Sustentabilidade.
Será que o consumidor é o grande vilão?
E quem, durante anos, ganhou dinheiro produzindo embalagens que agridem o meio ambiente?
Pouco se tem feito, na esfera pública, em defesa da natureza.
Será que, em meio à tanta fumaça, veremos algo de bom?
Da Revista Globo Rural:
Projeto quer proibir uso de garrafas PET
15/05/2011
Proposta condiciona o uso do material a um estudo prévio de impacto ambiental e necessidade de licença do Ibama
por Agência Câmara

Ameaça ao meio-ambiente:
garrafas PET demoram até 800 anos para desaparecer da natureza
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 418/11, do deputado Eli Correa Filho (DEM-SP), que proíbe a venda de refrigerantes e bebidas alcoólicas em garrafas plásticas conhecidas como PET, sem estudo prévio de impacto ambiental, licença do Ibama e registro no Ministério da Agricultura.
PET é um polímero que possui propriedades termoplásticas, isto é, pode ser reprocessado diversas vezes. Quando aquecidos a temperaturas adequadas, esses plásticos amolecem, fundem e podem ser moldados de novo. Essas garrafas podem permanecer na natureza por até 800 anos.
Ameaça ambiental
O autor argumenta que o grande número dessas garrafas em circulação tem representado uma ameaça ao meio ambiente porque não são facilmente degradáveis e se acumulam nas ruas, causando alagamentos durante o período de chuvas.
Segundo o parlamentar, cada vez mais, a indústria tem substituído as latas por garrafas pet nas embalagens de bebidas. Essa medida, segundo ele, reduz os custos de produção, mas provoca problemas ambientais muitos graves. O objetivo da medida do parlamentar é estabelecer regras de responsabilidade ambiental para o uso desse tipo de embalagem.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Leia a íntegra da proposta clicando aqui .
Aprovado por unanimidade o parecer na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio (CDEIC ), agora segue para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS ), depois para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC ) …
Ou seja, vai demorar.
A proposta é boa, mas não basta.
Enquanto a indústria ganha dinheiro e o poder público não dá a devida atenção ao meio ambiente, a maior parte do trabalho fica para a sociedade civil.
O reaproveitamento de óleos vegetais e o reaproveitamento das garrafas PET entre outros, não fazem parte do cotidiano da maioria das pessoas.
Não aparecem na TV. Não são incampadas pelo Estado.
O Estado, quando aparece, surge de forma truculenta.
E o consumidor? Ele vai continuar pagando o pato?
E a conta.
Da Jovem Pan On Line:
Procon quer garantir oferta gratuita de sacolas
30/01/12
Sem sacolinhas plásticas, consumidores sofrem nos supermercados de São Paulo
Com a norma que determina a retirada das sacolinhas plásticas dos supermercados paulistas completando cinco primeiros dias, muitos consumidores sofrem, ou porque desconhecem o acordo entre a associação de classe e o Procon, ou pelo esquecimento: sem levar outras sacolas ou caixas de papelão, ficam à mercê dos lojistas, que cobram R$ 0,19 por unidade das embalagens feitas a partir do milho, que são biodegradáveis.
Isso vai acabar, garante Renata Perobelli: após constatar o problema, o Procon decidiu multar os supermercados que não oferecerem alguma alternativa de sacolinha gratuita durante todo o dia. Paulo Arthur Góes, diretor-executivo da entidade, confirmou após os problemas do final de semana que, caso sinta-se lesado, o consumidor deve fazer a denúncia, que levará à investigação por parte dos fiscais e, se o problema for constatado, à eventual punição.

Imagem: facebook.comredessociais.smo.seo
O consumidor que sempre ajuda, pagando pesados tributos, também quer ajudar, com iniciativas realmente efetivas.
Quer ver resultados efetivos!
Quer ver o governo, a indústria e os meios de comunicação fazendo esforços pelo meio ambiente.
Senão, o que deixaremos para as futuras gerações?
Uma enorme pilha de dinheiro?
Ou uma terrível pilha de lixo.
Que levará séculos para se decompor…
Poderíamos, ao menos, deixar um legado de respeito.
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