CONTINUAÇÃO DE
http://tonigumauskas.wordpress.com/2010/05/08/p36-ato-terrorista-ou-simplesmente-cagada-part-01/
E
edição 1693 de 28/03/2001
Deu na Veja
http://veja.abril.com.br/280301/p_052.html
Sepultados no fundo do mar
A Petrobras mergulha em suspeitas
de negligência na tragédia da P-36
| Resgate impossível Das onze famílias que perderam parentes na explosão da P-36, apenas duas puderam enterrar seus mortos. As outras nove tiveram de se conformar com o sobrevôo da área onde a plataforma afundou. A Petrobras considera impossível recuperar os corpos que estão submersos, devido à grande profundidade e ao tempo que já se passou desde o acidente. |
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| Laerson Antônio dos Santos, 40 anos, casado, três filhos, operador | Luciano Cardoso Souza, 46, casado, quatro filhos, operador | Mário Sérgio Matheus, 40, casado, três filhos, técnico de segurança | Geraldo Magela Gonçalves, 41, casado, dois filhos, técnico de segurança | Adilson Almeida de Oliveira, 33, casado, sem filhos, operador |
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Poucas vezes o país assistiu ao vivo a imagens tão dramáticas quanto a do afundamento da maior plataforma de petróleo do mundo. Na terça-feira passada, terminaram as esperanças de salvar a P-36. Ela foi a pique carregando, presos às suas ferragens, os corpos estraçalhados de nove dos onze petroleiros que morreram ao tentar controlar o fogo. Parecia impossível dar dimensão ainda mais trágica ao caso. Mas na última quinta-feira, uma semana depois do acidente de Macaé, a história ganhou novo rumo com a divulgação de uma surpreendente informação que pode ser o elo que faltava para explicar o desastre. Nos três dias que antecederam as explosões da madrugada do dia 15, três boletins enviados pelo comando da P-36 à base de operação em terra avisavam sobre a ocorrência de problemas no sistema de ventilação da plataforma. A causa provável seria o entupimento do abafador de chamas. O equipamento, alertavam os informes, teria de ser substituído. Isso exigiria uma parada na produção, pois estava ele muito próximo dos queimadores de gás da torre. Menos de 24 horas após o derradeiro aviso, a monumental construção sofreu a explosão e adernou, afundando completamente cinco dias mais tarde.
A descoberta desses boletins pode evidenciar não só as causas do acidente. Pode também expor o que parece ser um sinal de descontrole da direção da Petrobras sobre a empresa. Na última quinta-feira, o presidente da estatal, Henri Philippe Reichstul, foi apanhado de surpresa pela notícia. Na verdade, ela só veio à tona porque a Federação Única dos Petroleiros (FUP) entrou em contato com um diretor da Petrobras informando que não estava conseguindo obter cópias dos boletins diários de operação expedidos antes da explosão da P-36. A FUP reclamava ainda que o sistema on-line das operações da plataforma estava fora do ar. Alertava, porém, para a existência de cópias extra-oficiais dos boletins circulando entre a categoria. A informação foi repassada ao diretor de produção e exploração da Petrobras, José Coutinho Barbosa, que prontamente entrou em contato com Carlos Bellot, gerente-geral da estatal na Bacia de Campos. Bellot confirmou que havia tirado o sistema do ar para preservar as informações.
A Petrobras fez então o que já deveria ter sido feito logo no primeiro dia do acidente. Convocou os gerentes da plataforma no mar e em terra para explicar o que havia acontecido nos dias que antecederam o desastre. Mas já era tarde. O constrangimento estava criado. Como era possível a direção da Petrobras desconhecer a informação de que problemas técnicos na P-36 iriam interromper a produção de 80.000 barris de petróleo por dia? É certo que o boletim não bancava ser necessário parar imediatamente, e sim só quando o abafador fosse trocado, o que parece significar que os controladores da operação não viam risco aos petroleiros embarcados. É certo também que, em caso de perigo, o gerente da plataforma tem autonomia para sustar a produção. O que não faz sentido é uma informação de tal calibre, que fatalmente traria prejuízos à empresa e ao país e que pode ter resultado na morte de onze pessoas, encalhar no terceiro escalão da companhia.
Panela de pressão – Nos dias 12 e 13 – portanto, poucos dias antes da tragédia –, o petroleiro Hélio Galvão chamou a atenção para um problema de “pressurização no vent da plataforma”. Em linguagem leiga, isso significa que estava ocorrendo um aumento da pressão interna nos vasos de uma das colunas de sustentação da plataforma. Ou seja, aumento de pressão num setor por onde passam gases. No dia 14, véspera das explosões, o supervisor Paulo Vianna alertava para a mesma situação. O problema da plataforma seria semelhante ao de uma panela de pressão com defeito na válvula – no caso, o abafador de chamas, o tal equipamento que teria de ser trocado. Sem ter por onde expelir vapor, a panela explodiria. É o que parece ter acontecido com a P-36, embora até a noite de sexta-feira não tivesse sido concluído o laudo sobre o acidente.
OS HOMENS,RESPONSÁVEIS POR FATO DE TAMANHA GRAVIDADE,HOJE APARECEM COMO CRÍTICOS DO ATUAL GOVERNO.
ELES ATÉ,PASMEM,SE COLOCAM COMO ALTERNATIVA…COMO SE O BRASILEIRO NÃO TIVESSE NENHUMA.
FINALIZANDO,O PAÍS FOI LESADO.E NÃO SÓ FINANCEIRAMENTE.
PETROLEIROS FORAM DEMITIDOS E,PARA REDUZIR CUSTOS,FORAM CONTRATADOS TERCEIRIZADOS.
PETROLEIROS FORAM MORTOS.MORTOS PELA OMISSÃO E PELA INCOMPETÊNCIA.
AGORA ELES VOLTAM E DIZEM QUE O BRASIL QUER MAIS.
CABE AO BRASIL RESPONDER…












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