ele não culpa o PT.

Maierovitch: O pau de arara da dupla Kassab-Alckmin na Cracolândia

É inacreditável. Em tempos de Tribunal Penal Internacional e de luta sem fronteiras por respeito aos direitos humanos e contra a tortura, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o governador do estado paulista, Geraldo Alckmin, adotam, na conhecida Cracolândia, violência contra dependentes de crack. A dupla de governantes acaba de oficializar a tortura.

Quem teve tanto tempo para desenvolver políticas públicas para combater o abandono do centro velho de SP.

Para combater o abandono de uma verdadeira população de dependentes químicos.

Para combater o tráfico de drogas em São Paulo.

Quem teve tanto tempo para perder…

Culpar o PT não adianta. Não mais.

Em tempos de inclusão digital, todos podem ver quem é competente.

Quem é preparado.

Todos em São Paulo, no Brasil.

Todos no mundo inteiro.

Veja também:

Truculência e incompetência em SP: Mega operação na Cracolândia rende inúmeros casos de abuso e apreensão de apenas meio quilo de crack

Terra de ninguém, sem quase ninguém

Imagem: Reuters

Se Daniel estuprou Monique.

Ele estuprou sozinho?

Do blog TAB NA REDE:

A mídia que estupra

Quem não se lembra do filme The Accused (1988 – Jonathan Kaplan), protagonizado por Jodie Foster, que consagrou a atriz por uma interpretação notável? Filme aclamado pela crítica, impactante e polêmico em sua essência, narra a história de uma jovem, Sarah Tobias, que, após uma noite de diversão com as amigas, é estuprada por vários homens nos fundos de um bar. No desenrolar da trama, com o auxílio de uma advogada, Sarah, que no início é vista como “responsável” pela violência, consegue a condenação de seus agressores, reafirmando a tese de que, independente do flerte, da bebida, das roupas ou de qualquer outra coisa, estupro é sempre estupro. No enredo, vitoriosamente prevalece a máxima: sim significa sim e não significa não! Durante o julgamento, entretanto, outros agravantes foram mobilizados pela advogada para condenar também os cúmplices daquele terrível caso: o estupro de Sarah morbidamente contou com uma platéia entusiasmada que, aos gritos, incitava o ato de violência. A cada novo agressor, a platéia pedia “bis”.
Para quem esteve ligado nas redes sociais no último domingo (15/01/12), sabe que a lembrança do filme não é fortuita. Desde ontem, o assunto do suposto estupro sofrido por Monique em rede nacional no Big Brother Brasil não sai de nossas cabeças e nem de nossas timelines. A cena, para quem viu no pay-per-view, enoja, deprime e indigna. Uma mulher, desacordada e vulnerável, tem o seu corpo violado e invadido por alguém que, ao que tudo indica, não foi convidado. Aparentemente sem consciência e sem meios de reagir, a vítima estava entregue ao seu agressor, Daniel, em frente às câmeras, à equipe técnica e à enorme platéia do outro lado da televisão e do computador.  Aquilo que era feito nos fundos de um bar perde os seus “pudores” e se torna diversão pública e explícita na TV.
Muitas questões têm surgido desde que a cena virou polêmica nacional: Monique sabia o que estava acontecendo? Ela compartilhou as carícias de Daniel? Houve sexo? Ela se lembra do que ocorreu? A despeito dos comentários moralistas, machistas e misóginos – que me recuso a discutir, pois já estou farta de tentar argumentar com quem insiste na imbecilidade – outro fato me chamou a atenção: o papel da platéia nesse “show de horrores”. Quem estava presenciando a tudo e nada fez? A responsabilidade do ato, além de Daniel, se ficar comprovado o estupro, deve ser estendida a quem mais? Assim como os espectadores do estupro no filme The accused, qual o papel da maior emissora de TV do país no caso?
Nas cenas do dia seguinte, Monique dava indícios de que não sabia exatamente o que havia ocorrido na noite anterior. Intrigada, após ter sido chamada no confessionário, pergunta à Daniel o que, de fato, acontecera naquela noite. O brother nega o sexo, dizendo que foram apenas beijos e umas passadas de mão, e claramente se esquiva do assunto.
