Quando se tem um processo de paz emperrado, todos acabam pagando.
Agora parece que chegou a vez do bolso pagar…
Desde informações governamentais até mesmo informações pessoais de cartões de crédito.
Nada é perdoado.
Da Folha:
Hamas incentiva hackers a declararem guerra eletrônica contra Israel
15/01/2012
O movimento islâmico palestino Hamas pediu neste domingo aos hackers que aumentem seus ataques a sites oficiais, comerciais e financeiros de Israel, afirmou um porta-voz da organização em Gaza.
“O Hamas parabeniza as operações para invadir sites israelenses”, disse neste domingo em comunicado o porta-voz do Hamas Sami Abu Zuhri.
Os atos de pirataria eletrônica, que se multiplicaram recentemente, “são a abertura de um novo campo de resistência à ocupação e o início de uma guerra virtual contra Israel”, afirmou.
Zuhri pediu “aos povos palestino e árabe para continuarem com a guerra eletrônica e buscarem formas de estimulá-la e desenvolvê-la”.
Desde o início do ano, ocorreram diversos ataques de hackers a sites de Israel, que se viu obrigado a reforçar as unidades do exército destinadas a prevenir a pirataria eletrônica.
No mês passado, as Forças de Defesa de Israel recrutaram cerca de 300 jovens para aumentar a segurança na rede.
O ataque mais grave ocorrido recentemente aconteceu no começo do ano, quando um grupo de piratas virtuais da Arábia Saudita, que se autodenomina Group-XP, assumiu o roubo e a divulgação dos dados de milhares de cartões de crédito israelenses.
As informações incluíam os números dos cartões, seus códigos de segurança, endereços pessoais, nomes, números de telefones e da carteira de identidade de seus proprietários, e foram roubadas de uma base de dados de clientes do site israelense de esportes www.one.co.il.
Após a divulgação da informação, o Banco de Israel pediu à população que esteja atenta ao uso dos cartões e que os cancele caso suspeitem que possam estar sendo usados por outras pessoas.
Pouco depois, o site do vice-ministro das Relações Exteriores de Israel, Dani Ayalon, foi atacado. O dirigente chamou o ato de “ataque terrorista” e advertiu que seu país “responderá com força aos hackers que ameaçarem a soberania israelense”.
Responder “com força” conduz à paz? (clique aqui).
A experiência mostra, ano após ano, que não conduz.
Paz é poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir.
Sem sobressaltos.
É poder levar os filhos à escola, sem a preocupação de ver a escola bombardeada.
Há anos vemos a “força” levando miséria e morte (clique aqui).
Levando ao verdadeiro terror.
A “força” é a maior arma do burro.
Ele também é forte…
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Imagem: painelinternacional.com

