Os livros são comprados pelo Ministério da Educação e distribuídos pelo governo do estado de São Paulo.
E não custaram pouco (clique aqui).
Saber que os livros, comprados com seu dinheiro, ao invés de estarem em sala de aula, são simplesmente descartados…
Isso não te soa como ofensa??
Mais que a perda material, descartar livros novos é tirar oportunidades.
Não somente do aluno.
É tirar oportunidades de sua cidade.
De seu estado…
De seu país.
Afinal, um povo sem educação, é um povo manipulável.
E quem ganha com isto?

Em alguns lugares de SP, educação não parece assunto sério…
Da Band:
7 de março de 2012
SP: livros didáticos são jogados em estrada
Foram encontrados materiais para ensino fundamental, médio e EJA, além de carimbos de escolas da cidade
Uma grande quantidade de livros didáticos do Ministério da Educação foram jogados na Estrada do Cajuru, zona leste de São José dos Campos.
Quase todos os livros abandonados, alguns novos e outros usados, eram para os ensinos médio e fundamental.
Da Band:
13 de março de 2012
Livros novos são encontrados em ferro-velho
O material didático ainda estava embalado quando chegou ao local
Cerca de 400 quilos de livros didáticos comprados pelo Ministério da Educação e distribuídos pelo governo do estado de São Paulo foram encontrados em um ferro-velho, na periferia da capital paulista.
De acordo com o dono do local, Dinei Francisco de Lima, os livros foram trazidos por um carroceiro, que recebeu o material oriundo da escola estadual Luiz Sérgio Claudino dos Santos, localizada na zona norte da cidade.
“Deu quase 420 quilos de livro”, disse o dono do ferro-velho, que estranhou a quantidade de materiais didáticos novos e doados a um carroceiro. “Eu ainda falei para ele: ‘veja direito com a diretora para ver se não vai dar problema com estes livros’. Mas o rapaz disse que ela os estava doando”, completou Dinei.
Os livros fazem parte do Programa Nacional do Livro Didático, edição 2012, e foram comprados com dinheiro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Parte deles estava ainda fechada dentro dos pacotes e com o nome e o endereço da escola que deveria utilizá-los.
O inspetor de alunos Adriano Valério, funcionário da escola localizada na Vila Brasilândia, deixou claro que os livros doados já haviam sido usados por alunos. “Os livros são de dez anos atrás. Todos são velhos, não tinha mais como usá-los”, explicou.
Já Maria Marta Januário da Silva, diretora da escola, acredita que o fato tenha sido somente um mal-entendido. “Foi engano. Estão fazendo um alarde desnecessário”, encerrou.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Educação de São Paulo condenou o descarte dos livros e determinou que uma apuração seja realizada. Veja a nota na íntegra:
“A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo repudia o desperdício de livros escolares que são destinados às escolas estaduais do Estado. Ao tomar conhecimento da denúncia, a Pasta imediatamente instaurou uma apuração preliminar. Se for constatada alguma irregularidade os responsáveis serão punidos.”
Alguns governos, que já tratam mal o professor, também maltratam os livros.
ISSO É EXEMPLO DE EDUCAÇÃO??
As instituições de ensino, que deveriam ser exemplo de educação e conduta, não podem se prestar a esse tipo de coisa.
Queremos, no futuro, ver nossas crianças se tornando profissionais de respeito.
Professores, médicos, cientistas…
Ou queremos vê-los como bandidos?
Para se formar um bandido, não precisa muita educação.
É preciso uma boa dose de desrespeito e abandono.
Esperamos que São Paulo não tome este caminho…
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Imagem: band.com.br