Monique, confinada em um reality show, sem contato com o mundo exterior, não sabe que o Brasil discute seu suposto estupro. Possivelmente violentada enquanto dormia, ela é também “violentada” pela produção do programa, quando esta se nega a informá-la exatamente sobre que está ocorrendo. Omissão grave, já que esta era a equipe a quem a participante confiou sua segurança, ao aceitar participar do programa, um ambiente teoricamente controlado e protegido por regras e parâmetros de bom senso, garantidores, ao menos, da integridade física dos jogadores. Entretanto, a produção se abstém de dizer o que de fato está acontecendo e deixa Monique, mais uma vez, à mercê de seu eventual algoz. Embora ela tenha direito à verdade, ela continua indefesa na escuridão, como a do quarto em que estava na noite de sábado, permanecendo também na insegurança das camas compartilhadas do programa. Daniel, já anteriormente acusado de ter se aproveitado de Mayara, segue ileso pelos corredores da casa e sequer é questionado pelos responsáveis do reality show. Monique parece ser vítima duas vezes.
Independente da posterior averiguação do caso e da condenação ou não de Daniel, existe um cúmplice a quem não se pode negar a culpa: a Rede Globo de Televisão. A emissora, na madrugada do domingo, reconheceu as evidências de um possível crime (no plantão de notícias do pay-per-view os responsáveis pelo programa escreveram que estava “rolando um clima”, mas que a “loira não se mexia”), se utilizou dessas evidências para alavancar o seu ibope, incitando os telespectadores a continuarem a assistir às cenas, mas, em momento algum, tentou (ou desejou) interromper o ato. No dia seguinte, diante da polêmica e dessas evidências, se absteve, ainda, de revelar à Monique o que ocorrera, negando assim o direito essencial da participante de decidir se devia prestar queixa à polícia ou não.  Os produtores, cúmplices da suposta violência, ao esconderem as cenas de Monique, negaram-lhe, entre outras coisas, o direito de realizar o exame de corpo de delito, instrumento fundamental na comprovação da agressão. E quem se responsabilizará por isso?
O histórico de barbaridades no BBB já não é novo, mas quais serão os limites do programa após um suposto estupro em cadeia nacional? Como será interpretada pelas autoridades públicas e pelos telespectadores a omissão da Globo diante do caso?  A emissora, de forma tirânica e desleal, seguiu com o espetáculo, reduzindo o episódio, através de seu fiel porta-voz, Pedro Bial, a “muito amor”. Através de uma edição impregnada de machismo e, por que não, de moralismos arcaicos, deixou Monique à mercê da situação e sequer prestou contas ao público, que ainda debate intensamente nas redes sociais a saída/punição de Daniel. Como uma concessão pública, que serviços à comunidade são prestados por essa emissora de TV? Qual a responsabilidade social da Rede Globo com seus telespectadores? Ou ainda a pergunta que nos atormenta a cada dia: o que tem sido e para quê tem servido a grande mídia no Brasil?
Nesse sentido, a pressão e as críticas dos brasileiros e telespectadores é cada vez mais fundamental na mobilização de forças não somente para a solução desse caso, mas também na construção de uma nova mídia.

Boninho afirmou, além de não haver estupro, ser a denúncia fruto de racismo (clique aqui).

Mas Daniel foi expulso do BBB 12.

Foi expulso por “grave comportamento inadequado”, porém a emissora não informou o comportamento (clique aqui).

Não esclareceu seu telespectador sobre o comportamento “grave”.

Estranhamente, após a expulsão, ninguém fez qualquer comentário…

Ao que parece, Daniel não existiu.

Algumas perguntas permanecem.

Se houve crime, a atração deve continuar?

Após ver o asqueroso video, Monique prestará queixa?

Manter a vítima em confinamento não prejudica o andamento das investigações?

E as pressões a que esta moça agora está submetida?

Muitos interesses comerciais. Muito dinheiro.

A imagem de um programa, de uma emissora…

O Ministério Público vai entrar no caso (clique aqui).

E a vítima continua na casa. O locar do suposto crime.

Ela deve continuar? É saudável que continue?

E esse tipo de atração? Será que,realmente, precisamos ver?

Veja também:

O cidadão brasileiro e a TV: Escravidão ou ignorância?

BBB: Hoje um “suposto” estupro… E amanhã? O que “supostamente” pode acontecer??

