Quem consegue sexo mediante força é estuprador.
E quem consegue poder? É herói?
Enquanto em outros países, ditadores golpistas são tratados como são realmente (ou seja, criminosos e assassinos), por aqui tais tipos tem tratamento respeitoso.
Na Argentina (clique aqui), no Chile (clique aqui e aqui), e até mesmo na pequena Guatemala (clique aqui) ditadores são julgados e presos.
Por lá existe justiça.
Existe memória.
Há tempos o Governo do Estado de São Paulo envergonha seus cidadãos, revenciando torturadores e assassinos.
Da Folha:
Governo de SP trata golpe militar como ‘revolução’ em site oficial
27/01/2012
Em uma passagem da história da segurança pública de São Paulo, o governo estadual tratou o golpe militar de 1964 como “Revolução de Março” e afirmou que ela foi “desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart”.
A informação estava na página da Secretaria da Segurança Pública na internet até às 19h desta sexta-feira, quando foi suprimido. A Folha havia questionado a secretaria sobre o assunto pouco antes.
Empresa retira placa na USP que chama golpe de ‘revolução de 64′
Placa na USP chama golpe militar de ‘revolução de 1964′
Reprodução/Ssp.sp.gov.br

Site da Secretaria da Segurança de SP chama golpe militar de 1964 de ‘Revolução de Março’
Por meio da secretaria, o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que “o texto relacionado ao ano de 1964 não reflete o pensamento da Secretaria da Segurança Pública e foi retirado do site”.
“Em 25 de agosto de 1961, o presidente Jânio da Silva Quadros renunciou a seu mandato. Em 31 de março de 1964 iniciou-se a Revolução, desencadeada para combater a política sindicalista de João Goulart. Força Pública e Guarda Civil puseram-se solidárias às autoridades e ao povo”, afirmava página que estava na seção “Institucional – Histórico” da Polícia Militar.
O termo “revolução” é usado por grupos que negam que tenha havido uma ditadura no país de 1964 a 1985.
O brasão da Polícia Militar tem 18 estrelas que representam “marcos históricos” da corporação. Uma delas refere-se ao golpe militar como “revolução”.
Cidadãos que foram torturados e mortos, são desrespeitados diariamente.
Seus familiares, amigos e compatriotas também o são.
Homens, que em outros países seriam presos, aqui são tratados por heróis.
Ou seja, a mensagem é clara: “Por aqui, o crime compensa”.
Golpistas, que tomaram um país por refém durante 20 anos, são homenageados até hoje (clique aqui, aqui e aqui).
Dão seu nome à rodovias, pontes e até mesmo à cidades.
Se eles foram os heróis, quem foram os vilões?
Veja também:
Secretário de Alckmin fala sobre a Cracolândia e decreta: A culpa é do PT!!
Covardia em São Paulo: Após 14 anos de serviços prestados, policial é morta junto com o pai
Imagem: Ssp.sp.gov.br
