Em primeiro lugar, a menina de 3 anos foi morta próxima da areia, o que caracteriza homicídio doloso.
Afinal, ao chegar próximo à praia com o jet sky, o infrator assumiu o risco de atingir um inocente.
Ele (é lógico!) por ser menor de idade, não terá responsabilidade penal pelo crime.
Grazielly, 3, morta por um jet sky pilotado por garoto que fugiu de helicóptero
Foto: Arquivo Pessoal
GRAZIELLY LAMES, UMA MENINA DE 3 ANOS, FAZIA UM CASTELINHO NA AREIA, QUANDO FOI ATINGIDA POR UM JET SKI DESGOVERNADO, PILOTADO POR UM ADOLESCENTE, EM BERTIOGA, LITORAL NORTE DE SÃO PAULO; NA CONFUSÃO, O ADOLESCENTE QUE MATOU A GAROTA NÃO PRESTOU SOCORRO; FUGIU NO HELICÓPTERO DO PAI
20 de Fevereiro de 2012
247 - Eis uma tragédia tipicamente brasileira, que combina irresponsabilidade, omissão e impunidade. Grazielly Lames, uma linda garotinha de 3 anos, visitava Bertioga pela primeira vez e conhecia o mar. Brincava na areia, fazendo castelinhos, quando foi atingida na cabeça por um jet ski desgovernado, que era pilotado por adolescente, numa das áreas nobres do litoral norte de São Paulo. Grazielly não resistiu. Morreu na hora.
O adolescente, que não podia pilotar um jet ski, fugiu na hora. E antes mesmo que fosse ouvido pela polícia, deixava o litoral num helicóptero, acompanhado do pai. Ou seja: não foi possível nem registrar o flagrante. “O jet ski veio para cima dela em alta velocidade e desgovernado, atingindo-a na cabeça”, disse Edileir Rodrigues Lames, tio da vítima, ao jornal Folha de S. Paulo. “Ela era uma menina doce, amorosa e inteligente.”
O pai do adolescente e dono do jet ski tratou imediatamente de providenciar a fuga – tanto sua como do filho. De acordo com a Capitania dos Portos, é preciso possuir habilitação para pilotar jet skis, tendo passado por aulas práticas e testes psicológicos. Mas as leis, nas águas brasileiras, não são fiscalizadas e tragédias como a de Grazielly se repetem a cada ano.
A falta de fiscalização e de leis mais duras, acabam por incentivar a prática criminosa.
Quarta-feira o Carnaval termina. E voltamos todos para nosso cotidiano.
Os políticos voltarão às suas atividades e, novamente serão vistos lutando por interesses menores.
Interesses pessoais (clique aqui).
Eles já deveriam ter elaborado uma reforma em nosso Código Penal e Processo Penal.
E o que estão fazendo? (clique aqui)
Uma família foi destruída. Mas não é assunto deles…
Esta família terá resposta do Estado?
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