A Globo, que funciona devido a uma concessão pública, há tempos nada faz por seu público.

Até aí, qual emissora da TV aberta, acrescenta algo na vida das pessoas?

Porém falar, como todo o dia de hoje (15) se falou sobre a moça que foi ou não estuprada foi um pouco demais (clique aqui).

Nem ela sabe se foi… (clique aqui)

Ela não sabe, mas o diretor sabe (clique aqui).

É lógico que não foi!!!

Já pensaram nos danos causados por um estupro dentro da casa e, mostrado pelo pay-per-view?

O video, retirado do You Tube por solicitação da emissora (clique aqui) mostra o rapaz Daniel na cama com Monique, que parece desacordada, fazendo movimentos que dariam a entender que estavam fazendo sexo.

Mas o diretor decidiu que não aconteceu nada. Ponto!

Ele estava embaixo do edredon?

A moça, em dado momento, afirmou não se lembrar do ocorrido.

E quem assiste ao programa? Esse é o tipo de mensagem que a emissora quer passar?

O que ocorreu diante das câmeras e chegou a uma infinidade de casas, poderia ter ocorrido em uma festa qualquer.

Em quantas festas não ocorre coisa até pior?

Não estou aqui, afirmando ter sido a moça estuprada.

O fato é que ela estava bêbada.

A ponto de não ter lembranças.

Essa mensagem, que a Globo acabou passando ao seu telespectador é bastante perigosa.

Hoje aconteceu isso… E amanhã?

Amanhã, se sua filha for com amigos à uma festa e beber demais…

Dançou!

Esse é o tipo de cultura que queremos em nosso futuro?

Por muito menos vimos o Gugu Liberato sendo punido pela justiça (clique aqui e aqui).

Nos programas do Gugu as mulheres estavam, ao menos, conscientes…

Veja também:

BBB: Câmeras da casa tiram o foco de Monique e Daniel

O cidadão brasileiro e a TV: Escravidão ou ignorância?

Imagem: caosemplumas.blogspot.com

Quando se tem um processo de paz emperrado, todos acabam pagando.

Agora parece que chegou a vez do bolso pagar…

Desde informações governamentais até mesmo informações pessoais de cartões de crédito.

Nada é perdoado. 

Da Folha:

Hamas incentiva hackers a declararem guerra eletrônica contra Israel

15/01/2012

O movimento islâmico palestino Hamas pediu neste domingo aos hackers que aumentem seus ataques a sites oficiais, comerciais e financeiros de Israel, afirmou um porta-voz da organização em Gaza.

“O Hamas parabeniza as operações para invadir sites israelenses”, disse neste domingo em comunicado o porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri.

Os atos de pirataria eletrônica, que se multiplicaram recentemente, “são a abertura de um novo campo de resistência à ocupação e o início de uma guerra virtual contra Israel”, afirmou.

Zuhri pediu “aos povos palestino e árabe para continuarem com a guerra eletrônica e buscarem formas de estimulá-la e desenvolvê-la”.

Desde o início do ano, ocorreram diversos ataques de hackers a sites de Israel, que se viu obrigado a reforçar as unidades do exército destinadas a prevenir a pirataria eletrônica.

No mês passado, as Forças de Defesa de Israel recrutaram cerca de 300 jovens para aumentar a segurança na rede.

O ataque mais grave ocorrido recentemente aconteceu no começo do ano, quando um grupo de piratas virtuais da Arábia Saudita, que se autodenomina Group-XP, assumiu o roubo e a divulgação dos dados de milhares de cartões de crédito israelenses.

As informações incluíam os números dos cartões, seus códigos de segurança, endereços pessoais, nomes, números de telefones e da carteira de identidade de seus proprietários, e foram roubadas de uma base de dados de clientes do site israelense de esportes http://www.one.co.il.

Após a divulgação da informação, o Banco de Israel pediu à população que esteja atenta ao uso dos cartões e que os cancele caso suspeitem que possam estar sendo usados por outras pessoas.

Pouco depois, o site do vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, Dani Ayalon, foi atacado. O dirigente chamou o ato de “ataque terrorista” e advertiu que seu país “responderá com força aos hackers que ameaçarem a soberania israelense”.

Responder “com força” conduz à paz? (clique aqui).

