É a linguiça comendo o cachorro…

O que está sendo mostrado pela ISTOÉ  já ocorre, há tempos, na polícia de SP. 

A matéria abaixo é de julho de 2010.

Vigilante particular fará segurança em delegacias – Seccional de Campinas fechou contrato com empresa de segurança privada para vigiar unidades policiais 

Segundo o delegado seccional José Carneiro de Campos Olim Neto, serão 400 equipamentos distribuídos entre as 38 unidades policiais de Campinas, Indaiatuba, Valinhos, Vinhedo e Paulínia. A ideia, de acordo com ele, é preservar os bens que ficam dentro das delegacias. ‘Trata-se da segurança de patrimônio público, bens públicos que necessitam de segurança’, disse.

Neto explica que, pelo serviço, a Secretaria de Segurança deve desembolsar uma mensalidade à empresa Carvalho Tecnologia em Segurança, que cuidará da implantação e do monitoramento do sistema. O valor não foi revelado pelo delegado, que explicou que houve processo de licitação para escolha da firma que assumiria a função.

O delegado não teme que a medida, que teve início com o seccional antecessor a ele, manche a reputação da Polícia Civil perante a população. Para ele, a contratação de empresas de segurança privada é uma tendência atual em casas e comércio e não há problemas em ser utilizada também pela polícia.

Em Campinas, um dos casos mais marcantes que expôs a vulnerabilidade da polícia civil foi quando, em fevereiro de 1999, 340 Kg de cocaína desapareceram do Instituto Médico Legal (IML) do município. A droga havia sido apreendida em Indaiatuba.

Fonte Conversa Afiada.

Quem é responsável por dar SEGURANÇA PÚBLICA à população, contrata uma empresa de SEGURANÇA PARTICULAR…

A matéria acima, serve para ilustrar, a declaração de incompetência dada pelo estado de SP. A própria autoridade policial compara a delegacia com o imóvel de um cidadão comum (sujeito a roubos, furtos ou atos de vandalismo).

O fato, apontado pela ISTOÉ, de termos nossas fronteiras guardadas por pessoas sem qualificação, é gravíssimo, mas não é único. 

Passou o prazo de nossos governos tratarem de nossa segurança com respeito e seriedade.

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