Talvez tenha ficado cega…

Ele foi tão condenado, que já teve seus bens boqueados.

Veja:

Do Terra:

SP: Justiça bloqueia bens de Paulo Ribeiro, cunhado de Alckmin

18 de novembro de 2011

A Justiça Federal decretou o “imediato bloqueio” dos bens do empresário Paulo César Ribeiro, o Paulão, por suposto envolvimento em cartel para fraudes no fornecimento de merenda escolar e financiamento ilícito de campanha eleitoral no município de Pindamonhangaba (SP). Paulão é cunhado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). A medida que torna indisponíveis seus bens foi tomada em caráter liminar pela juíza Carla Cristina Fonseca Jório, da 1ª Vara Federal de Taubaté (SP). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

“O requerido (Paulo Ribeiro), segundo as provas existentes, foi lobista e intermediou a doação do Grupo SP Alimentação a campanha do prefeito João Antônio Salgado Ribeiro”, afirmou a juíza no despacho. “Consta, também, que ele recebia propina da empresa Verdurama.” A Verdurama Comércio Atacadista de Alimentos recebeu R$ 29,34 milhões da gestão João Ribeiro (PPS) no período 2006/2010. O Ministério Público Estadual constatou que o contrato foi aditado quatro vezes, expediente que permitiu a prorrogação sucessiva do negócio, com elevação dos preços do cardápio servido a 22.119 alunos. A juíza também ordenou o bloqueio de bens do prefeito. “Verifico que ele deixou de tomar medidas concretas para punir os supostos envolvidos nas denúncias que chegaram ao seu conhecimento antes das eleições de 2008”, acrescentou a juíza. Carla ponderou que a Lei de Improbidade prevê o embargo sobre bens que assegurem integral ressarcimento do dano ou sobre o acréscimo patrimonial resultante de enriquecimento ilícito.

A investigação sobre o irmão de Lu Alckmin não é de hoje.

Da Folha:

Polícia faz busca em casa de cunhado de Alckmin

28/12/2010

O Ministério Público Estadual investiga há mais de dois anos esquemas de fraude envolvendo empresas de merenda escolar em ao menos 35 prefeituras espalhadas pelo país.

A Promotoria diz que servidores receberam cerca de R$ 280 milhões em propinas, que seriam pagas com verba pública desviada.

Entre os municípios investigados está a capital paulista. O suposto esquema da merenda em São Paulo, segundo promotores, começou em 2001 e envolveu ao menos seis empresas terceirizadas, que forneciam alimentação para escolas municipais.

Elas seriam beneficiadas em licitações, segundo a Promotoria. Oficialmente, sempre negaram tudo. O Ministério Publico já divulgou que, em troca dos contratos, as empresas pagavam aos servidores de 5% a 15% dos valores recebidos.

Isso não é (e nem será) capa da Veja, não será usado como arma política.

A Veja, entre outras empresas da grande mídia, foi implacável com o governo Lula (clique aqui).

Governo que foi acusado de mensaleiro, mesmo sem provas (clique aqui).

Agora vemos a uma velha história reeditada.

Vemos ministros derrubados em série.

Derrubados mesmo sem a existência de provas concretas (clique aqui).

Vemos também que a mídia não é imparcial.

Sua isenção não passa de mera aparência.

Na verdade, eles não são diferentes de nossa classe política.

Veja também:

Orlando Silva: Cruxificado pela Veja… Mas, e as provas??

Não é só o cidadão: Árvores são maltratadas em São Paulo

Imagem: ipiauonline.com.br

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