A experiência mostra, ano após ano, que não conduz.

Paz é poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir.

Sem sobressaltos.

É poder levar os filhos à escola, sem a preocupação de ver a escola bombardeada.

Há anos vemos a “força” levando miséria e morte (clique aqui).

Levando ao verdadeiro terror.

A “força” é a maior arma do burro.

Ele também é forte…

Veja também:

Israel: O terrorismo de Estado e as vítimas da fome em Gaza

Novo relatório da ONU destaca crise humanitária desencadeada pelo bloqueio em Gaza

Imagem: painelinternacional.com

Teríamos um suicídio em massa…

Ninguém é favorável ao suicídio.

Mesmo porque, suicídio não é necessário.

Com nossa saúde e segurança pública, a morte é corriqueira…

Do Terra:

Itália: casal se suicida por causa da “crueldade dos políticos”

12/01/2012

“Vocês lerão nos jornais com quanta dignidade sabem morrer dois cidadãos cansados da hipocrisia e da crueldade dos políticos”, escreveu um casal italiano em carta publicada pela revista Oggi antes de se suicidar no domingo passado em Bari, no sul de Itália. Salvatore De Salvo, comerciante de 64 anos e desempregado há sete, e sua mulher, Antonia Azzolini, de 69, relataram suas dificuldades e seus múltiplos pedidos de ajuda às instituições italianas em entrevista a uma televisão local, que está disponível no Youtube desde março de 2010.

Sem trabalho e após perder sua casa, desiludido pelas promessas dos políticos, o casal tentou suicidar-se sem sucesso, como explicam no vídeo, e foi internado em um asilo, “uma ratoeira com uma umidade infernal”, como definiu De Salvo. No final do vídeo, Antonia lamenta entre lágrimas: “Quero fazer qualquer coisa que me dê a possibilidade de sair deste lugar infernal, ter uma casa, cozinhar para meu marido, ter uma vida”.

O casal havia enviado várias cartas a Oggi nas quais explicava sua situação desesperada e pedia a intervenção do então primeiro-ministro Silvio Berlusconi, não sem antes apelar ao presidente da região de Apúlia, Nichi Vendola, e ao prefeito de Bari, Michele Emiliano. Quando a Prefeitura de Bari decidiu transferi-los ao asilo e colocá-los em quartos separados, o casal explicou que “para nós dois que vivemos 45 anos sempre juntos significaria ir de mal a pior. Assim é melhor morrer”.

Desespero não tem pátria.

Idosos, que trabalharam por toda a vida, agora são abandonados.

No Brasil, a desesperança em relação à classe política já é tradicional.

Nós, que pagamos tantos impostos, taxas e pedágios, não temos amparo de nossas autoridades.

Políticos que aprovam leis absurdas (clique aqui), em benefício próprio (clique aqui,aqui e aqui).

Políticos que não dão a mínima para o cidadão.

Pessoas sem educação (clique aqui), sem saneamento básico (clique aqui), sem transporte (clique aqui), sem habitação (clique aqui).

Pessoas sem dignidade.

São cidadãos!!

São seres humanos!!

Merecem atenção. E não só no dia das eleições…

Veja também:

Truculência e incompetência em SP: Mega operação na Cracolândia rende inúmeros casos de abuso e apreensão de apenas meio quilo de crack

São Paulo: A “indústria das multas” chega à calçada. Enquanto isso, a Democracia vai para o buraco…

O mesmo governo. A mesma história…

A história de dor e descaso no centro de São Paulo é antiga.

Pessoas sendo mortas diariamente.

Dolorosamente.

Há tempos, somos obrigados a ver o crime sendo cometido abertamente.

O tráfico ocorre, de forma ostensiva, já fazendo parte do cotidiano.

A Cracolândia já mudou de endereço (clique aqui).

Autoridades já a declararam extinta.

”Não existe mais a velha cracolândia deteriorada, a serviço da droga, a serviço do crime. Cada vez mais essa é uma página virada na história de São Paulo”, afirmou o prefeito Gilberto Kassab em outubro de 2007.

O tempo passou, Kassab foi reeleito (está aí desde 2004, quando chegou junto com Serra).

Já a segurança pública, está nas mãos do PSDB desde 1994, quando chegaram com Covas ao governo estadual.

Eles, que em tanto tempo pouco fizeram, agora fazem o quê?

Filme de terror: Ano após ano, verdadeiros "zumbis" vagam pelas ruas (vítimas do crack e do abandono)

Do UOL:

Em sete dias, operação prende 51 e apreende apenas meio quilo de crack em São Paulo

10/01/2012

Da Agência Brasil:

Defensoria Pública de São Paulo já coletou 32 denúncias de abuso em operação policial na cracolândia

11/01/2012

Do G1:

Juiz diz que ação na Cracolândia fez criação de posto voltar à estaca zero

11/01/2012

O desembargador Antonio Carlos Malheiros afirmou na tarde desta quarta-feira (11), na Câmara Municipal de São Paulo, que a ação policial na Cracolândia e a dispersão dos usuários de crack fizeram voltar à estaca zero o trabalho feito há cinco meses pela área de Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) de criação de um posto móvel para julgar com maior rapidez ações de internação compulsória.

O trabalho de combate ao tráfico é realizado com ações de inteligência policial.

Os grandes fornecedores devem ser identificados e detidos.

Uma ação rápida, além de ser política e oportunista, pune somente usuários e pequenos traficantes (que, geralmente, também são usuários).

O dependente precisa de amparo para superar suas crises (clique aqui e aqui).

A polícia deve trabalhar em conjunto com a assistência social.

Isso leva tempo e investimento.

Tempo, nossos governantes tiveram de sobra.

E investimento? Com mais de 31% do PIB do país (clique aqui), São Paulo não dá assistência adequada, mas não por falta de dinheiro…

Até quando veremos a incompetência e a truculência governando?

Até quando a Cracolândia fará parte do cotidiano em São Paulo?

Veja também:

Favela do Moinho: Falha em implosão custou R$ 3,5 milhões. E Kassab acha que foi um sucesso…

São Paulo: A “indústria das multas” chega à calçada. Enquanto isso, a Democracia vai para o buraco…

Imagem: missaonolar.blogspot.com

Em São Paulo, se houvesse Democracia, governante incompetente seria punido.

Porém na democracia de São Paulo, apenas o cidadão é punido.

Ele, que paga impostos abusivos e salários imorais.

Se houvesse justiça, veríamos a prefeitura multada em razão dos incontáveis buracos nas ruas?

Porém, o que vemos?

Justiça?

Ou uma piada…

Do METRÔ NEWS:

10/01/12

Calçada irregular rende multa de R$ 6 mil

A nova lei sobre calçadas, sancionada no último sábado e em vigor desde ontem, tem como principal mudança na regulamentação do passeio público o valor da multa por descumprimento da legislação. De acordo com o secretário de coordenação das Subprefeituras Ronaldo Camargo, uma calçada com um ponto danificado, mas com 20 metros de extensão, terá multa de R$ 6 mil. Estão na mira da fiscalização calçadas escorregadias, esburacadas, com obstáculos ou qualquer outro sinal de irregularidades.

Com a alteração, a multa que antes variava entre R$ 102,02 e R$ 510,01 por área danificada, passa a ser calculada baseada na extensão total da calçada, passa a ser de R$ 300 por metro linear.

Multiplicação de buracos nas ruas: Quem dá exemplo tem direito de cobrar... Kassab tem esse direito??

Se a lei é para TODOS, por que não cobrar da prefeitura R$ 300 por metro linear das ruas esburacadas??

Enquanto isso, exemplos de abandono de São Paulo, são abundantes… (clique aqui, aqui e aqui).

Os buracos estão aí, há tempos.

O descaso também.

Do Estadão:

SP congela metade da verba de tapa-buraco

Fev 2010

Kassab promete recapear a cidade, mas retém R$ 120 milhões da área

Cidade tem em média um buraco a cada 400 metros; no horário de pico, motorista encontra com um a cada minuto rodado

Há muito tempo o cidadão está abandonado.

As ruas estão abandonadas.

Para que exista educação, o exemplo deve vir de cima.

E qual exemplo a prefeitura de São Paulo dá para seu cidadão??

Manda quem pode?

Este é o exemplo da covardia…

Veja também:

A internet móvel e o fracasso da privatização da telefonia no Brasil

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Imagem: kaourbano.blogspot.com